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Recordar é viver! Abelhas sem ferrão podem ser criadas no seu quintal
AT em Família

Recordar é viver! Abelhas sem ferrão podem ser criadas no seu quintal

Por Luciana Pimentel

Elas são pequenininhas, mas metem um medo danado! As abelhas são mega respeitadas pelo poder do seu ferrão, mas sabia que já dá para criar esses insetos em casa e produzir o seu próprio mel? É que algumas espécies são dóceis e não têm o ferrão, então não atacam para se defender.

Consideradas pela Royal Geographical Society, de Londres, como os seres vivos mais importantes do mundo, as abelhas têm papel fundamental na polinização. O presidente da Associação de Meliponicultores do Espírito Santos (Ames), João Luiz Teixeira Santos, lembrou que quem cria abelhas em áreas com flores e árvores frutíferas percebe rapidinho que tudo fica mais florido e que as árvores passam a dar mais frutos.

Ele alertou para o fato de que abelhas não são pets. “É um inseto silvestre, precisa de cuidado e de autorização para ter em casa. Não é recomendado pegar por impulso, pois existem locais adequados para deixá-las e cursos para o criador aprender a lidar com elas”.

As abelhas devem ficar em local arejado (no caso de apartamento, opte por uma janela com grade), com incidência solar e ventos moderados. E depois que elas fazem o voo de reconhecimento, não é interessante mudar a caixa de lugar, pois elas podem se perder da colmeia.

De acordo com o especialista, as cinco espécies sem ferrão mais criadas no Espírito Santo são Jataí, Uruçu Amarela, Mandaçaia, Iraí e as Mirins em geral. O enxame vêm em caixas rústicas próprias, que custam a partir de R$ 100.

O médico veterinário e criador Marcus Alexandre Vaillant Beltrame lembrou que a produção de mel varia conforme aforça do enxame e o tamanho das abelhas, podendo chegar a 8 litros por ano.

“A produção depende da quantidade de flores que têm na região, pois são elas a fonte de alimento. As abelhas atuam em um raio de 3 km e polinizam os jardins dos vizinhos também, deixando tudo mais bonito”, ressaltou. 

Já se sabe hoje que 250 mil espécies de flores dependem das abelhas para se reproduzir. E que muitas frutas e vegetais também ganham uma ajudinha delas, que têm impacto em cerca de 90% da produção de alimentos no mundo.

“Manter a biodiversidade deve ser prioridade para todos nós. Antes de criálas apenas para extrair o mel, precisamos pensar no papel social que temos para manter essas abelhas vivas”, frisou Marcus.

Matéria publicada no jornal A Tribuna de 17 de fevereiro de 2019.


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