Por que idosos têm de beber mais água?

Por Luciana Pimentel

 (Foto: IStock)
(Foto: IStock)

Mudanças nos mecanismos de autorregulação da temperatura do organismo dos idosos pode alterar a percepção deles da sede. E nesse calorão, muitos acabam se sentindo mal, já que sentem menos vontade de tomar água e não percebem que o organismo já está desidratado.

“A percepção de calor fica alterada. Podem sentir frio mesmo expostos a temperaturas elevadas e, com isso, usam roupas mais grossas, comprometendo a hidratação do organismo. Como ficam mais cobertos, perdem menos calor, bebem menos água e às vezes usam medicações que aumentam a diurese.O resultado final é a desidratação”, explicou o médico geriatra Gustavo Genelhu.

No verão, não é incomum o aumento nos casos de insuficiência renal, desmaios e aumento do índice de infecções urinárias em pessoas de idade mais avançada. E como os idosos não têm essa percepção apurada, os familiares devem ficar atentos aos sinais.

Adriana Rosa Ribeiro de Sousa, geriatra da Medconsulta, salientou que eles precisam tomar de 2 a 2,5 litros de água por dia, mesmo sem sentir sede, para evitar fraqueza, tontura, sonolência, hipotensão, pele seca e boca seca.

“Se não tratada a tempo, a desidratação pode levar à confusão mental e até ao coma”, alertou a especialista.

Tanto Adriana quanto Genelhu destacaram a importância de que o idoso seja acompanhado por um especialistade forma individualizada, já que as recomendações são muito variadas – alguns deles, inclusive, têm restrições hídricas e devem respeitar limites de consumo diário de líquidos.

“Em regra geral deve-se aumentar a ingestão de água, mesmo sem sentir sede, usar roupas mais leves e evitar exposição ao sol em horários de pico de temperatura. Mas a avaliação médica é fundamental”, orientou Genelhu.