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Empresário de Guarapari acusado de matar ex é preso na casa da filha em Minas

| 24/10/2020 11:21 h

O empresário Nilton Francisco Rangel Pinto é acusado da morte da ex-mulher
O empresário Nilton Francisco Rangel Pinto é acusado da morte da ex-mulher |  Foto: Acervo de família
O empresário de Guarapari Nilton Francisco Rangel Pinto, de 67 anos, foi preso na manhã de sexta-feira (23), na casa de uma filha, em Minas Gerais. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto pela morte da dona de casa Mara Cristina Tavares, de 55 anos, sua ex-mulher.

A família da vítima disse que não vê outro motivo para morte a não ser a briga que os dois tinham pela pensão dos filhos, de 22 e 24 anos.

O empresário foi encontrado no sítio da filha, na cidade de Itaúna, no estado mineiro. “Para nós é um alívio saber que enfim ele foi encontrado e preso. Ele estava escondido esse tempo todo na casa dessa filha, que é do primeiro casamento dele. A prisão dele não vai trazer minha irmã de volta, mas temos a sensação de que a justiça foi feita e esperamos que ele fique preso”, disse a irmã da vítima, Márcia Tavares.

O crime aconteceu no dia 15 de setembro, na casa da ex-mulher, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Na mesma semana do fato, a Polícia Civil de Campos, da 134ª Delegacia, pediu a prisão do acusado e diligências estavam sendo feitas para tentar capturá-lo.

A câmera de segurança de uma residência próxima ao local do crime flagrou o momento em que o atirador chega em uma caminhonete vermelha, estaciona, desce do veículo e já atira em Mara, que estava varrendo a calçada. Ela chegou a correr para dentro de casa, mas acabou sendo executada com vários tiros. Foram seis disparos: um no braço, um nas costas e outros quatro na cabeça.

O casal morou em Guarapari por 25 anos, mas ambos são de Campos. Mara foi embora da cidade em 2012 e segundo a família, ele já chegou a dizer que não aceitava a separação e que poderia matá-la por isso.

“Nós sabíamos que foi ele e as imagens comprovam isso. Eles estavam separados há sete anos e há três meses ele estava perseguindo minha irmã. Agora ele precisa pagar pelo que fez”, completa a irmã da vítima.

Os filhos não estavam recebendo pensão alimentícia e o caso foi parar na justiça. Nilton poderia ser preso pela dívida da pensão e, na semana anterior ao crime, depositou na conta da ex-mulher R$ 17 mil. “Foi a única explicação que encontramos. Ele pode ter ficado com raiva dela, que o colocou na justiça para receber a pensão atrasada”, enfatizou Márcia.

O empresário foi levado para uma prisão no Rio de Janeiro e vai responder pelo crime de feminicídio, podendo pegar até 30 anos de prisão.

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