Pets podem prever doença, gravidez e até morte

 (Gatos e cães conseguem prever se a tutora está grávida pelo cheiro dos hormônios liberados pelo corpo humano. Foto: Getty Images)
(Gatos e cães conseguem prever se a tutora está grávida pelo cheiro dos hormônios liberados pelo corpo humano. Foto: Getty Images)

Os animais têm os sentidos muito mais apurados que os seres humanos e isso permite que eles sejam capazes de detectar certos fenômenos antes mesmo que aconteçam. Em alguns casos, eles preveem doenças, gravidez e até morte.

Muitos zoologistas acreditam que os gatos são os mais sensitivos dos mamíferos. Visão apurada, audição e olfato fortíssimos, paladar e sensores táteis altamente desenvolvidos fazem dos bichanos verdadeiros “mestres” nos sentidos.

Com os cães não é diferente: eles são incrivelmente intuitivos e perceptivos e conseguem sentir quando a família está triste, nervosa ou estressada.

O médico veterinário Bruno Abrahão destacou que os pets, principalmente os cães, apresentam o que chamamos de sexto sentido. “Eles são muito perceptíveis e estão sempre atentos às movimentações que ocorrem a sua volta, tanto dos humanos quanto de outros animais”.

O especialista ressaltou que eles são capazes de prever se o dono está de bom humor ou quando alguém da família ou o próprio dono fica doente. Diante disso, mudam de comportamento. “Conseguem prever também a confiança de uma pessoa ou se ela está insegura e até mesmo a chegada de bebês. E os gatos, em especial, são capazes de prever também mudanças climáticas”.

O que se sabe hoje, de acordo com a professora de clínica médica de pequenos animais do Unesc Danieli Rankel, é que eles são capazes de perceber alterações bioquímicas no ambiente ou no corpo de outro ser vivo, e reagir a elas.

Ela contou que há depoimentos de tutoras de animais que garantem que o comportamento dos seus pets mudou pouco tempo antes de descobrirem a gravidez ou doenças como o câncer. Citou ainda a história do gato Oscar, de New England, nos EUA, que vive em uma instituição para doentes e se aproxima de pessoas pouco tempo antes da morte delas.

“Há relatos de pessoas com epilepsia que percebem que, pouco antes de apresentarem as crises convulsivas, seus cães mudam de comportamento, como se fosse um aviso. A ciência ainda estuda esses comportamentos, mas sabe-se que têm relação com componentes químicos liberados nessas situações/doenças e percebidos por esses animais”, detalhou.

Por Luciana Pimentel