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“Perdi minha irmã. Não quero ser outra vítima”, diz universitário

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“Perdi minha irmã. Não quero ser outra vítima”, diz universitário


Vitor Bianchi lembrou da irmã ao visitar as placas que foram colocadas na praia de Camburi para simbolizar as 467 vítimas fatais do trânsito este ano (Foto: Leone Iglesias/AT)
Vitor Bianchi lembrou da irmã ao visitar as placas que foram colocadas na praia de Camburi para simbolizar as 467 vítimas fatais do trânsito este ano (Foto: Leone Iglesias/AT)

O que antes era um simples trajeto percorrido de bicicleta agora se tornou o caminho do medo para o universitário Vitor Bianchi, de 25 anos. Há dois meses, ele perdeu a irmã em um acidente de trânsito no município da Serra e, desde então, teme pela própria vida sempre que sai de casa pedalando pela cidade.

“É uma sensação de pânico, pois sei que posso ser a próxima vítima. Antes da morte da minha irmã, eu não pensava muito nisso, mas hoje tenho medo”, contou Bianchi.

A irmã do universitário foi uma das quatro vítimas fatais de um grave acidente no dia 7 de julho deste ano, na BR-101, em Carapina, na Serra.

Karen Bianchi, de 19 anos, foi uma das quatro vítimas fatais de um grave acidente no dia 7 de julho deste ano, na BR-101 (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)
Karen Bianchi, de 19 anos, foi uma das quatro vítimas fatais de um grave acidente no dia 7 de julho deste ano, na BR-101 (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)
O carro em que a jovem Karen Bianchi estava seguia no sentido Vitória quando colidiu com um caminhão carregado de abóboras.

O acidente aconteceu às 22h50, quando o grupo de sete jovens seguia para uma festa em Jardim Camburi, na capital.

A colisão ocorreu no momento em que o caminhoneiro saiu da faixa da esquerda para acessar a Rodovia do Contorno.

Ao fazer a manobra, o caminhão colidiu lateralmente com o carro dos jovens, que rodou e bateu em um poste.

Dos sete ocupantes do veículo, três morreram na hora, todos de 19 anos. Karen, que tinha a mesma idade, foi socorrida com vida e ficou internada por 16 dias.

“Ela chegou a acordar durante a internação, abriu os olhos e nos deu esperanças”. Só que Karen não resistiu e acabou morrendo no dia 22 de julho com uma insuficiência respiratória. “Ainda está sendo difícil para a minha família, mas tenho a crença de que Deus está fazendo o melhor para ela”, disse o irmão, emocionado.

Ação

A data de nascimento e morte de Karen foi fixada em uma das 467 lápides espalhadas ontem na areia da praia de Camburi, em Vitória. Cada placa faz alusão a uma morte registrada no trânsito capixaba entre janeiro e julho deste ano.

A intervenção foi realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) para marcar o início da Semana Nacional de Trânsito e mobilizar a sociedade para um basta nas mortes.

Vitor Bianchi visitou ontem a placa da irmã e relatou sua nova relação com o trânsito. “É frustrante saber que estar vivo não depende somente da gente. E o pior é que não vejo perspectiva de essa violência no trânsito diminuir”.
 


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