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Profissões que mais vão ter empregos e recuperar salários

Profissões que mais vão ter empregos e recuperar salários

Verônica Aguiar | Arte: André Felix
Mercado de trabalho

Personal trainer, psicólogo, psiquiatra, vendedor, veterinário e cabeleireiro estão entre as principais, afirmam especialistas

Se por um lado a pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19) está fazendo com que os consumidores deixem de procurar produtos e serviços, por outro faz com que surjam novas necessidades no mercado. Com isso, juntas, as demandas reprimida e inédita serão o carro-chefe para puxar as profissões no pós-pandemia.

A pedido da reportagem de A Tribuna, especialistas em gestão de pessoas apontaram as 25 profissões que mais vão ter emprego e recuperação salarial após o fim da pandemia. Entre elas, estão personal trainer, psicólogo, psiquiatra, vendedor, programador, veterinário, cabeleireiro e especialista em gestão de pessoas.

Diretora-executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-ES), Lara Pinheiro Sathler destacou que os profissionais da saúde mental estão nessa lista, principalmente porque a pandemia reacendeu uma fragilidade da humanidade.

Entre suas consequências estão ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout . “Esses profissionais da área de saúde vão ser cada vez mais requisitados”, destacou. Dessa forma, a lei da oferta e da procura contribui para a recuperação salarial.

Diretor da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), José Carlos Bergamin explicou que o mercado de Tecnologia da Informação já sofria com a falta de mão de obra qualificada e que, com o aumento da demanda por ferramentas tecnológicas, quem estiver nessa área ficará no melhor dos mundos.

Flávio Gustavo Rodrigues, gerente de Novos Produtos e Inteligência de Mercado do Senai-ES e do Sesi-ES, destacou que técnicos de manutenção industrial e de eletroeletrônica estão entre os profissionais que devem ter recuperação salarial no pós-pandemia.

Especialista em gestão de pessoas, Roberta Kato lembrou que, em uma retomada, o que todo mundo quer é vender, seja produtos ou serviços. Por isso, vendedores e consultores de venda habilidosos serão disputados.

Ela aposta que o personal trainer também tende a conseguir uma recuperação salarial rápida no pós-pandemia, principalmente porque há muitas pessoas ganhando peso na quarentena.

Além disso, ela destacou uma nova demanda. “Com o isolamento social, muita gente decidiu adotar um pet. Após a pandemia, as pessoas vão continuar cuidando desses bichos, o que vai gerar aumento na procura por veterinários”.

Fábio Nunes/at

Em movimento

Personal trainer que tem auxiliado a estudante de Direito Glenda Antolini, 22 anos, na prática de atividade física em casa, Andréia Garcia, de 39, contou que o número de alunos vem crescendo.

“Mesmo quando houver a vacina contra a Covid-19, acredito que eles vão querer continuar tendo um professor exclusivo. É um novo hábito. Os alunos estão gostando muito de malhar em casa”, contou.

Ela destacou que também há aqueles que vão querer correr atrás do prejuízo acumulado durante a quarentena.

Profissões e áreas em alta

Saúde

1 Personal trainer

Na quarentena, a malhação nas academias ficou suspensa e, mesmo com a retomada gradual das atividades, nem todos os alunos se sentiram seguros para voltar às aulas.

Mas, de acordo com especialistas, a tendência do pós-pandemia é a corrida para conter o prejuízo, o que também deve aumentar a procura por personal trainer.

2 Psiquiatra

A covid-19 veio trazendo uma série de consequências para a saúde mental, incluindo aumento no número de casos de depressão e ansiedade. Por isso, a demanda por esses profissionais tende a aumentar no pós-pandemia, contribuindo para a recuperação salarial da categoria.

3 Psicólogo

Além das consequências do isolamento social, a sociedade está aprendendo a lidar com uma nova realidade e esses profissionais podem ajudar nesse processo.

Além disso, os pacientes que não se adaptaram às sessões online ou não quiseram esse tipo de atendimento tendem a voltar para o consultório.

4 Médico

A demanda está reprimida em relação a médicos que não lidam diretamente com a Covid-19. Passada a pandemia, a busca por esses profissionais deve aumentar. Já os que lidam diretamente com a doença devem permanecer em alta.

