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Grande Vitória tem tiroteio todo dia

| 03/02/2020 11:29 h | Atualizado em 03/02/2020, 11:57

Moradores de pelo menos 37 bairros da Grande Vitória começaram o ano de 2020 sob tensão e com medo de saírem de suas casas. O motivo para o “cárcere privado” são os tiroteios que vêm sendo protagonizado por bandidos todos os dias.

Levantamento feito por A Tribuna em parceria com o aplicativo Onde Tem Tiroteio — criado em 2016 no Rio de Janeiro — apontou que 54 registros foram feitos do dia 1º até o dia 31 de janeiro no Estado.

Desses, 52 ocorreram em regiões de Vila Velha, Vitória, Cariacica, Serra e Guarapari. Isso significa que, em média, pelo menos um tiroteio foi registrado por dia em toda a Grande Vitória.

Imagem ilustrativa da imagem Grande Vitória tem tiroteio todo dia

Para chegar aos dados, o aplicativo confrontou as informações de moradores e de policiais que atenderam as ocorrências por meio da própria plataforma on-line.

Militares, policiais civis, guardas municipais e os próprios moradores das regiões onde ocorreram os registros também confirmaram as informações.

“Tiroteios acontecem com frequência no meu bairro. Sempre escuto os tiros de dentro do meu quarto e procuro sair de casa só para trabalhar mesmo, porque o medo de ser atingido por uma bala perdida é grande”, relatou um autônomo de 33 anos e morador do bairro Feu Rosa, na Serra, que, por medo de represálias, pediu para não ser identificado.

Quem também evita sair de casa é uma dona de casa de 43 anos, moradora do bairro Primeiro de Maio, em Vila Velha. Ela é mãe de duas crianças: um menina de 4 anos e um menino de 1 ano.A região onde ela e os filhos moram sofre com a constante disputa pelo tráfico de drogas, o que termina em disparos de arma de fogo com frequência. “Como tiroteios são constantes, a gente deixa eles trancados em casa mesmo”.

Vila Velha, que tem 493.838 habitantes, segundo dados de 2019 do IBGE, liderou os registros de tiroteios na Grande Vitória.

Ao todo, foram 25 registros no mês de janeiro, segundo dados do aplicativo Onde Tem Tiroteio. Todos eles marcados por confrontos armados entre polícia e bandidos ou entre bandidos e gangues rivais.

A Serra ocupou o 2º lugar, com 10, seguida de Cariacica (7), Vitória (6) e Guarapari (4). Os outros dois registros ocorreram em Boa Esperança e São Gabriel da Palha, no Noroeste do Estado.

O comandante do 1º Batalhão da PM de Vitória, tenente-coronel Marcio Franco Borges, disse que um trabalho em conjunto entre as polícias e outros órgãos é feito na capital.

“Atuamos em conjunto e já fizemos apreensões de armas, além de prender alguns dos responsáveis por esses problemas”, disse.

Moradores de pelo menos 37 bairros da Grande Vitória começaram o ano de 2020 sob tensão e com medo de saírem de suas casas. O motivo para o “cárcere privado” são os tiroteios que vêm sendo protagonizado por bandidos todos os dias.

Levantamento feito por A Tribuna em parceria com o aplicativo Onde Tem Tiroteio — criado em 2016 no Rio de Janeiro — apontou que 54 registros foram feitos do dia 1º até o dia 31 de janeiro no Estado.

Desses, 52 ocorreram em regiões de Vila Velha, Vitória, Cariacica, Serra e Guarapari. Isso significa que, em média, pelo menos um tiroteio foi registrado por dia em toda a Grande Vitória.

Para chegar aos dados, o aplicativo confrontou as informações de moradores e de policiais que atenderam as ocorrências por meio da própria plataforma on-line.

Militares, policiais civis, guardas municipais e os próprios moradores das regiões onde ocorreram os registros também confirmaram as informações.

