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Polícia prende dois e recupera submetralhadoras roubadas de delegacia


Gleison Felipe da Silva Barcelos, 20 anos (Foto: Divulgação/PC)
Gleison Felipe da Silva Barcelos, 20 anos (Foto: Divulgação/PC)
Dois homens foram presos nesta quarta-feira (11) - e outros dois estão sendo procurados - pelo envolvimento no roubo de duas submetralhadoras, munições e seis carregadores da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que fica em Jucutuquara, Vitória. As armas foram retiradas na última sexta-feira (6), quando a delegacia já estava fechada.

Gleison Felipe da Silva Barcelos, 20 anos, e Edilam Figueiredo Pinieiro, 23 anos, foram detidos em uma operação conjunta entre as polícias civil e militar.

Os dois foram autuados por tráfico, associação ao tráfico, organização criminosa e posse ilegal de arma.

Edilam Figueiredo Pinieiro, 23 anos (Foto: Divulgação/PC)
Edilam Figueiredo Pinieiro, 23 anos (Foto: Divulgação/PC)
Segundo o delegado Guilherme Daré, chefe da Polícia Civil, não há indícios de participação de nenhum policial civil na ocorrência. 

Fragilidade em delegacias

Em entrevista no início da noite desta quarta, o delegado admitiu que houve falha no processo de guarda das armas na DPCA.

"Armas em funcionamento não podem ficar em cofres de delegacias. Devem ser encaminhadas para a Delegacia de Armas e Munições ou para perícia", disse.

Segundo Daré, será investigada a ocorrência e, se for o caso, o responsável será punido.

O chefe de Polícia disse, ainda, que a DPCA vai passar por reforma a partir do final do mês, com instalação de câmeras de monitoramento e alarmes.

Entenda o caso

Um investigador descobriu o crime na manhã de segunda-feira (9), quando chegou para trabalhar, mas acredita que a delegacia foi arrombada na sexta-feira (6), dia do jogo da Seleção brasileira pela Copa do Mundo.

Os bandidos invadiram a delegacia pelos fundos, forçaram a grade, quebraram a janela e usaram um pé de cabra para arrombar o cofre e roubar duas submetralhadoras usadas pelos policiais.

“É inadmissível. Esse tipo de crime põe em cheque todo o sistema de segurança pública do estado. Esse é um exemplo da falta de investimentos e valorização que tanto falamos sobre o caos da segurança pública do estado. A sociedade precisa refletir para entender o que de fato está acontecendo com a nossa Polícia”, disse Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

De acordo com os levantamentos do Sindipol/ES, em 2015, a DPCA já havia sido arrombada e os bandidos levaram duas metralhadoras calibre .40, uma escopeta calibre 12, quatro coletes à prova de balas e dois uniformes femininos da Polícia Civil.