search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Partidos políticos: máquinas de triturar mulheres
Tribuna Livre

Partidos políticos: máquinas de triturar mulheres

Nas eleições presidenciais do ano passado. Dentre 13 candidatos, havia apenas uma mulher na disputa direta pela Presidência da Republica, a ex-deputada federal Marina Silva (Rede), que saiu da corrida no primeiro turno com pouco mais de 1% dos votos válidos.

Destaco como principais obstáculos à ascensão política das mulheres a falta de democracia interna e a falta de espaço para as mulheres nos partidos políticos. O cientista político português Vitalino Canas tem uma expressão que eu acho ótima, ele diz que “os partidos políticos são máquinas de triturar mulheres”, e isso é verdade.

O percentual de mulheres filiadas a partidos políticos é alto, o que afasta a premissa equivocada de que as mulheres não têm interesse, não tem vocação ou não gostam de política. No entanto, quando você chega à direção partidária, esse percentual é mínimo. Sob o ponto de vista partidário, as mulheres acabam ocupando espaços sem visibilidade, não tem apoio para candidaturas, não tem tempo na televisão, não tem dinheiro de campanha.

A decisão do Tribunal Superior eleitoral (TSE) em assegurar às mulheres 30% do tempo de televisão e dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi uma grande vitória, um grande avanço. Não obstante, nessa primeira experiência que tivemos no ano passado sob a égide da decisão do TSE, observamos relatos preocupantes de candidaturas laranjas, o que revela que a cultura partidária ainda não mudou, lamentavelmente.

Como exemplo, o atual escândalo envolvendo o ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), que teria participado de um esquema de candidaturas femininas laranjas em Minas Gerais, para desviar recursos eleitorais a beneficiar empresas ligadas a seu gabinete, usando quatro candidaturas de fachada.

Precisamos de mais representatividade feminina nas direções partidárias. É chegada a hora das mulheres coordenarem as campanhas eleitorais, fiscalizar e ordenar a destinação do dinheiro, a aplicação do tempo e a escolha dos nomes para fechamento das listas. Encontramos na literatura política várias explicações de natureza as mais diversas para essa sub-representação, incluindo a dupla jornada de trabalho, os baixos incentivos e o ambiente corrupto.

Aqui no Espírito Santo temos um exemplo importante. De camelô a vice-governadora, Jaqueline Moraes representa a trajetória de uma mulher negra empoderada. A primeira mulher da periferia a assumir a vice-goveradoria. Tendo por uma semana assumido a governadoria, por motivos de viagem do governador Renato Casagrande, sendo historicamente a segunda mulher a governar os capixabas. Luiza Grinalda, a donataria “Capitoa”, governou a Capitania do Espírito Santo no período de 1589 até 1593, com grande sucesso. Mas foi obrigada a entregar o governo por pressão masculina.

Como, claro, quem ocupa posição de poder não quer sair, e as regras são definidas por quem lá está, o ciclo de desequiparação nunca será interrompido a não ser por decisão externa a esse ciclo vicioso.

Os avanços ainda não são desejáveis, mas já é possível observar um movimento de estimulo à participação das mulheres na política.

Manoel Goes Neto é presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha e diretor no Instituto Histórico e Geográfico do ES.

Conteúdo exclusivo para assinantes!

Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

Matérias exclusivas, infográficos, colunas especiais e muito mais, produzido especialmente pra quem é assinante.

Apenas R$ 9,90/mês
Assinar agora
esqueceu a senha?

últimas dessa coluna


Exclusivo
Tribuna Livre

Arquitetos trabalham por cidades mais sadias durante a pandemia

A pandemia do Coronavírus despertou por todo País uma rede de solidariedade, colaboração e interlocução da sociedade civil, que se apropriou das mídias e plataformas digitais para dialogar e planejar …


Exclusivo
Tribuna Livre

Medidas adotadas nos EUA que serviriam muito bem ao Brasil

O índice de percepção da corrupção criado pela ONG Transparência Internacional é o principal indicador de corrupção no setor público do mundo. Criado em 1995, o índice é publicado anualmente, em mais …


Exclusivo
Tribuna Livre

Educação especial durante a pandemia aproxima pais e filhos

Que o isolamento social proposto como medida de prevenção à Covid19 tem possibilitado a reorganização e o fortalecimento dos núcleos familiares, isso é fato. O tempo, que antes nos faltava, agora …


Exclusivo
Tribuna Livre

O piloto, a governança e o Tribunal de Contas

Imagine estar em um voo tranquilo, quando de repente as condições mudam drasticamente e o avião ameaça colapsar. O que se espera do piloto naquele momento? Que ele tome decisões assertivas de maneira …


Exclusivo
Tribuna Livre

Preconceito e sofrimento mental em tempos de pandemia

Vivenciar uma quarentena com todo o recolhimento que a mesma nos impõe (isolamento social e familiar), com mudança ou perda do trabalho, paralisação do ir e vir e a crise econômica que já bate às …


Tribuna Livre

Médicos estrangeiros podem ajudar no combate à pandemia

Milhares de médicos formados no exterior aguardam há três anos pelo exame que habilita para o exercício da profissão. O Revalida, exame de revalidação de diplomas de Medicina, aplicado pelo Instituto …


Exclusivo
Tribuna Livre

Telemedicina como solução para a “terceira onda” do coronavírus

O mundo neste momento se uniu em uma pesquisa maciça sobre o novo coronavírus. As medidas de prevenção, estatísticas de óbitos por região, opiniões sobre isolamento são narradas por leigos e …


Exclusivo
Tribuna Livre

Duas pandemias: Covid-19 e obesidade

Desde que a OMS classificou a Covid-19 como uma pandemia, a população vivencia mudanças na vida e na comunicação sobre saúde. Medidas de isolamento social para conter o avanço da doença foram …


Exclusivo
Tribuna Livre

Estudo mostra que autismo cresce no mundo e no Brasil

O mais novo levantamento do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC) dos Estados Unidos traz números preocupantes sobre a prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no País, acendendo …


Exclusivo
Tribuna Livre

Mundo não será mais o mesmo depois da pandemia

Viveremos, no pós-pandemia do novo coronavírus, um “new normal”, ou seja, um novo normal. O mundo não será mais o mesmo. As nossas vidas não serão mais as mesmas. Mudanças que o mundo demoraria …


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados