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Pesquisa revela o que mais irrita o usuário do Transcol


Maria Ribeiro utiliza o Sistema Transcol todos os dias. Quando o ônibus que ela pega não passa atrasado no ponto, a comerciante até chega a tempo no Terminal de São Torquato, em Vila Velha, mas não escapa de entrar em um coletivo lotado. Já dentro dele, Maria faz questão de esconder o celular. “Não posso usar, tem assalto demais e não me sinto segura”, lamenta a comerciante.

O medo, a superlotação e a falta de pontualidade dos ônibus fazem parte da rotina dos 500 mil passageiros que utilizam o Sistema Transcol na Grande Vitória. Esses, inclusive, são os três problemas que mais irritam os usuários, segundo uma pesquisa feita pela Faculdade Pio XII, em parceria com o jornal A Tribuna.

Dos entrevistados, 94,41% disseram que a insegurança é o que mais irrita. É a principal queixa dos moradores de Vitória, Serra, Vila Velha e Cariacica. “Já tive de descer do ônibus, na Praça do Papa, em Vitória, depois que dois homens pularam a roleta. Um deles estava armado e eu percebi que seria um assalto”, relatou a doméstica Gerusa Fernandes.

Por conta da falta de segurança, o próprio wi-fi nos ônibus, anunciado pelo governo do Estado na última semana, foi criticado pelos passageiros. “Vai ficar mais fácil para os bandidos escolherem o alvo. Precisamos é de segurança”, pontuou o mecânico Maikon Nascimento.

O medo é mais comum nos ônibus que circulam por Cariacica. Tanto que 100% dos moradores do município entrevistados apontaram a falta de segurança como o principal problema. Na Grande Vitória, o segundo maior motivo de queixas é a lotação dos coletivos (88,82% dos entrevistados), seguido dos atrasos dos ônibus (73,98%).

Nos últimos quatro anos, 11 milhões de passageiros deixaram de usar o transporte coletivo da Grande Vitória, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória.

“A qualidade da oferta é um fator que afeta diretamente a escolha do modo de viagem. Com insegurança, capacidade física abaixo da demanda e atraso no horário, o indivíduo que tem condições opta pelo veículo individual, mesmo que o custo seja maior”, disse a mestre em Transportes Valéria Ribeiro Calisto.

Metodologia
A pesquisa foi desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Rachid Mohamd Chibib, da Faculdade Pio XII, em parceria com A Tribuna, ouvindo 465 passageiros do sistema Transcol na Grande Vitória. Os entrevistados têm média de idade de 38 anos. Os dados foram colhidos entre 1º e 8 de abril.

Confira a matéria completa no Jornal A Tribuna deste domingo (14).