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Maiores desafios das famílias para a nova década

Maiores desafios das famílias para a nova década

Levantamento aponta que, a partir de 2020, as principais preocupações são a insegurança e ficar sem acesso à internet

Lorrany Martins
ESPECIAL: pesquisa na grande vitória

Falta um mês para o início de uma nova década. A partir de 2020, começa mais uma década de transformações e desafios na sociedade. A insegurança nas ruas e o tempo desconectado serão, segundo os pais que moram na Grande Vitória, os maiores desafios das famílias.

Foi o que revelou um levantamento do Centro de Pesquisas Rachid Mohamd Chibib, da Faculdade Pio XII, em parceria com A Tribuna.

Dos entrevistados, 40% acreditam que o maior desafio das famílias na próxima década será ter segurança ao sair nas ruas.

Ficar desconectado ficou em segundo lugar, com 16% das escolhas, seguido de “cuidar do dinheiro”, com 13,6% dos entrevistados.

“Hoje vivemos com medo. Então, ter segurança ao sair nas ruas é realmente um desafio das famílias e não importa o lugar”, destacou o coordenador da pesquisa, Robson Souza.

A psicóloga Daniela Generoso destaca que a falta de segurança afeta as famílias nas suas escolhas, no ir e vir e nas relações, porque o medo passa ser o agente que determina o comportamento.

Vimos, com o resultado, que as famílias estão mais conscientes. Noto um amadurecimento sobre os problemas e as formas de como enfrentá-los”

Robson Souza, coord. da pesquisa

Para a psicóloga Irene da Silva Stranieri, a violência é um ponto crítico para pais e mães, mas a vivência em sociedade é importante para as famílias.

“Para que a criança aprenda a ter esse contato com os demais, chame alguns amigos para brincar em casa, marque com outras famílias para irem ao parque, estimule brincadeiras de tabuleiro, ou outras que não envolvam tecnologia, e sim imaginação”.

A psicóloga Marcelle Paganini, no entanto, destaca que a violência pode ser uma preocupação, mas que é preciso enfrentar o desafio e encontrar formas de desenvolver melhor a educação dos filhos.

“Não precisamos que todas as crianças tenham exatamente as mesmas experiências que os pais para que sejam felizes. Precisamos estimular sim, o brincar, o fazer amigos e o divertimento em si”.

Quanto a ficar desconectado, sem celular, o terapeuta de família e psicopedagogo Cláudio Miranda diz que as famílias precisam aprender a lidar e criar alternativas de relacionamento.

fotos: Kadidja Fernandes/AT

Brincar juntos

Para Edna Conceição da Silva, de 43 anos, e Elizeu da Silva, de 34, o desafio para a próxima década será o avanço da tecnologia e o distanciamento das pessoas.

“Por não ter segurança na rua, temos visto as pessoas ficarem reféns dentro de casa e cada vez mais dependentes da tecnologia, perdendo a comunicação com o outro”, disse Edna.

Porém, eles ensinam as três filhas, as gêmeas Ayeska Ester e Ana Elisa Braz da Silva, de 7 anos, e a mais nova Agatha Eyshila Braz da Silva, de 5, a valorizarem mais o real e brincarem juntas.

A pesquisa

Metodologia

A pesquisa foi desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Rachid Mohamd Chibib, da Faculdade Pio XII, com 250 pais e mães com idade média de 40 anos, em uma amostragem proporcional à população da Grande Vitória.

Foram entrevistadas pessoas com ensino médio completo e com renda acima de três salários mínimos (acima de R$ 2.994).

Os dados foram coletados entre os dias 19 e 26 de novembro, em locais de grande circulação.

