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Quem precisa de educação também tem pressa
A TRIBUNA NA ESCOLA

Quem precisa de educação também tem pressa

Um dos maiores sociólogos do Brasil, Herbert de Souza ou, simplesmente, Betinho entrou para a história recente do país por sua luta contra a miséria e a fome. Sua célebre frase “Quem tem fome, tem pressa” chamou a atenção para a drástica situação que assolava, em plenos anos 90, mais de 50 milhões de brasileiros. O país, que nas últimas duas décadas parecia ter avançado alguns passos, hoje parece ter pressa para quase tudo: além da fome, segurança, saúde, empregos, transporte e educação estão entre pontos mais vulneráveis do mapa social brasileiro.

Com a divulgação de dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017 pelo Ministério da Educação (MEC), a precariedade do sistema educacional ficou em evidência. Segundo a pesquisa, de cada dez alunos do 3º ano do Ensino Médio, sete têm nível insuficiente em português e matemática. Entre os estudantes dessa etapa de ensino, menos de 4% mostram conhecimento adequado nessas disciplinas. A Unicef divulgou ainda dados que apontam que dentre os 35 milhões de estudantes matriculados no Ensino Fundamental e Médio no Brasil, mais de sete milhões possuem dois ou mais anos de atraso escolar. Outros levantamentos recentes mostram que, de cada 10 estudantes que entram na educação pública brasileira, metade deixa de estudar no meio do caminho.

Um dos mais importantes desafios do governo do país é priorizar o sistema educacional para diminuir esse atraso, ampliar o acesso ao Ensino Médio e melhorar a qualidade nas salas de aula de todo o país. Para tanto, é preciso treinar professores, melhorar seus salários em função do desempenho e prestar assistência ao estudante e às famílias. Voltar ao ensino básico para fazer mais e melhor. O caminho é longo, por certo. Por outro lado, quem precisa de educação tem pressa! O país tem pressa. Caso contrário, todo o futuro de uma geração (ou mais gerações) pode estar comprometido.

A cada ano, milhões de jovens deixam as escolas por falta de interesse, por necessidade de trabalhar e por desistência. A maior parte dos que se formam chega totalmente despreparada ao mercado de trabalho. Como, então, encurtar essa distância? Como criar pontes que todos possam cruzar no menor tempo possível?

A solidariedade e o engajamento da sociedade como um todo se mostram essenciais como alternativa para minimizar esse longo caminho. Atividades de terceiro setor, aquelas que dão suporte, complementam e aparam as arestas do sistema público de ensino, se fazem urgentíssimas.

A ideia de é lapidar estudantes com bom rendimento escolar, dando mais oportunidades e viabilizando uma educação de qualidade, nas melhores instituições de ensino. Por que não investir em cursos complementares, como aulas de inglês, habilidades sócio-emocionais, apoio psicopedagógico e direcionamento de carreira? Mais pessoas e organizações precisam estar engajadas em ser a tal “ponte”, direcionar e dar oportunidade de educação de qualidade a adolescentes de famílias de baixa renda. Por que não ser voluntário? Por que não assumir a responsabilidade sobre a educação de nossos jovens? Não é o problema de um grupo, de apenas uma parcela da população. O problema é de todos, o fracasso é de todos.

Jovens motivados a ser bem-sucedidos em suas vidas, por meio da capacitação educacional, técnico-profissional e aprendizados sobre cidadania e solidariedade, já têm meio caminho andado, meia ponte cruzada.

Isaac Newton acreditava que o homem se sente só e inseguro porque constrói muros demais e pontes de menos. Passados mais de três séculos, as palavras do cientista inglês seguem atuais e definem perfeitamente a nossa realidade, ainda cheia de divisões, obstáculos e impossibilidades. Não é algo com que devamos nos conformar. Todos nós podemos nos tornar agentes de transformação. Não se desfazem muros e constroem pontes de um dia para o outro. Mas juntos podemos fazer esse trabalho uma tarefa menos árdua e em um prazo mais curto.

Instituto Ponte

Organização que proporciona educação de qualidade a crianças e adolescentes de famílias de baixa renda, eleita uma das 100 Melhores Ongs do Brasil e única do ES.


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