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Professor confessa estupro em aluno porque 'estava triste'


A Polícia Militar prendeu na tarde desta quinta-feira (06), um professor de 28 anos, suspeito de ter estuprado uma criança de 9 anos dentro de uma escola municipal.

Após confessar o crime, o autor disse que o motivo foi porque estava se sentindo "triste porque havia terminado um relacionamento", conforme consta no boletim de ocorrência.

Em depoimento à polícia, o professor contou que o estupro aconteceu na Escola Municipal Vila Fazendinha, onde leciona Artes. Após o fim da aula ele ficou sozinho com o garoto e perguntou ao menino se ele era homossexual. Na sequência, fez com que a criança segurasse seu pênis e lhe fizesse sexo oral. Depois do abuso, foi embora da escola e buscou refúgio na casa de um amigo.

Segundo a Polícia Militar, o professor foi levado para a Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento a Mulher, Criança, Adolescente e Vítimas de Intolerâncias de Belo Horizonte, Minas Gerais, local onde aconteceu o crime. Ele foi autuado por estupro de vulnerável e foi conduzido a uma penitenciária. Aos policiais, o homem também relatou ter usado drogas antes do crime.

O acusado foi abordado por PMs na Praça da Estação, no Centro de BH. De acordo com a polícia, investigações estavam sendo realizadas desde que a denúncia havia sido feita, no último dia 30 de novembro, porém, estava fora de sua residência para não ser encontrado pela polícia.

A polícia informou também, que o professor teria passado alguns dias dormindo na rua para evitar ser encontrado pela polícia. Depois, acabou indo para a casa de um conhecido, onde teria ficado hospedado até esta quinta-feira.

A criança vítima do estupro ficou internada, segundo a PM, e foi encaminhada para auxílio de assistentes sociais. 

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que nessa situação "a tolerância é zero".

"O caso é considerado como gravidade extrema e tratado com severidade pela SMED", afirmou o comunicado, acrescentando que "todas as providências estão sendo tomadas".

O profissional, que atuava como monitor "para um programa específico" na escola foi "demitido imediatamente". A pasta disse ainda que a vítima e sua família estão recebendo acompanhamento da unidade de ensino.

"A criança também já está recebendo acompanhamento de órgãos especializados em defesa da criança e do adolescente vítimas de violações", frisou.