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“Precisamos de uma transformação cultural na educação”

8º Congresso de Educação

“Precisamos de uma transformação cultural na educação”


Palestra Júlio Pompeu (Foto: Jefferson Rocio/ Divulgação Sinepe)
Palestra Júlio Pompeu (Foto: Jefferson Rocio/ Divulgação Sinepe)

Reduzir os altos níveis de evasão escolar brasileira não é uma tarefa fácil. Mas não é impossível, de acordo com o mestre em Direito, doutor em Psicologia e professor de ética da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Júlio Pompeu.

Pompeu foi um dos palestrantes do primeiro dia do 8º Congresso Educacional das Escolas Particulares, promovido pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino no Espírito Santo (Sinepe), em Vitória. Ele debateu sobre educação e risco social, e afirmou que, para reduzir a evasão, é preciso cobrar responsabilidades de pais, educadores e governantes.

“O Brasil tem uma evasão escolar alta. Ela acontece de forma mais intensa com alunos de baixa renda e baixa escolaridade, que jogam fora a maior chance que têm de melhorar sua condição social dali para frente. Em 2015, foi feita uma pesquisa pelo Instituto Jones dos Santos Neves, que apontou que o principal fator da evasão escolar foi ‘eu quis’. Isso foi respondido por crianças do 6º ao 9º ano que estavam fora da escola.”

 (Foto: Jefferson Rocio/ Divulgação do Sinep)
(Foto: Jefferson Rocio/ Divulgação do Sinep)
Para Pompeu, o jovem deixou de enxergar a escola como um caminho que vai dar futuro. “Ele é descrente da escola como instituição e também não acredita nele mesmo como alguém que vai conseguir algo na vida. Na descrença, ele vai abraçar o caminho fácil, uma vida no crime, que ele sabe que dura pouco, mas acha que vale a pena, porque ele não acredita no futuro. Então é melhor garantir o presente.”

Segundo Pompeu, a mudança desse cenário requer mais do que política pública focada na escola e no professor. “Isso requer uma política pública que faça uma transformação cultural. Precisamos de uma transformação cultural no conceito da educação. Hoje vemos algumas iniciativas boas para aumentar a escolarização e o aprendizado. Mas a questão mais grave e mais difundida é que a população não comprou a ideia de que a educação é importante. Ela comprou a ideia de que o diploma é importante. Educação é outra coisa, é preparar as pessoas para as dificuldades da vida.”

Para o especialista, o jovem só vai querer estudar quando perceber a educação como um valor. “Não adianta colocar instrumentos sofisticados de aprendizagem se o estudante não está a fim. Não dá resultados. Ele só vai querer se ele perceber a educação como um valor e não o diploma como um valor. O que eu vou ganhar com isso? Futuro, conhecimento.”


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