1 Qual será o maior desafio das famílias na próxima década?

Ter segurança ao sair nas ruas 40%
Ficar sem celular ou desconectado 16%
Cuidar do dinheiro 13,6%
Vícios (internet, drogas, álcool, etc) 10%
Conquistar bens materiais (comprar carro, casa, viagens) 8,8%
Ter tempo de lazer com a família 6,8%
Saber lidar com as diferenças 4,8%

2 Você acha que a solução para esse desafio é responsabilidade de quem?

Do governo 39,2%
De todos juntos 26,4%
Dos pais 14,4%
Da família 10,4%
Da escola 9,6%

3 Considerando a saúde, qual você acredita que será o maior desafio das famílias na próxima década?

Ter uma boa assistência médica (SUS ou plano de saúde) 35,6%
Comer melhor 24,4%
Fazer exercícios físicos 15,6%
Envelhecer com saúde 16,8%
Ter acesso às novas tecnologias 7,6%

4 Qual é o maior sonho material que deseja realizar com sua família no futuro?

Comprar casa 35,2%
Pagar uma boa escola/faculdade para mim ou para meu filho 27,6%
Fazer viagem internacional 3,2%
Fazer viagem nacional 10,4%
Comprar carro 8,4%
Ter eletroeletrônicos de última geração 5,2%

5 O que falta para realizar seu grande sonho material com a família?

Poupar dinheiro 32,4%
Mudar de emprego/ conquistar emprego 17,6%
Planejamento 16,8%
Aumentar o salário 14%
Ter mais tempo 13,2%
Não depende de mim 6%

6 Qual é o seu maior sonho não material que pretende realizar com sua família na próxima década?

Ter mais saúde 38,8%
Ter mais diálogo 22,4%
Ser mais unidos 14,8%
Ter mais tempo para o lazer 12,4%
Cuidar melhor do dinheiro 8,4%
Comer melhor 3,2%

7 Na sua opinião, qual é o maior problema das famílias hoje?

Falta de união 41,6%
Distanciamento por causa do celular 21,6%
Divergências de opiniões 16%
Vícios (internet, drogas, álcool, etc) 14%
Falta de limites entre os mais jovens 6,8%

Fonte: Centro de Pesquisas Rachid Mohamd Chibib, da Faculdade Pio XII.

Acesso a médicos entre as preocupações

Quando questionadas sobre a saúde, as famílias que participaram da pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas Rachid Mohamd Chibib, da Faculdade Pio XII, em parceria com A Tribuna, acreditam que o maior desafio na área para a próxima década será o acesso a uma boa assistência médica, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto nos planos de saúde.

Dos entrevistados, 35,6% acreditam que o maior desafio é ter acesso a uma boa assistência médica. Outros 24,4% acreditam que se alimentar melhor é o principal objetivo das famílias.

“Não é de surpreender o resultado da pesquisa. O acesso do paciente à saúde e aos médicos é uma preocupação de todos, tanto no setor público quanto no privado”, disse o presidente da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), Leonardo Lessa.

Ele destacou ainda que a pesquisa demonstra que não é só o atendimento do médico em si que é uma preocupação, e sim, todo um sistema. “Desde a consulta até o atendimento, medicação, exames, internações, cirurgias, ou seja, todo o tratamento. Nem sempre o problema está no acesso ao profissional, e sim na estrutura que envolve todo o sistema”, afirma.

A diretora financeira da Associação Capixaba de Medicina de Família e Comunidade, Jetele Seleme Piana, ressaltou que os desafios para a saúde na próxima década são vários, como o aumento da longevidade e a quantidade de pessoas que convivem com doenças crônicas.

“São desafios que exigem novas ações e estratégias. No entanto, o orçamento da saúde está congelado por duas décadas. Portanto, estamos diante de um enorme desafio de reestruturar o modelo assistencial com profissionais adequados, incorporar tecnologia aos processos de cuidado, sem perder a humanidade e sem verba para isso”, disse a médica, que também é referência técnica do Personal Unimed Vitória.

Conseguir que as famílias tenham hábitos saudáveis, de boa alimentação, atividade esportiva regular, sono reparador, e equilíbrio emocional são os desafios para as famílias, segundo o médico e psicólogo Roberto Debski.

