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Quando o depressivo se torna um peso para a família
Tribuna Livre

Quando o depressivo se torna um peso para a família

Em muitos casos de depressão existe um constrangimento por parte do doente e vergonha que é aparente em certas famílias. Muitas tentam esconder o doente achando ser vergonhoso falar com os outros que no momento sofre de depressão.

E a sociedade também censura da mesma forma, trancando este dentro de casa ao invés de chamá-lo para sair e ver a vida. Isso acontece principalmente quando este depressivo possui uma profissão de status como médico, advogado, um atleta, ator, entre outros.

Por outro lado, existem os que pensam ser a depressão uma fraqueza ou também algo ligado a um poder maligno e que esta pessoa não teve fé suficiente com Deus para dar um basta e mandar a depressão x opressão, ir embora da sua vida. No cenário familiar, existem os conselheiros, os mais divertidos, o que sabe de tudo e não permite que ninguém discorde do seu pensamento, o chorão, o reclamudo, e, o “que é calado demais”.

Enfim, é uma mão com seus dedos ligados, mas cada um com formato e tamanho diferentes. Existe a cultura de cada um e, neste cenário, muitos desconhecem o sofrimento do outro. Para famílias religiosas, trata-se de algo demoníaco e devido à cultura, nem chegar perto da pessoa o fazem, por acharem que é algo transmissível. Então penso no ator Robin Williams, no filme: "O Amor é Contagioso". Tão vívido em seus filmes, e teve uma depressão que assustou a todos quando o mesmo se suicidou.

As famílias querem uma cura rápida, e a depressão pode levar não só meses como um ano ou mais dependendo do que levou a pessoa em não dar conta de certo acontecimento na sua vida a ficar assim.

Jamais se afaste do depressivo ou o deixe sozinho. Chame-o para participar de uma roda de conversa, pois nas falas, o doente é incluído e isso o chama a lembrar-se que está vivo e que é importante para os demais. Dizer que existe o CVV, que se ele ou ela quiser conversar discando 188 ou for pessoalmente, terá um atendimento a sós com um voluntário. É fazê-lo entender que pode ter este momento e que todos estão lutando pra ver uma solução.

Quando saímos desta onde depressiva, saímos diferente. Acontece um amadurecimento em forma de renascimento. Então: “não deixe parado na estação o perdão, a vontade de abraçar, de dizer quantas vezes for “eu te amo”, de sorrir e se arriscar”. O Trem bala vai passar e vai levar seu tempo, suas vontades e seus sonhos.

Não deixe que isso aconteça com você. Sim, a vida é um trem bala que leva oportunidades e possibilidades. Nosso intuito não é de forma alguma colocar o dogma da exclusão em todas as famílias. Conforme cita a escritora Judith Viorst, autora do Livro “Perdas Necessárias”: ... A característica comum é a face pública da família; seu mito é a imagem que faz mentalmente de si mesma. “E, embora possam convergir, existem mitos familiares inconscientes que nem o mundo externo nem a família conseguem reconhecer”.

Desta forma, esconder o doente ou levá-lo para um sítio, para que ninguém saiba o que o mesmo enfrenta, não acrescenta em nada para sua melhora.

O que esta pessoa precisa neste momento é ver amor e compreensão, empatia x congruência, compreensão ao seu redor, principalmente pela sua família. Freud cita que: “Se não posso mover os deuses de cima, moverei o Acheronte”. Acheronta Movebo!

Maria Scardua Passos é pedagoga e psicanalista clínico.

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