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Paixão S.A.
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

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Paixão S.A.

A discussão em torno do sucesso esportivo do Flamengo tem acirrado os ânimos em grupos de WhatsApp, desfeito amizades entre torcedores rivais nas redes sociais e destemperado batalhas ideológicas entre jornalistas esportivos.

Mas o pano de fundo deste cenário bélico não é a falta de qualidade dos jogadores rubro-negros ou um possível imerecimento do time treinado pelo português Jorge Jesus. Nisso, aliás, todos concordam: o elenco é irretocável e o futebol exibido é o melhor visto nesta temporada.

O que separa gregos de troianos nos embates é o dinheiro que o campeão do Brasileiro e da Libertadores passou a faturar com as cotas de TV de seus jogos desde o final do Clube dos Treze, em 2011.

Para muitos, a receita foi o anabolizante que deu músculos fortes ao projeto de reestruturação do clube — o que não é verdade absoluta.

A negociação direta deu maior poder de barganha ao Flamengo, mas o percentual desta rubrica no faturamento anual esteve quase sempre em torno dos 35%.

Gestão

É perigoso falar em números sem o acesso às nuances de cada negociação. Prefiro me ater à capacidade de mobilização e a competência na formatação do modelo de gestão profissional.
Entre 2013 e 2015, o Flamengo conseguiu estar unido em torno do projeto de saneamento das finanças e, entre 2016 e 2018, ainda que dividido politicamente, foi comedido na contratação de jogadores para terminar a obra de seu moderno CT e deixar R$ 100 milhões em caixa para a nova gestão.

Peça importante

Lembro de uma passagem ocorrida no primeiro mandato, durante processo de seleção de um executivo do alto escalão. Mapeado por uma empresa de recursos humanos acionada pelo clube, o profissional encantava o vice-presidente da pasta na sabatina meramente técnica.

E o “cartola” já estava convencido de estar diante do escolhido quando ouviu dele, ao final da conversa, o desejo de uma confissão: “Preciso te dizer que sou torcedor do Botafogo. Tem problema?”

Certo que o valor profissional estava acima da simpatia clubística, o dirigente respirou aliviado e respondeu de forma objetiva:

“Você poderia ser o mais apaixonado dos rubro-negros que as métricas de cobrança seriam as mesmas. Aqui, respeitando as normas da empresa e entregando resultados, você pode ser simpático a qualquer outro rival. A infelicidade será sua...”, brincou.

Importante dizer que o gestor, hoje de volta ao mercado, foi peça das mais importantes na remodelação dos processos internos e na renegociação com credores.
Dá para entender a diferença?

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