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[especial] Alimentos com mais risco de provocar doenças

Alimentos com mais risco de provocar doenças

Lorrany Martins
ESPECIAL: nutrição e saúde

Hambúrguer, biscoito, margarina e pães estão entre 40 alimentos que, segundo os médicos, devem ser evitados por fazerem mal à saúde

Você é aquilo que come. Esse pensamento popular, de acordo com os médicos, condiz com a realidade. É preciso estar atento ao que se come, pois muitos alimentos podem aumentar o risco de doenças como diabetes, infartos e até tumores.

Hambúrgueres, margarinas, biscoitos, pães e até peixes estão na lista de 40 alimentos com mais risco de provocar doenças, se consumidos em excesso, segundo os médicos.

“De forma geral, os alimentos ultraprocessados, defumados ou que sofreram alguma alteração da indústria para ter uma durabilidade maior do que o natural são alimentos que têm substâncias adicionadas que levam a um maior risco de doenças, como os cânceres”, alertou o nutrólogo Roger Bongestab.

Ele explicou que os embutidos, tais como salsichas, peito de peru e bacon, podem aumentar o risco de câncer de estômago e de intestino, além de levar à obesidade e síndrome metabólica.

“A cerveja e o chope também aumentam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares”, disse o nutrólogo.

A presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia no Espírito Santo, Queulla Garret, ressalta que a doença que mais cresce no Brasil e no mundo é a diabetes, que leva a complicações que podem causar o infarto.

“Está havendo um abuso das bebidas açucaradas, como os refrigerantes. O paciente tem de ter uma consciência alimentar e tentar comer alimentos mais saudáveis. O fast food (lanche rápido) e os hambúrgueres são um desastre para a alimentação e a saúde”, destacou.

Segundo o nutrologista Fernando Cerqueira, a farinha branca, contida nos pães, biscoitos e empanados, é a maior vilã.

“Essa farinha pode causar inúmeras doenças, como diabetes tipo 2, obesidade, problemas digestivos e até depressão, devido à flutuação de níveis de açúcar no organismo”, afirmou.

Há também os alimentos que parecem saudáveis, mas podem ser muito perigosos, como as margarinas e o óleo vegetal, de acordo com o nutrólogo Marcelo Pi.

“A margarina é um alimento que tem origem no milho, por exemplo. Mas, como está hidrogenado, ou seja, misturado a gordura hidrogenada, isso leva a várias doenças e problemas inflamatórios. É preciso ficar atento”.

No entanto, a nutróloga Sandra Lúcia Fernandes ressalta que um alimento isolado não é capaz de causar doença. “Mas altas quantidades de gordura saturada, açúcares refinados e excesso de sódio podem aumentar os riscos. É preciso ficar atento”.

Antonio Moreira/AT

Longe de “venenos”

A empresária Sonale Gonçalves, 33, mudou completamente de alimentação para ter uma saúde melhor. Ela contou que há anos não toma refrigerante e tenta não comer produtos industrializados.

“Não como mais açúcar e farinha branca. São venenos para o organismo. Evito o máximo de comer na rua. Quando tenho que comer fora de casa, sempre escolho coisas saudáveis. Como muitas frutas e verduras, e suco só o natural”.

Alimentos prejudiciais ao organismo

1 Margarina

Por que faz mal: Tem muita gordura trans em sua composição. Faz a acumulação de colesterol ruim nas artérias, o que aumenta o risco de ataques cardíacos.

2 Refrigerantes

Por que fazem mal: São pobres em nutrientes e ricos em açúcares. O consumo em excesso pode provocar uma diabetes devido ao seu alto teor de açúcares. As versões sem açúcar não se salvam pois têm alta concentração de aspartame, que pode causar ataques de ansiedade, insônia e TPM.

3 Linguiças

Por que fazem mal: São ricas em gordura, aumenta o colesterol, a pressão sanguínea e o risco de câncer de cólon. Têm muito sódio, substância responsável pela retenção de líquidos e aumento da pressão arterial.

4 Salmão chileno

Por que faz mal: Ele é criado em cativeiro e colorido artificialmente para ficar com a cor salmonada. É uma substância sintética derivada do petróleo. Além disso, tem mais gordura.

Divulgação

5 Batata frita

Por que faz mal: O petisco é fonte de gorduras trans, além de conter uma substância cancerígena, a acrilamida, que é formada quando aquecida em altas temperaturas. O óleo usado para fritura ainda pode causar inflamações no corpo. Além disso, em excesso, está relacionada à obesidade.

6 Temperos prontos

Por que fazem mal: Nos temperos artificiais, há uma concentração muito grande de conservantes e outras substâncias, que, em excesso, podem causar câncer, dores de estômago e até mesmo lesões neurológicas.