5 Enfermeiro

Os profissionais da área de saúde, como enfermeiros e médicos, também permanecerão em alta, pois acredita-se que os reflexos da pandemia serão sentidos durante muito tempo após o seu término.

6 Veterinário

Com a quarentena aumentou o número de adoção de animais. O que representa uma maior busca por esses profissionais no pós-pandemia.

Divulgação

A busca por psicólogos e psiquiatras deve ser intensificada após a pandemia, de acordo com especialistas em carreiras e gestão de pessoas

Educação

7 Design instrucional

O profissional Trabalha com engenharia pedagógica para construir plataformas para o ensino a distância. Ele vai ganhar mais espaço no mercado porque as escolas já entenderam que é preciso estar preparadas para o ensino a distância.

Tecnologia

8 Web designer

Trabalha criando interfaces digitais, como sites. E ajuda empresas a se tornarem presentes na internet. A tendência é que as empresas continuem se movimentando para o mercado digital e que esse profissional seja valorizado.

9 Programador

Desenvolve e melhora programas de computador, ferramentas que são cada vez mais utilizadas pelas empresas. Por isso, são relevantes para o mercado.

10 Desenvolvedor mobile

O profissional que desenvolve aplicativos também ajuda as empresas a se estabelecerem no mundo digital e tendem a ser mais valorizados.

11 Analista/Cibersegurança

O home office deve permanecer no pós-pandemia. Para manter os dados das empresas em segurança, esses analistas serão mais requisitados.

12 Analista de dados

Compila, analisa e fornece interpretações de dados que auxiliam na tomada de decisões. É um profissional estratégico para um cenário de incertezas e constantes mudanças, como o enfrentado.

13 Especialista/ automação

Na retomada, as empresas tendem a ficar com os profissionais essenciais e automatizar os processos. Por isso, esse profissional tende a ser ainda mais valorizado.

Beleza

14 Cabeleireiro

Durante a pandemia, o medo da contaminação pelo coronavírus faz com que parte dos consumidores adie o plano de dar uma melhorada no visual. Mas no pós-pandemia esse setor tende a se recompor.

15 Manicure

Muitas mulheres não reconheciam o valor do trabalho das manicures, até terem que se virar sozinhas durante a quarentena, para tentar manter as unhas apresentáveis.

No pós-pandemia, a demanda reprimida para o trabalho desse profissional deve vir à tona.

Divulgação

Cabeleireiro: cuidado do visual

Comunicação

16 Analista de mídias sociais

Com as empresas cada vez mais entrando no mundo digital, esse profissional irá conquistar mais espaço no mercado.

Direito

17 Advogado trabalhista

Em meio a uma série de mudanças, como contratações, demissões e suspensões de contratos, a necessidade de um advogado trabalhista é cada vez maior.

Vendas

18 Especialista/ecommerce

Ele planeja, elabora e implanta um plano de ação para o desenvolvimento do negócio. É um profissional estratégico que será cada vez mais disputado.

19 Especialista na experiência do cliente

O cliente não compra mais só o produto. Eles compra também a experiência. A preocupação com essa experiência pode levar a empresa a deslanchar.

20 Vendedor

Na retomada, todos querem vender seus produtos e serviços e o vendedor e o consultor comercial assumem esse papel.

Gestão de pessoas

21 Especialista em gestão de pessoas

Na retomada, a tendência é que parte dos colaboradores volte com problemas de saúde mental e outros reflexos da pandemia. Por isso, será necessário fazer um acompanhamento mais próximo.

Segurança do trabalho

22 Técnico em segurança do trabalho

No novo normal, a logística ganha destaque, principalmente devido ao aumento das entregas em casa. As empresas vão ter de traçar estratégias em prol da segurança dos profissionais que atuam na área.

Logística

23 Especialista em logística

O mercado está mudando e a forma de receber os produtos também. E neste cenário, o especialista no assunto é cada vez mais bem-vindo.

Indústria

24 Técnico de manutenção industrial

A indústria em seu processo de retomada vai trazer recuperação salarial para os técnicos de manutenção industrial.

25 Técnico em eletroeletrônica

Técnicos em eletroeletrônica também terão recuperação salarial.

