Flávio Dias

Flávio Dias


Prepara a faixa!

Bruno Henrique fez os dois gols do Flamengo na final do Carioca (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Bruno Henrique fez os dois gols do Flamengo na final do Carioca (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
O Flamengo quis — e praticamente conseguiu — resolver a final do Carioca no primeiro jogo. Venceu por 2 a 0, sem dificuldade alguma, e poderia ter feito ainda mais caso finalizasse mais vezes. O Vasco tentou empatar ou perder de pouco. Mas o time andou em campo! À exceção de dois ou três nomes — Castán, Marrony e Fernando Miguel —, o restante parecia desinteressado no clássico. Será que aquele discurso de união, após a final da Taça Rio, era mesmo pra valer? Sei não…

A vitória por 2 a 0 decide o título carioca? Acho que sim. Olhando para os números das duas equipes na temporada, nada leva a crer que o Vasco consiga uma vitória por três ou mais gols de diferença, resultado que precisa para ser campeão no tempo normal.

O Flamengo fez 20 jogos no ano e perdeu apenas dois: para o Flu, na semifinal da Taça Guanabara, e para o Peñarol, na terceira rodada da Libertadores, ambos por 1 a 0. Já o Vasco disputou 21 partidas até agora no ano e em apenas dois deles conseguiu a diferença de gols necessária agora no jogo de volta da final: 5 a 2 sobre o Volta Redonda e 3 a 0 sobre o Resende, ambos pela Taça Guanabara.

Pela diferença técnica, pelo número maior de opções de qualidade, pela vantagem obtida e pelo momento melhor também no lado psicológico, o Fla já pode preparar a faixa.

Final mineira

Cruzeiro venceu, mas não
Cruzeiro venceu, mas não
O Cruzeiro, único time da Série A do Brasileirão ainda invicto em 2019, venceu o primeiro jogo contra o Atlético/MG por 2 a 1. Mas, apesar da vantagem do empate — que é muito para quem ainda não perdeu na temporada —, a sensação que fica é de que a Raposa poderia ter resolvido também no primeiro jogo. Mas não resolveu…

O Atlético/MG vive péssimo momento. E nem acho, no papel, que o time seja fraco. Victor, Fábio Santos, Igor Rabello, Elias, Chará, Cazares, Ricardo Oliveira… todos têm vaga de titular na maioria das equipes brasileiras! Sem técnico, depois de demitir Levir Culpi, o Galo pode ver a derrota por apenas um gol no jogo de ida como trunfo. É aquela história do “não nos mataram, então vamos pra cima!”.

Ao contrário do Campeonato Carioca, acho que o título mineiro está indefinido.

Final paulista

Cássio, sempre ele, foi o grande nome do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
Cássio, sempre ele, foi o grande nome do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
Qual a novidade do Cássio ser o principal jogador do Corinthians em um mata-mata? Nenhuma, né? O Corinthians não tem a menor vergonha de se fechar na defesa e contar com o goleiro para segurar o adversário.

O São Paulo, por outro lado, surpreendeu ao chegar à decisão. E confesso que não sei muito o que esperar do time, que está cheio de jovens recém-promovidos. Mais até do que em Minas, o Paulistão está totalmente indefinido!

Final do Capixabão

Boas histórias no Vitória, comemoração no Real Noroeste e reclamações no Rio Branco. Essa é a final do Capixabão.

Lindo registro do repórter fotográfico Beto Morais na comemoração do aniversariante Wesley Martinelli (Foto: Beto Morais/AT)
Lindo registro do repórter fotográfico Beto Morais na comemoração do aniversariante Wesley Martinelli (Foto: Beto Morais/AT)
No Vitória, o aniversariante Wesley Martinelli ganhou de presente a classificação para a decisão com o triunfo por 2 a 0 sobre o Estrela, no Salvador Costa. Pena que o estádio não tem capacidade mínima de 5 mil pessoas sentadas, exigência do regulamento para receber a final.

O Valdir Bigode, que vai ser o técnico do time na Série D do Brasileiro, chega nesta terça-feira, mas só começa a dirigir a equipe após a final do Capixabão. Justiça feita com Wesley Martinelli, que foi convencido pela diretoria a assumir o cargo de treinador na terceira rodada, levou o time à final e merece comandar a equipe na decisão.

Em Águia Branca, vitória do Real Noroeste por 2 a 0 sobre o Rio Branco e classificação do time da casa para a segunda final consecutiva de Capixabão Em 11 anos de existência, são oito finais para o Real Noroeste, entre Segundinha Capixaba, Capixabão e Copa Espírito Santo. É muita coisa!

O Rio Branco, que jogava pelo empate, tenta parar o campeonato no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-ES). Reclama da arbitragem e, principalmente, das condições da ambulância no jogo da volta. Lembrando que falta de ambulância acarreta em derrota do time mandante por W.O. — resultado que colocaria o Capa-Preta na final.
Enfim, a briga promete tomar conta do noticiário durante a semana. Triste para quem gostaria de falar apenas de bola.