“Tiroteios acontecem com frequência no meu bairro. Sempre escuto os tiros de dentro do meu quarto e procuro sair de casa só para trabalhar mesmo, porque o medo de ser atingido por uma bala perdida é grande”, relatou um autônomo de 33 anos e morador do bairro Feu Rosa, na Serra, que, por medo de represálias, pediu para não ser identificado.

Quem também evita sair de casa é uma dona de casa de 43 anos, moradora do bairro Primeiro de Maio, em Vila Velha. Ela é mãe de duas crianças: um menina de 4 anos e um menino de 1 ano.
A região onde ela e os filhos moram sofre com a constante disputa pelo tráfico de drogas, o que termina em disparos de arma de fogo com frequência. “Como tiroteios são constantes, a gente deixa eles trancados em casa mesmo”.

Vila Velha, que tem 493.838 habitantes, segundo dados de 2019 do IBGE, liderou os registros de tiroteios na Grande Vitória.

Ao todo, foram 25 registros no mês de janeiro, segundo dados do aplicativo Onde Tem Tiroteio. Todos eles marcados por confrontos armados entre polícia e bandidos ou entre bandidos e gangues rivais.

A Serra ocupou o 2º lugar, com 10, seguida de Cariacica (7), Vitória (6) e Guarapari (4). Os outros dois registros ocorreram em Boa Esperança e São Gabriel da Palha, no Noroeste do Estado.

O comandante do 1º Batalhão da PM de Vitória, tenente-coronel Marcio Franco Borges, disse que um trabalho em conjunto entre as polícias e outros órgãos é feito na capital.

“Atuamos em conjunto e já fizemos apreensões de armas, além de prender alguns dos responsáveis por esses problemas”, disse.

Registros são fruto da disputa pelo tráfico, diz polícia

A maioria dos tiroteios registrados entre os dias 1º a 31 de janeiro na Grande Vitória foi motivada pela disputa por pontos do tráfico de drogas.

Delegado titular da 2ª Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc), Diego Bermond, explicou que as guerras geralmente começam a partir do momento em que determinado grupo tenta expandir o seu domínio.

“Isso acontece por vários motivos. Seja porque eles realmente são mais audaciosos ou porque o líder do grupo foi preso ou então morto. Isso gera espaço para que o grupo rival cresça como o controlador daquela localidade”.

O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar de Vitória, tenente-coronel Marcio Borges, compartilha a opinião de Bermond sobre as causas dos tiroteios e destaca um outro problema que facilita a troca de tiros: a entrada de armas nessas regiões.

Marcio Borges admitiu que os militares têm dificuldade para apreender armamentos e prender suspeitos.

“Precisamos de mandado para entrar na casa das pessoas e, às vezes, esses criminosos se escondem em casas de famílias de bem, o que dificulta o nosso trabalho”.

Confrontos entre bandidos e policiais cresce em Vitória

Dados da Polícia Militar revelam que os confrontos armados entre policiais e bandidos aumentaram em Vitória em 2019.

Pelo menos 53 confrontos foram registrados no ano passado na capital do Estado. Foram 23 registros a mais em comparação com o ano anterior, quando foram contabilizados 30 confrontos.

De acordo com o comandante do 1º Batalhão da PM, tenente-coronel Marcio Borges, a maioria dos confrontos ocorreu no momento em que militares foram abordar pessoas em atitude suspeita.

“Em alguns casos, o policial nem chegou a fazer a abordagem. Só pelo fato de ser policial e de chegar em determinada rua onde estão esses suspeitos, ele já é recebido a tiros”.

Para Borges, o aumento nos números e a atitude dos criminosos são reflexo do sentimento de impunidade que muitos deles sentem. “Essa sensação cria o sentimento de que nada irá acontecer com eles, o que não é verdade”.

No caso dos confrontos entre criminosos e suas gangues rivais, a Polícia Civil explica que eles são provocados principalmente por uma facção criminosa — conhecida com Trem Bala — que se localiza no Bairro da Penha.

Segundo a Polícia Civil, visando a expandir seus negócios, a facção acaba entrando em guerra com gangues de outros bairros, que ainda não aceitaram ser dominadas pelo grupo.

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