Flávio Dias

Flávio Dias


Pintou o ídolo?

Maxi López comemora primeiro gol pelo Vasco (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Maxi López comemora primeiro gol pelo Vasco (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Maxi López tem uma carreira respeitável. Vestiu camisas importantes do futebol mundial, como as de River Plate, onde começou, Barcelona (entre 2004 e 2006), Milan e Sampdoria. E, claro, do Grêmio. Mas nunca foi o goleador que se esperava dele.

Curiosamente, sua temporada com mais bolas nas redes adversárias foi no futebol brasileiro, quando fez 17 gols pelo Grêmio em 2009.

Agora, volta ao País. E em quatro jogos mostra que pode ser “o cara” do Vasco. Na importante vitória sobre a Chapecoense, deu dois belíssimos passes para gols (de Wagner e Thiago Galhardo) e ainda fez o seu, com drible seco no marcado e chute de fora da área no canto do goleiro. No empate com o Atlético/MG, uma rodada antes, já tinha assustado o goleiro Victor com finalizações precisas.

Com 34 anos e visivelmente fora de forma, parece que vai fazer a diferença em campo. Ótimo para o Vasco, se continuar assim. O clube tem toda a liberdade para apostar numa contratação ousada.

Mas será que ver Maxi López, veterano e fora de forma, fazendo diferença por aqui não é um sinal de alerta para o nível técnico do futebol praticado dentro do Brasil?

Se veio para cá, é porque não tinha mais mercado nos principais clubes das principais ligas europeias. Não é o primeiro, e parece que não será o último. Ronaldinho fez isso quando saiu do Milan rumo ao Flamengo e, depois, Atlético/MG. Seedorf também, pelo Botafogo. Deco idem, pelo Fluminense. A lista é grande…

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Fora de sintonia

A vitória sobre a Chapecoense foi fundamental para o Vasco. Uma derrota em casa e o fantasma do rebaixamento chegaria com força a São Januário. Agora, o time já sonha com a aproximação ao G-6, já que tem dois jogos a menos na tabela.

E com tudo isso, o experiente Wagner resolver reclamar que estava no banco. Destacou que é vencedor na carreira e deu a entender que não merecia ficar fora do time titular nos tempos do técnico Jorginho. Tudo bem, nenhum jogador deve mesmo ficar feliz por ser tirado do time. Mas não tinha um momento melhor para reclamar?

Thiago Galhardo fez parecido e disse não entender por que começou o jogo como reserva.

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Perdeu o trem?

Lucas Moura foi o nome do jogo (Foto: Tottenham)
Lucas Moura foi o nome do jogo (Foto: Tottenham)
O Tottenham enfiou 3 a 0 no Manchester United nesta segunda-feira pelo Campeonato Inglês, dentro da casa dos Diabos Vermelhos! O nome do jogo foi o meia-atacante Lucas. Lembram dele? Aquele que saiu do São Paulo em 2012 por cerca de R$ 108 milhões, vendido ao PSG com status de futuro craque do futebol mundial.

Ele ficou longe disso. Oscilou bastante no clube francês e perdeu espaço depois que chegaram vários atacantes de peso ao elenco.

Agora, no Tottenham, tenta provar que ainda vale a pena apostar no seu futebol. Será que Lucas perdeu o trem da Seleção Brasileira? Acho que sim...