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Padre quer voltar a desfilar no Carnaval de Vitória

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Padre quer voltar a desfilar no Carnaval de Vitória


Um padre apaixonado pela alegria do Carnaval escolheu uma camisa com a palavra “change” (mudança, em inglês) estampada no peito para receber a reportagem de A Tribuna e contar que está com saudade do desfiles das escolas de samba de Vitória e que deseja um convite para participar da festa de 2020.

O padre Dário Ferreira da Silva, 65, ficou conhecido no Estado por sua paixão pelo Carnaval. Por anos, figurou nas páginas de A Tribuna devido à sua irreverência e presença marcante nos desfiles.

“O Carnaval veio antes do chamado para a vocação de padre. Me lembro que em janeiro de 1975 ia para o seminário, mas falei com o padre para me deixar ficar, porque o Carnaval estava próximo. Ele disse para eu brincar como se fosse o último, depois iria para o seminário. Mas não foi o último, né?”, brincou o padre.

Fora do Estado há 13 anos, padre Dário esteve no Espírito Santo neste final de semana para celebrar uma missa especial  em Guarapari. (Foto: Leone Iglesias/AT)
Fora do Estado há 13 anos, padre Dário esteve no Espírito Santo neste final de semana para celebrar uma missa especial em Guarapari. (Foto: Leone Iglesias/AT)

Há 13 anos fora do Estado, o padre, que era pároco na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara, passou por uma igreja em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Depois de seis anos, foi transferido para o Rio de Janeiro, onde ficou quatro anos.

Hoje, de volta a Belo Horizonte, o padre está à frente da Paróquia Cristo Luz dos Povos, que reune 12 comunidades de cinco bairros, com 30 mil fiéis.

Ele contou que, depois que foi transferido para Minas Gerais, ainda desfilou por muitas vezes nas escolas de samba de Vitória, mas teve de parar por causa da programação da igreja onde ministra hoje, que tem um retiro sempre nos dias de Carnaval.

Desta vez ele veio ao Estado neste final de semana celebrar uma missa especial em Guarapari, mas hoje ainda deve voltar para sua cidade. Padre Dário garante que, se aparecer um convite para desfilar, fará de tudo para participar.

um dos desfiles que o padre participou foi o da escola Rosas de Ouro, em 2006.  (Foto: Arquivo/AT)
um dos desfiles que o padre participou foi o da escola Rosas de Ouro, em 2006. (Foto: Arquivo/AT)

“O Carnaval e a Igreja podem estar junto. Deus quer alegria, não tristeza. Quando vim ser padre na igreja em Vitória, tinha três escolas de samba nos bairros, Jucutuquara, Imperatriz do Forte e Pega no Samba. Meus fiéis eram todos das escolas. Então, por que o padre não podia acompanhar suas ovelhas?”.

Mas, além das mudanças em relação ao Carnaval e à Igreja, o padre conta que durante os anos de magistério, e até mesmo antes deles, teve de lutar contra o preconceito por ser um padre negro. Por isso, hoje ao lado da palavra “mudança” escolheu na sua camisa as figuras de Martin Luther King e Barack Obama, nomes importantes na luta contra o preconceito racial.


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