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Pombos podem transmitir doenças
Doutor João Responde

Pombos podem transmitir doenças

Embora pareçam indefesos e frágeis, os pombos urbanos são transmissores de doenças. Isto ocorre, não por que eles querem; muito pelo contrário, na verdade os pombos se contaminam e depois acabam transmitindo enfermidades para os humanos.

Muitas pessoas gostam de alimentar pombos com migalhas de pão, restos de comida e pipocas. Estes alimentos são inadequados, viciando e prejudicando a saúde da ave.

Pombos costumam morar em edificações, fazendo seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar-condicionado, marquises, etc. Além de causarem prejuízos ao danificar as estruturas dos prédios, tornam-se um problema de saúde, provocando doenças graves, que podem levar à morte ou deixar sequelas.

Como em grandes cidades não existem predadores e a reprodução é rápida, a população de pombos torna-se cada vez maior.

Este é um problema para a raça humana, visto a enorme quantidade de doenças que podem ser transmitidas por eles.

Pombos habitam em centros urbanos devido à facilidade de encontrar abrigo e alimento. O tempo de vida dessas aves é de 3 a 5 anos. Em condições silvestres elas podem alcançar 15 anos.

O ideal seria que os pombos buscassem alimento de forma natural, comendo insetos, larvas, sementes de vegetais, e não outros tipos de alimentação, que fatalmente fazem encurtar sua vida.

A busca natural de comida é que vai fazer do pombo um saudável participante do meio ambiente.
Vamos citar algumas doenças provocadas pelos pombos citadinos:

Criptococose é causada por um fungo que se desenvolve nas fezes dos pombos. Quando esse fungo é respirado, ele infecta os pulmões e depois se espalha pelo organismo, podendo gerar um tipo grave de meningite.

Falta de ar, coriza, fraqueza e dores pelo corpo são alguns dos sintomas produzidos pela criptococose.

Embora a salmonelose seja mais frequente após a ingestão de alimentos não lavados ou mal preparados, a transmissão da bactéria salmonella também ocorre através dos excrementos dos pombos. Isso acontece quando as fezes secam e viram poeira, sendo transportadas pelo vento, contaminando frutas e vegetais que, se não forem bem lavados, podem invadir o corpo. O quadro sintomático envolve náuseas, vômitos, diarreia, febre e cólica abdominal.

Os pombos são um dos reservatórios mais importantes para os vírus. Estes agentes infecciosos podem invadir o sistema nervoso e provocar encefalite, com risco de morte.

Este tipo de virose é transmitido pelos mosquitos, que após picar os pombos, picam os seres humanos, inoculando o agente. Os sintomas variam de acordo com o vírus, sendo a febre, a cefaleia e a convulsão os mais frequentes.

Escherichia coli é uma bactéria que vive no intestino humano, embora também seja encontrada em grande quantidade nas fezes dos pombos.

Para evitar este tipo de infecção, é importante lavar as mãos depois de estar num ambiente com pombos, como em parques, por exemplo. Esse quadro infeccioso provoca dor abdominal, cansaço, náuseas, vômitos e diarreia.

Toxoplasmose é uma doença associada às fezes dos gatos, mas que também pode ser transmitida pelos excrementos dos pombos.

Em pessoas saudáveis, o parasita desta patologia não produz nenhum sintoma.

Entretanto, indivíduos com sistema imunológico debilitado, como em cancerosos, por exemplo, podem apresentar infecção generalizada. O quadro clínico vem acompanhado de linfadenite, febre e mialgia.

Hoje, ao contrário do tempo de Noé, além da verde folha de oliveira, o pombo também traz doenças.

Nada é mais belo que a simplicidade de uma pomba branca no céu azul. Nada é mais prudente que evitar o chão onde cisca essa alada vivente.

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