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Por mais Tabatas atuando na política
Tribuna Livre

Por mais Tabatas atuando na política

Tayana Dantas  (Foto: Tribuna Livre)
Tayana Dantas (Foto: Tribuna Livre)
Lugar de mulher é onde ela quiser. Certo? Mas na política ainda não funciona bem assim. Temos desigualdades diversas no país – racial, social, só para citar alguns exemplos – e a de gênero é uma das mais presentes no nosso dia a dia. Quando o assunto é a participação feminina em mandatos, então, há situações que chegam a ser constrangedoras.

Um dos exemplos mais marcantes vem do próprio Congresso: somente em 2016 – ou seja, há apenas três anos – o plenário do Senado brasileiro passou a ter banheiro para as senadoras. É como se aquele espaço até outro dia nunca tivesse sido verdadeiramente um espaço para nós, mulheres.

O voto feminino no Brasil foi assegurado em 24 de fevereiro de 1932. Mas foi no decorrer do século XX que o voto das mulheres foi ganhando mais peso até que, nas eleições de 2000, as mulheres superaram os homens em números absolutos de eleitores. Esses números, entretanto, não se traduziram exatamente em aumento de representação.

Quando comparamos o Brasil com o mundo, estamos no rodapé de um ranking mundial de presença feminina em parlamento. Atualmente, o país ocupa a 152ª posição na lista de 193 países – segundo levantamento feito pela União Interparlamentar Internacional, com base em dados de janeiro de 2018.

Para incentivar o aumento dessa representação, acredito que devemos incentivar o protagonismo das mulheres em todas as áreas da sociedade, inclusive na política.

Por que não? Muitas mulheres não entram na atividade parlamentar ou executiva porque não recebem espaço nem apoio dos dirigentes partidários. Vemos muitas vezes mandatos de mulheres sendo usados como feudos familiares – que passam de marido para esposa, através da influência do sobrenome. Vemos também mulheres usadas como “laranjas” para cumprir as chamadas cotas de gênero – que asseguram 70% das candidaturas para um sexo e 30% para outro. São formas de driblar a suposta igualdade que nossos legisladores “tentaram” garantir.

Mas também vemos novas lideranças do sexo feminino fazendo a diferença na política. E o que proponho é que olhemos para elas. Elas podem nos inspirar. Um bom exemplo que posso citar é o da deputada federal Tabata Amaral (SP).

Ela foi a sexta deputada federal mais votada em São Paulo no ano passado e tem ganhado destaque no Congresso com uma postura que representa a essência da nova política: atuante e estudiosa sobre os temas que representa – em especial a educação.

Foi Tabata quem protagonizou em março deste ano um embate que viralizou nas redes sociais com o então ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, na Comissão de Educação da Câmara.

“Em um trimestre, não é possível que o senhor apresente um Power Point com dois, três desejos para cada área da educação. Cadê os projetos? Cadê as metas?“, questionou a parlamentar.

Tabata expressou aquilo que todos nós gostaríamos de dizer sobre a inércia de Vélez. A mudança que tanto desejamos passa por cada um de nós.

Em casa, na família, no trabalho, na política. E a igualdade que defendemos passa também por uma participação mais ativa das mulheres na política.

Que tenhamos mais Tabatas. Você, inclusive, pode ser uma delas.

Tayana Dantas é fundadora do Movimento Vila Nova


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