Fonte: Fernando Piva, Roberta Kato, Flávio Gustavo Rodrigues, José Carlos Bergamin e Lara Pinheiro Sathler.

Fábio Nunes/at

Flávio Rodrigues diz que análise de cenário também é fundamental

Visão crítica ainda mais valorizada

Com as mudanças estruturais no mercado de trabalho, também mudam as exigências em relação às competências necessárias. A visão crítica, por exemplo, tende a ser mais valorizada no pós-pandemia.

Em um cenário de retomada, esse tipo de olhar é essencial, conforme explicou Flávio Gustavo Rodrigues, gerente de Novos Produtos e Inteligência de Mercado do Senai-ES e do Sesi-ES.

“Pensamento crítico e análise de cenário são necessários para tomar a decisão correta. Tanto o líder quanto o colaborador precisam analisar as demandas que estão chegando e ter argumentos precisos para tomar decisões”. Ele destacou ainda que essas ferramentas ajudam, inclusive, a discernir informações verdadeiras das falsas.

Diretora-executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-ES), Lara Pinheiro Sathler acrescentou que os colaboradores ou candidatos a uma vaga de emprego vão ter que desenvolver novas habilidades em função do novo cenário, que é incerto.

“O mercado vai exigir disposição para aprender, inteligência emocional e criatividade”.

Para quem deseja se recolocar no mercado, ela aconselha: “Busque se qualificar e cuide da saúde mental e física para que, quando as oportunidades vierem, você possa pleitear”.

As empresas esperam que os colaboradores estejam mais engajados, porque eles fazem parte do processo de retomada, conforme a especialista em gestão de pessoas Roberta Kato. “É esperado que o colaborador tenha flexibilidade de entender que o cenário mudou e que é preciso se adaptar”.

Muitos empregados têm usado o momento para repensar a carreira e avaliar como a empresa a qual se dedicam tem se comportado. No pós-pandemia, pode haver busca por empresas mais humanizadas.

A psicóloga Natália Baeta Ottoni, que trabalha com recrutamento e seleção, destacou que, para aqueles que permanecerem em home office, será preciso ter disciplina para a entrega de resultados e comunicação assertiva.

Busque se qualificar e cuide da saúde mental e física para que, quando as oportunidades vierem, você possa pleitear”

Lara Sathler, diretora da ABRH-ES

Divulgação

Daniele Barcelos: crescimento

Maior flexibilidade na retomada

“Saber jogar em todas as posições”. Essa deve ser uma das exigências do mercado para os profissionais que estiverem atuando nas empresas durante o processo de retomada, afirma a psicóloga Natália Baeta Ottoni, que trabalha com recrutamento e seleção.

Ela explicou que a flexibilidade será mais exigida porque as empresas vão estar trabalhando com um número reduzido de profissionais. “Aqueles que ficaram vão ter que fazer tarefas que não faziam antes”, observou.

Já sobre a remuneração do colaborador, a consultora de gestão de pessoas Daniele Barcelos detalhou que, em um cenário como esse, o problema não é aceitar um salário menor para retornar ao mercado, mas não ter perspectivas de crescimento.

“O profissional deve saber o que quer. O interessante é buscar uma empresa que tenha um plano de carreira”. Ela destacou que o empregado precisa saber que resultado deve alcançar para conseguir crescimento dentro da empresa.

Pandemia acelera saída de idosos do mercado

No Brasil, a pandemia já afetou a participação dos idosos no mercado de trabalho. Mais de 1,3 milhão deles deixaram de trabalhar ou de procurar emprego no primeiro trimestre deste ano, se comparado a igual período do ano passado.

O número é apontado por um levantamento elaborado pelo pesquisador do IDados e do Ibre/FGV, o economista Bruno Ottoni. Ele considerou as informações da Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando comparado 2019 com 2018, a quantidade de idosos que deixou de trabalhar ou de procurar emprego foi de 696 mil, o que mostra um aumento significativo nos números.

O consultor de carreira Elias Gomes explicou que isso é reflexo tanto do idoso que quer preservar a saúde quanto do comportamento das empresas.

“Empresas estão não só evitando admitir idosos, como dispensando. Mas isso também envolve preconceito”, apontou.

Publicado em 28 de junho de 2020

Reportagem: Verônica Aguiar

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