“Os pais devem procurar se tornar mais saudáveis, um modelo para os filhos. Eles precisam colocar em prática atitudes mais saudáveis”.

Kadidja Fernandes/AT

Saber lidar com as diferenças

Lidar com as diferenças será o principal desafio para as famílias na próxima década, segundo o casal Sarita Calimam Cellia e Victor Moreira Muniz, ambos de 37 anos.

Eles já estão ensinando os filhos Alice Calimam Moreira, de 9 anos, e Thales Calimam Moreira, de 5 anos, a respeitarem todas as diferenças presentes na sociedade.

“Como somos evangélicos, percebemos que, no convívio com a sociedade em geral, já existe um conflito de pensamentos com aquilo que nós acreditamos. Na maioria das vezes, não condiz com o aprendizado da palavra de Deus. Porém, ensinamos para eles que Deus nos ensinou a amar a todos, mesmo eles trazendo perguntas que nos deixam, às vezes, de saia-justa”, brincou a mãe.

ACERVO PESSOAL

Insegurança nas ruas

O casal de empresários Renata Martins Moura, de 29 anos, e Bernardo Moura, de 36, tem dificuldades de deixar a filha Sofia Martins Moura, de 11, brincar na rua como eles faziam na infância. De acordo com Renata, o motivo é a insegurança, que ela acredita que será o grande desafio das famílias nos próximos anos.

“Acredito que a segurança é bem preocupante no futuro. Hoje em dia não se tem mais a tranquilidade que tínhamos, as crianças não podem mais brincar na rua como fazíamos. Os outros temas, como ficar desconectado, por mais difíceis que sejam de ser administrados, é possível resolver”, disse.

Unidos contra a violência

Pensar em formas de enfrentar e resolver desafios é um passo importante. Para 39,2% das famílias na Grande Vitória, a solução para o maior desafio da próxima década é de responsabilidade do governo. Já 26,4% acreditam que ele deve ser resolvido por todos juntos.

Esse também é o pensamento do coronel Antônio Marcos de Souza Reis, que é subsecretário de Gestão Estratégica da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).

“O maior desafio é conscientizar as pessoas de que cada uma delas tem participação importante na segurança pública. Quando saem na rua, as pessoas podem ter atitudes que diminuem o risco de elas se tornarem um alvo de ato de violência”.

Para o enfrentamento da violência, o governo do Estado montou o Plano Estadual de Segurança, que será publicado em breve e tem estratégias no eixo de proteção policial e proteção social, com policiais nas escolas, e projetos junto com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos (Sedh).

acervo pessoal

Sempre ao lado dos filhos

Situações de insegurança e desunião das famílias fazem parte do dia a dia da guarda municipal de Vila Velha, Priscila Muniz, de 43 anos. Por isso, ela sempre se preocupou em estar sempre bem perto de seu filho, o universitário Breno Muniz Bono, de 20 anos.

“Para mim, na próxima década, os maiores desafios das famílias será conseguir ser uma família unida e não destruída. Como mãe, mesmo divorciada, fiz questão de ter os valores familiares de criação dos filhos”.

Especialistas pedem mais diálogo

A falta de união (41,6%) e o distanciamento por causa do celular (21,6%) são os maiores problemas enfrentados pelas famílias hoje, segundo a pesquisa da Pio XII em parceria com A Tribuna.

“Estamos na era da comunicação, mas falta diálogo nos lares, falta tempo. Isso faz com que a comunicação entre as famílias fique escassa. Ficar no celular o tempo todo faz com que as famílias não tenham qualidade de comunicação para criar a união”, destacou a psicóloga e psicoterapeuta casal e familiar Débora Monteiro Coelho.

Por isso, Débora destaca que é importante colocar limites e horário para o uso, não só para as crianças, mas para os pais também.

O terapeuta de família e psicopedagogo Cláudio Miranda disse que é preciso focar na facilidade da família. “As pessoas estão hiperfocadas em trabalho, fazer dinheiro e acumular bens. Nessa busca equivocada, a família se desconecta do mais importante que é a sua felicidade e alegria do encontro e do convívio”.

