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Professor de Geografia guarda 400 celulares

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Professor de Geografia guarda 400 celulares


Começou com um celular antigo. Depois, chegaram outros estragados. Hoje, o professor Eduardo Vieira de Castro já soma mais de 400 aparelhos que teriam como destino o lixo comum, o que traz perigo ao meio ambiente e à saúde pública.

Para evitar o descarte irregular, o professor de Geografia e especialista em Educação Ambiental criou, em 2011, um projeto para a conscientização de seus alunos. Desde então, ele já acumula celulares e diversos outros equipamentos eletrônicos, desde bateria a telefone fixo.

Professor de Geografia, Eduardo Vieira ensina os alunos como descartar corretamente aparelhos  celulares (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
Professor de Geografia, Eduardo Vieira ensina os alunos como descartar corretamente aparelhos celulares (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

São equipamentos que não podem ser jogados no lixo comum, já que possuem metais pesados como chumbo, mercúrio e arsênio. Esses metais podem acabar na água, contaminando o ser humano. E, ao acumular esses materiais no organismo, com o tempo, eles podem causar até câncer e distúrbios dermatológicos.

“Não adianta eu passar aos alunos o que é correto e não demonstrar na prática. Temos de passar a teoria da sala de aula para o dia a dia, e essa foi uma forma que encontrei para ensiná-los, além de contribuir para o ecossistema. Agora, eles estão mais conscientes”, disse o professor, que dá aula na rede estadual e municipal de Vila Velha.

O projeto começou em aulas sobre a preservação de rios e córregos, explicando a importância de não contaminar a água e o solo. Com o tempo, o tema passou a ser abordado na prática, com o professor convidando o aluno a recolher e entregar os equipamentos que não tinham mais serventia.

“Tenho desde o celular tijolão ao iPhone. Precisamos mostrar a importância de não jogar esses aparelhos no lixo comum. Todos esses celulares que eu tenho poderiam estar contaminando o meio ambiente”, afirmou.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos – lei federal em vigor desde 2010 – determina que os fabricantes desses aparelhos devem se responsabilizar pelo recolhimento. Com isso, os pontos de recolhimento dos equipamentos acabam ficando em shoppings, supermercados e lojas. De lá, o lixo eletrônico é levado para reciclagem ou para locais indicados.
 


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