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Quase 40% da exploração madeireira em Mato Grosso é ilegal

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Quase 40% da exploração madeireira em Mato Grosso é ilegal


Exploração ilegal de madeira em Mato Grosso foi detectada em 60,4 mil hectares, o equivalente a 39% da área de exploração madeireira no estado do Mato Grosso. A maior parte dessa atividade ilegal (67%) está concentrada em propriedades privadas.

Unidades de Conservação (UC), Terras Indígenas (TI) e assentamentos rurais foram os locais com menor porcentagem de exploração ilegal, representando respectivamente 7%, 5% e 5%.

Os dados fazem parte do estudo do ICV (Instituto Centro de Vida), feito em parceria com a Sema-MT (Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso), e referente ao período de agosto de 2016 e julho de 2017.

Mesmo com menores taxas de exploração, as UCs tiveram crescimento de 463% nas áreas exploradas ilegalmente. O Parque Estadual Tucumã foi a unidade mais afetada -a exploração na área representou 57% do total em UCs.

A proximidade com a fronteira de Amazonas e Rondônia, e o difícil acesso à área explicam o aumento da ação ilegal no local, segundo Vinícius Silgueiro, um dos autores do estudo.

Também houve aumento de cerca de 7% na exploração ilegal nas propriedades privadas, quando comparado ao período anterior. "De forma geral, não é autuado [quem explora ilegalmente]. E já que a maior parte ocorre em imóveis rurais cadastrados, é passível de responsabilização. As informações do ocupante da área estão no órgão ambiental", diz Silgueiro.

Segundo o pesquisador, os municípios críticos já são conhecidos e, por isso, é possível focar esforços de fiscalização e monitoramento nessas áreas. A pesquisa mostra que dez municípios são responsáveis por 72% da exploração ilegal. Desses, oito estão também entre os principais produtores de madeira legalizada.

Os pesquisadores usam imagens de satélite para conseguir determinar as áreas onde há exploração de madeira no estado. Com ajuda de computação, é possível determinar tais áreas -o padrão de derrubada de árvores para exploração madeireira é diferente do desmatamento que dará origem a pastos e plantações, por exemplo.

Depois, as informações são analisadas e cruzadas com dados de unidades de conservação, terras indígenas, assentamentos e propriedades privadas. Para esse último caso, os pesquisadores verificam se foram expedidas autorizações para exploração de madeira e se tal ação foi feita no tempo determinado na permissão.

Mesmo em áreas exploradas legalmente há problemas. A pesquisa identificou inconsistências em 48 das 276 autorizações de exploração.

Além da ilegalidade em si, o pesquisador do ICV diz que a exploração ilegal acaba por prejudicar as pessoas que trabalham dentro da lei.

Segundo ele, é comum a exploração madeireira ser associada ao desmatamento, mesmo ela não sendo o principal vetor de destruição da floresta. "O principal vilão do desmatamento na Amazônia é pecuária, pastagem e especulação fundiária, grilagem de terra."

Pesquisa recente do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) mostrava que as queimadas também estavam concentradas em propriedades privadas.


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