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Próximo de completar 200 jogos, Richarlison relembra carreira meteórica

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Próximo de completar 200 jogos, Richarlison relembra carreira meteórica


 Richarlison beija a taça da Copa América, um dos grandes momentos do capixaba na Seleção (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Richarlison beija a taça da Copa América, um dos grandes momentos do capixaba na Seleção (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Uma carreira meteórica e que já completa uma marca expressiva. O atacante capixaba Richarlison vai alcançar 200 jogos como profissional no próximo sábado, na partida do Everton diante do West Ham pelo Campeonato Inglês, no Goodison Park, e a semana diferente na vida do atacante o fez relembrar sua rápida ascensão até o sucesso na Inglaterra e na Seleção Brasileira.

São apenas quatro anos, três meses e 199 jogos desde a estreia dele como profissional, no América/MG, depois de surgir na base do Real Noroeste, de Águia Branca. De lá para cá, porém, o o atacante explodiu no Fluminense, chegou à Europa e é nome certo nas convocações da Seleção Brasileira desde o ano passado.

O capixaba de Nova Venécia foi alçado ao profissional do América/MG a pedido do técnico Givanildo Oliveira, que havia se impressionado com o desempenho do garoto nas categorias de base do clube mineiro. E Richarlison não decepcionou: logo em sua primeira partida marcou diante do Mogi-Mirim, no Independência, minutos após entrar em campo, na vitória por 3 a 1, no dia 05 de julho de 2015 pela 10ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro daquele ano.

“Parece que foi ontem que eu comecei. As coisas foram acontecendo muito rápido e, olhando lá atrás, vejo o caminho que já construí com tanto trabalho e sacrifícios, meu e da minha família. Quando cheguei ao América/MG, fiquei pouco tempo na base. O Givanildo logo me chamou para o profissional. Um mês depois já era titular e conquistamos o acesso para a Série A. Foi uma grande escola pra mim. Sou muito grato por tudo que aprendi por lá”, reconhece o jogador de 22 anos, que marcou nove gols e fez quatro assistências em 24 jogos pelo Coelho.

O desafio seguinte seria no Fluminense. A equipe carioca o comprou do América-MG, e a primeira temporada não foi fácil para o atacante. Uma lesão no quinto metatarso o tirou de combate por quase todo o primeiro semestre de 2016. Após retornar e ter um restante de temporada de altos e baixos, Richarlison revisitou o momento de guinada no tricolor carioca. No Flu, ele anotou 19 gols e nove assistências em 69 jogos.

“Acho que a virada para mim, no Fluminense, foi depois do Sul-Americano Sub-20 (de 2017). Cheguei já depois da pré-temporada, teria direito a um mês de férias, mas abri mão. O Abel (Braga) me deu muita confiança, disse que contava comigo, e ali eu comecei a render bem. Fiz muitos gols em 2017 e conquistamos a Taça Guanabara. Foi um momento crucial para mim, que mudou o meu rumo e a minha história dentro do clube", afirma.

Dali, o próximo passo seria um dos maiores da sua carreira. O garoto de Nova Venécia começava a ganhar o mundo, indo para a Europa. O destino foi o Watford, mas poderia ter sido diferente, não fosse uma ligação do treinador português Marco Silva. O clube inglês investiu 12,5 milhões de euros (cerca de R$ 46,2 milhões na época) para a contratação.

"Meu empresário estava conversando com o Ajax, já estava praticamente certo que eu iria para lá. Mas, aos 45 do segundo tempo, o Marco Silva me ligou e me convenceu ir ao Watford. Foi decisão muito difícil, porque era um dos maiores times do mundo ou a maior liga do mundo (risos). Mas acabei optando pela competitividade da Premier League e pelo Watford, que foi um clube tão importante pra mim. Acho que fiz uma boa escolha", conta.

Golaço de Richarlison pelo Everton, em cima do Manchester United (Foto: Jason Cairnduff/Reuters)
Golaço de Richarlison pelo Everton, em cima do Manchester United (Foto: Jason Cairnduff/Reuters)

Atualmente, sua casa é o Everton, clube que apostou no seu talento após uma boa temporada de estreia na Inglaterra com cinco gols e quatro assistências em 41 jogos. O time da cidade de Liverpool o comprou por cerca de R$ 222 milhões (44 milhões de libras), em julho de 2018. No Everton, o "Pombo" já tem 17 gols e duas assistências em 48 jogos.

“Muita gente criticou o clube pelos valores da minha transferência, mas acho que dei uma boa resposta dentro de campo, como deve ser. Logo me entrosei com meus companheiros, fiz 14 gols já no primeiro ano – e ainda me tiraram um (risos). Estou muito feliz aqui, fui recebido com muito carinho por todos, foi jogando aqui que as portas da Seleção Brasileira se abriram pra mim, então, sou muito grato por tudo que tenho no Everton. Espero sempre retribuir tudo isso jogando bem e ajudando a equipe".

Um dos capítulos mais especiais dessa trajetória de 199 jogos, é a Seleção. Além de realizar o sonho de vestir a camisa amarelinha, Richarlison já tem muita história para contar das 17 partidas e 6 gols assinalados com o time canarinho. A primeira convocação veio no dia 27 de agosto de 2018 e foi para substituir o atacante Pedro, que se lesionou e saiu da primeira lista de Tite depois da Copa do Mundo da Rússia.

Desde então, o capixaba é presença certa nas convocações e foi campeão da Copa América deste ano, no Brasil. Ele começou como titular, mas precisou se recuperar de uma caxumba durante a competição, para voltar na final e marcar, de pênalti, o terceiro gol da vitória por 3 a 1 em cima do Peru, no Maracanã.

“Jogar pela seleção era um sonho de criança. Agora, imagina poder ganhar uma Copa América e fazer o gol do título... É um privilégio de poucos jogadores. Sempre vou dar minha vida dentro de campo pela seleção e espero ainda ter muitas outras alegrias com essa camisa. Representar o meu país sempre será um dos meus grandes objetivos na carreira".

Carreira de Richarlison em números
199 jogos
56 gols (24 de pé esquerdo, 22 de pé direito e 10 de cabeça)
21 assistências
17 pênaltis sofridos
80 vitórias, 49 empates e 70 derrotas
14.161 minutos em campo


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