Ele disse ainda que esse problema agrava outros desafios como o índice de ansiedade e de depressão, que tem aumentado.

Para a psicóloga Marcelle Paganini, o que falta hoje nas famílias é a sintonia.

“Sintonia envolve muitos fatores, como respeito, interesse e entrega. Muitas vezes, os conflitos poderiam ser evitados caso cada membro aceitasse o outro como ele é, sem esperar que seja outra coisa diferente. A falta de aceitação no seio familiar leva ao desmoronamento da estrutura da família. Muitas famílias se perdem por questões de falta de respeito”.

Laís Froede

Boa formação e segurança

Dar aos filhos Matias Queiroz, de 2 anos, e Cecília Queiroz, de 4 meses, a oportunidade de ter bons estudos é o sonho do casal Isabela Queiroz, de 27 anos, e Wagner Queiroz, de 32.

“O maior sonho é ter condições de colocá-los em uma boa escola. O desejo é que eles tenham uma boa formação”, disse Isabela.

Para eles, o maior desafio das famílias nos próximos anos será a segurança. “As crianças já não podem mais brincar nas ruas e temos de ter cautela na escolha dos locais para se frequentar. Eles vão deixar de desfrutar de muitas coisas. Cada vez mais as famílias dão preferência para encontros e reuniões dentro de casa, por se sentirem mais seguros”.

Sonho de ter a casa própria e de investir em educação

Esses são os principais desejos das famílias. Porém, pesquisa mostra que não poupar dinheiro e o desemprego atrapalham os planos

Com a proximidade do fim de mais um ano, as famílias da Grande Vitória começam a pensar não só nos desafios, mas também nos sonhos que desejam conquistar na próxima década.

Segundo a pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas Rachid Mohamd Chibib, da Faculdade Pio XII, em parceria com A Tribuna, comprar uma casa é o sonho de 35,2% dos entrevistados.

Pagar uma boa escola ou faculdade para o filho ou para si mesmo ficou em segundo lugar, com 27,6% das escolhas.

“O resultado reflete uma questão cultural muito forte do brasileiro, a conquista da casa própria. Muitas pessoas acreditam que isso traduz seu status financeiro e mostra estabilidade”, avaliou a educadora financeira, Lorena Milaneze Bastos.

Quanto ao sonho de investir na educação, Lorena acredita ser uma necessidade. “Hoje precisamos investir em educação para ter uma progressão em qualquer carreira, e acredito que as pessoas começaram a perceber e a valorizar isso, como um investimento”.

No entanto, a pesquisa mostrou que poupar dinheiro (32,4%), mudar de emprego ou conquistar emprego (17,6%) e planejamento financeiro (16,8%) são os principais itens que faltam para conseguir realizar os sonhos das famílias.

“Quando há um sonho estabelecido, todos juntos podem trabalhar nisso. As famílias falam muito pouco de dinheiro com as crianças. Como não sabem como falar, nem tocam no assunto”, observou a pedagoga Luiza Dalmazo.

Ela, que tem um canal nas redes sociais para falar com pais sobre educacao financeira de crianças e jovens, contou que uma pesquisa da Universidade Cambridge, na Inglaterra, mostrou que metade dos pais prefere falar de morte a ter de falar sobre dinheiro em família.

“Isso é impressionante, porque dinheiro faz parte da vida cotidiana, não se pode evitar o tema para sempre se quisermos que as pessoas cresçam e sejam saudáveis financeiramente”, argumenta.

Alexandre Miserani, professor de Finanças e Administração da Faculdade Arnaldo (MG), ressalta que o maior problema hoje ainda é o alto endividamento das famílias.

“A melhor forma de realizar sonhos é focar em sua direção, e fazer poupança, economia suficiente para que não se sabote, e crie mais dívidas. Sonho é a melhor experiência do ser humano, mas sonho que se sonha não se realiza. Então, para buscar sua realização, o melhor é se planejar”, orientou.

