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Para manter emprego ou mudar de área, 160 mil vão se atualizar no Estado

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Para manter emprego ou mudar de área, 160 mil vão se atualizar no Estado


Caixas de supermercados já são automatizados, e consumidor pode pagar os produtos apenas usando cartão (Foto: Divulgação)
Caixas de supermercados já são automatizados, e consumidor pode pagar os produtos apenas usando cartão (Foto: Divulgação)

A discussão sobre a transformação na profissão dos cobradores de ônibus, com a tecnologia cada vez mais presente no dia a dia, também acende um alerta para a necessidade de mudanças em outras ocupações: pelo menos 160 mil profissionais devem ter de se atualizar para manter o emprego ou mudar de área nos próximos anos no Estado.

Segundo estudo Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Brasil terá de qualificar 10,5 milhões de trabalhadores em ocupações industriais no País no período.

O gerente-executivo de Estudos e Prospectivas do Senai, Márcio Guerra, disse que, desse total, 78% são pessoas que estão no mercado e precisam se atualizar para atender à demanda da tecnologia ou mesmo mudar de área. No Estado, isso representa 160 mil profissionais.

“A tecnologia já faz parte da nossa vida e tem seu custo reduzido ao longo do tempo. Temos de perceber que, por um lado, algumas profissões perdem espaço no mercado, mas outras acabam surgindo.” Ele frisou que a tecnologia tende substituir hoje as profissões de conteúdo manual e rotineiro, por aquelas de análise, interpretação.

Ele citou ainda que esse movimento, gradativamente, também será visto em várias áreas. “Nos supermercados, lanchonetes, já está acontecendo. Temos caixas de autoatendimento. Em São Paulo isso é comum. Mas no supermercado você passa a ter outros profissionais, como os que ajudam na análise do comportamento de consumo.”

E acrescentou: “Os trabalhadores devem ficar atentos às tecnologias que podem mudar a realidade do seu trabalho. É preciso buscar conhecimento para que se possa fazer um planejamento de carreira e aumentar sua empregabilidade.”

O diretor da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin, ressaltou que é preciso entender a tecnologia como uma aliada, pois, se não houver meios modernos de alcançar mercados distantes, eles ficam limitados. “Nos países mais tecnológicos, o desemprego é menor, a exemplo dos Estados Unidos, Alemanha e Japão.”

Ele ressaltou que não adianta pensar de forma restrita em algo que foi feito até o momento de uma forma.

“É fato que alguns profissionais terão de se reinventar, mas podem encontrar outros modelos para trabalhar, com mais tecnologia.”

“Várias profissões deixarão de existir daqui a 15 anos”

Eduardo Pinheiro Monteiro,
analista de Inovação Tecnológica

Eduardo Pinheiro Monteiro, analista de Inovação Tecnológica (Foto: Divulgação)
Eduardo Pinheiro Monteiro, analista de Inovação Tecnológica (Foto: Divulgação)
“O mundo sofrerá uma transformação muito grande nos próximos 15 anos. Inovações tecnológicas como a inteligência artificial, os carros autônomos, a internet das coisas e os drones irão mudar a nossa civilização de uma forma nunca vista antes.

Várias profissões deixarão de existir. Haverá situações em que somente um profissional fará o que 10 fazem hoje utilizando principalmente a inteligência artificial e também essas novas tecnologias, a exemplo do médico, professor e advogado.

Essas novas tecnologias provocarão um impacto muito grande no mercado de trabalho. Hoje quem está com medo de perder o emprego são os cobradores, mas no futuro próximo serão outros profissionais.

O que esses profissionais precisam fazer é procurar uma qualificação, aprimoramento profissional e, muitas vezes, até um reenquadramento para que não fiquem à margem dessas novas tecnologias e desse progresso que a gente já está vivenciando.”


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