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Presídio do Estado superlotado com mais de 1.280 estupradores


Presídio Estadual de Vila Velha (PEVV-V)  é exclusivo para presos que cometeram crimes sexuais graves (Foto: Divulgação / Sejus)
Presídio Estadual de Vila Velha (PEVV-V) é exclusivo para presos que cometeram crimes sexuais graves (Foto: Divulgação / Sejus)

As cadeias do Estado têm, hoje, 60% de presos a mais do que conseguem suportar. A superlotação viola resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), do Ministério da Justiça, que é de 37,5% acima do permitido.

Em especial, uma cadeia chama a atenção da própria Secretaria de Justiça (Sejus): o Presídio Estadual de Vila Velha (PEVV-V), construído para isolar acusados de crimes sexuais, como estupro de vulnerável. Construído para comportar 680 pessoas, o local hoje tem 1.280 detentos, entre homens e mulheres.

A capacidade do sistema penitenciário capixaba como um todo é de 13.863 pessoas, mas hoje conta com 23.340 detentos, 9.477 a mais do que foi projetado. São 22.087 homens e 1.253 mulheres condenados ou aguardando julgamento.

A superlotação é reconhecida pelo Estado e os a dados foram passados pelo subsecretário de Estado da Justiça para Assuntos Penais, Alessandro Ferreira de Souza.

Para o advogado criminalista Flávio Fabiano, o número de acusados e condenados por crimes sexuais é assustador. “São crimes que causam um grande impacto social, uma vez que marcam a vida da vítima. Então, saber que, no Estado, o número desse tipo de crime é alto, realmente assusta”.

O titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Diego Aleluia, informou que, de janeiro a março, deste ano, a unidade concluiu pelo menos 177 inquéritos que investigavam suspeitos de pedofilia no Estado. Cerca de dois inquéritos por dia, em média.

Ele frisou que a prisão desses pedófilos e estupradores tem ajudado na redução dos casos. “A prisão deles é o único meio de cessar essas atividades criminosas. O pedófilo só para de cometer o crime quando é preso. Isso é fato”.

O delegado orientou os pais a ficarem sempre atentos ao comportamento dos filhos e a ensiná-los a denunciar investidas de pedófilos. “Geralmente, essas crianças se isolam, perdem o interesse de ir à escola. Em alguns casos, até tentam o suicídio. Aos pais, cabe ficar atentos a esses comportamentos e, havendo a certeza do abuso, procurar a del

Veja a reportagem completa no Jornal A Tribuna desta segunda-feira (15).