Organizar e fazer planejamento com metas financeiras, essa é uma fórmula simples, mas de sucesso”

Lorena Milaneze, educadora financeira

As famílias falam muito pouco de dinheiro com as crianças. É preciso ensinar sobre finanças”

Luiza Dalmazo, pedagoga

Algumas dicas

1 Identifique o sonho

Para isso é preciso conversar em família e definir qual o sonho a ser alcançado e estipular o tempo para que ele aconteça. É importante que todos participem, que seja uma sonho de toda a família.

2 Analise as finanças

É preciso fazer levantamento completo de todas as dívidas e todos os ganhos das famílias. Uma dica é elaborar planilha financeira com valores para priorizar dívidas. A gestão financeira é essencial para a realização do sonho.

Divulgação

3 Planejamento

A maioria das famílias tem dificuldade de entender e incorporar o tripé da saúde financeira, que é formado por:

Gastar bem: significa gastar com o essencial e gastar menos do que se ganha, pagar menos coisas parceladas, negociar descontos à vista.

Investir melhor: o cenário econômico mudou bastante e não dá mais para as pessoas acharem que “cuidar do dinheiro” ou “guardar bem” é deixá-lo na poupança, que já não rende mais como antes. As famílias precisam fazer investimentos melhores se quiserem realizar sonhos de longo prazo.

Ganhar mais: as famílias podem, e devem, pensar em formas diversas fontes de renda. Alugar casas no fim de semana, vender biscoitos e brigadeiros no trabalho. Cada um encontra uma maneira, mas tudo é válido para incrementar a renda.

4 Ensine os filhos

É preciso conversar com os filhos sobre dinheiro e como lidar com ele. Desde pequeno, eles já podem aprender a administrar o próprio dinheiro. Envolva as crianças no planejamento e vibre com elas pelas conquistas alcançadas, fruto da realização de um sonho.

Fonte: Especialistas consultados.


Acervo pessoal

Planos de morar fora do País

O sonho da família Macedo para os próximos anos é ir morar fora do Brasil para ter mais qualidade de vida e oportunidade de estudo e de trabalho. A mãe, a produtora de eventos Evelyn Macedo, de 39 anos, deseja que os filhos Thalissa Macedo, de 19 anos, João Pedro Macedo, de 17, e os gêmeos Gustavo e Ruan Macedo, de 14, tenham melhores oportunidades.

“Hoje temos pouco tempo juntos porque tenho de trabalhar muito para sustentá-los. Nossa meta é ir para Portugal para ter melhores oportunidades de estudo e futuro”.

Pais de olho na saúde e no maior diálogo com os filhos

Os sonhos para as próximas décadas não são apenas materiais. Ter mais saúde (38,8%) e mais diálogo em família (22,4%) é o que os pais mais desejam a partir da nova década. Foi o que mostrou a pesquisa em parceria com A Tribuna.

“Cuidar da saúde, dos relacionamentos, do desenvolvimento humano são atitudes importantes que vão servir para os próprios pais evoluírem e ampliarem a consciência, assim como para os filhos, que seguem o modo de ser de seus pais”, destacou o médico e psicólogo Roberto Debski.

Para a terapeuta familiar, diretora do Centro Hoffman no Brasil, Heloísa Capelas, os pais precisam ter cuidado na busca pela união para que ela não tenha efeito contrário.

“É preciso cuidado, porque, nessa busca incessante por fazer com que os filhos fiquem por perto e por fazer com que tenham tudo do bom e do melhor, muitos pais perdem a mão”, observou.

Ela ressalta que os pais não podem assumir, para si, a responsabilidade pela felicidade dos filhos. “Embora haja boa intenção, os pais acabam por impedir que seus filhos cresçam e amadureçam”.

Publicado em 04 de dezembro de 2019.

Reportagem: Lorrany Martins

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