7 Ketchup

Por que faz mal: As receitas têm muitos conservantes, sal e açúcares para padronizar o sabor e aumentar o tempo de validade do produto. Em excesso, o tempero sintético pode causar problemas cardiovasculares, obesidade e outros.

8 Salgadinhos de pacote

Por que fazem mal: Além do perigo da fritura, os salgadinhos embalados têm grandes quantidades de substâncias sintéticas, como conservantes, aromatizantes e outros. Além de estarem relacionados com o ganho de peso.

9 Sorvete

Por que faz mal: A sobremesa tem altos níveis de açúcar, gorduras trans, corantes e saborizantes artificiais, que são substâncias tóxicas ao nosso sistema nervoso e também podem causar diabetes.

10 Biscoito recheado

Por que faz mal: Além da grande quantidade de açúcares e farinha branca, os biscoitos são ricos em gorduras trans que aparecem nos rótulos como “gordura vegetal hidrogenada”. A ação no organismo é semelhante à da gordura saturada, favorecendo a inflamação das artérias.

11 Salsicha

Por que faz mal: Carnes processadas geralmente têm em sua composição produtos químicos e conservantes, como nitrato de sódio, que está relacionado com surgimento de cânceres, principalmente de intestino e estômago.

12 Churrasco

Por que faz mal: Na fumaça do carvão há dois componentes cancerígenos: o alcatrão e o hidrocarboneto policíclico aromático. Também possui fatores mutagênicos que levam ao aparecimento de tumores.

13 Macarrão instantâneo

Por que faz mal: Além do excesso de calorias, que leva à obesidade, esse tipo de macarrão contém uma grande quantidade de sódio, o que aumenta a pressão arterial e pode provocar ataques cardíacos e derrames, por exemplo.

Fábio Nunes/AT

Mais disposta

Mesmo na correria da rotina de consultório, a cirurgiã maxilofacial Thaiz Arrabal, de 40 anos, não abre mão da comida e lanches mais saudáveis.

“Tinha muita rinite alérgica, mas com a mudança na alimentação melhorou bastante. No final do ano passado, completei 40 anos e me sinto muito mais disposta e bonita do que aos 30 anos, muito por causa da alimentação”.

14 Cerveja

Por que faz mal: O álcool etílico consumido em excesso compromete o fígado, que não consegue expelir as toxinas. Além disso, a cerveja e o chope têm uma grande quantidade de calorias e glúten.

15 Coxinha

Por que faz mal: O salgadinho é uma paixão brasileira, mas, além do alta quantidade de calorias, que pode levar à obesidade, a fritura pode ocasionar problemas cardíacos e até câncer.

16 Suco de caixinha

Por que faz mal: Parece ser uma opção mais saudável, mas na verdade tem alto teor de açúcares e poucos nutrientes. Em excesso, pode levar a diabetes e ao ganho de peso.

17 Pipoca de micro-ondas

Por que faz mal: Em sua embalagem, há uma substância química chamada ácido perfluorooctanoic (PFOA), que aumenta o risco de tumor no rim, na bexiga e outros. Além dos conservantes, que podem causar cânceres e doenças pulmonares.

18 Café

Por que faz mal: O consumo excessivo – mais de quatro xícaras por dia – aumenta o nível de cortisol, que leva ao ganho de peso. Além disso, pode causar psoríase e até aumentar o risco de cáries nos dentes, devido à quantidade de açúcar que acompanha.

19 Adoçantes artificiais

Por que fazem mal: Possuem uma toxina chamada dicetopiperazina (DKP). Quando o estômago processa esse elemento, produz substâncias que podem causar cânceres.

20 Óleos vegetais

Por que fazem mal: Apesar de parecerem naturais, esses óleos passam por processos químicos que acrescentam vários ingredientes ricos em gorduras e aumentam as chances de entupimento das veias e de infarto.

21 Salame de peito de Peru

Por que faz mal: É um tipo de embutido que geralmente tem em sua composição produtos químicos, conservantes e uma quantidade elevada de sódio para que fique conservado, o que pode levar a aumento de peso, pressão arterial e outras doenças.

22 Barrinhas de cereais

Por que fazem mal: Parecem uma opção saudável, mas na verdade esse tipo de petisco tem grande quantidade de açúcares refinados, o que aumenta as calorias, a obesidade e as doenças ligadas a esse problema.

23 Pães

Por que fazem mal: A farinha branca presente nos pães, quando em excesso, pode causar inúmeras doenças, como diabetes tipo 2, obesidade, problemas digestivos e até depressão, por causa das elevadas quantidades de açúcares que libera no corpo

dreamstime

24 Hambúrguer

Por que faz mal: Esse tipo de lanche tem alto teor de gordura, sódio e muitas calorias. Além disso, afeta a produção de dopamina, que é uma substância química responsável pela sensação de felicidade e que dá suporte à função cognitiva do cérebro.

25 Lasanha congelada

Por que faz mal: Os alimentos congelados são ricos em sódio. A substância libera hormônios que provocam retenção de líquido, inchaço e o aumento da pressão alta. O fosfato presente nos congelados acelera o envelhecimento da pele.

26 Empanados

Por que fazem mal: Contêm como ingredientes farinha branca, que se transforma em açúcares no corpo, alto teor de sódio e substâncias químicas, como aromatizantes, corantes e conservantes que causam doenças.

Antonio Moreira/AT

Marmitinhas

A empresária Lorraine Castro, de 32 anos, mudou a alimentação há dois anos, quando ficou noiva e começou a procurar vestido para o casamento.

“Estava oito quilos acima do peso. Fazia exercícios, mas a alimentação era ruim. Comecei a praticar cross training e melhorei 90% minha alimentação. Hoje, evito comer na rua. Sempre faço minha alimentação em casa e carrego minhas marmitinhas”.

27 Iogurtes

Por que fazem mal: São ricos em gordura, que em excesso pode aumentar o risco de doenças cardíacas. Além disso, contêm alto teor de açúcares sintéticos que podem ser descritos nos rótulos com outros nomes.

28 Achocolatados

Por que fazem mal: As versões comuns possuem de 75% a 90% de açúcar e pequenas quantidades de vitaminas e minerais. Isso acelera o envelhecimento, aumenta o teor de gordura no corpo e pode levar a diabetes e hiperatividade nas crianças.

29 Cereais matinais

Por que fazem mal: São feitos a partir de grãos processados e ainda têm adição de açúcar e carboidratos refinados, que fazem mal à saúde e podem provocar diabetes, obesidade e outros doenças.

30 Biscoito de água e sal

Por que faz mal: Geralmente não é feito apenas com água, sal e farinha, como sugere o nome. Na receita, são adicionadas várias substâncias sintéticas que prejudicam a saúde.

divulgação

31 Queijos

Por que fazem mal: Alguns tipos possuem alta concentração de gorduras saturadas, que em excesso podem causar danos ao coração, e também de sódio, que em quantidades exageradas pode elevar a pressão arterial. Em alguns, ainda são acrescentados corantes.

32 Torradas industrializadas

Por que fazem mal: Carboidratos queimados ou torrados apresentam hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) e acrilamida, que têm potencial cancerígeno. Além disso, são acrescentadas substâncias químicas para uma maior durabilidade.

33 Soja

Por que faz mal: produtos à base de soja são entendidos como saudáveis, mas são ricos em isoflavonas. Esses compostos da soja imitam o hormônio estrogênio, que, em excesso, pode causar problemas de fertilidade.

34 Chocolate

Por que faz mal: O doce tem uma grande quantidade de açúcar e gordura, às vezes até maior do que a quantidade de cacau. Além das calorias, o chocolate em excesso pode aumentar a possibilidade de diabetes e obesidade.

35 Carnes vermelhas

Por que fazem mal: Possuem aminoácidos que, se ingeridos em excesso, fazem com que o fígado produza uma substância que leva à inflamação nas artérias, o que favorece o aparecimento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão. Além disso, estão associadas ao câncer de cólon, de mama e de próstata.

36 Óleo de coco

Por que faz mal: Apesar de ser divulgado como uma gordura boa, pesquisas mostram que o óleo tem alto teor de gordura saturada, o que pode aumentar o colesterol ruim.

37 Bacon

Por que faz mal: A gordura e a quantidade de sódio presentes no bacon aumentam o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto. Além dos perigos contidos na frituras.

38 Legumes enlatados

Por que fazem mal: alimentos enlatados têm alto teor de conservantes e sódio que prejudicam a saúde do coração e podem causar hipertensão.

divulgação

39 Donuts

Por que faz mal: O doce tem 35% de gordura trans em sua composição, além de açúcar em excesso, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares. Aumenta o risco de diabetes, colesterol alto e hipertensão.

40 Doces

Por que fazem mal: Consumir doces exageradamente estimula a glicação, que acelera o processo de envelhecimento, aumenta consideravelmente o risco de diabetes e também cáries.

Fonte: Médicos e nutricionistas consultados e pesquisa AT.

Especialistas usam o DNA para melhorar dieta

O estudo do DNA está trazendo cada vez mais novidades em benefício da saúde. A pesquisa dos genes já possibilita que os nutrólogos e nutricionistas indiquem os melhores alimentos para evitar doenças e melhorar a dieta dos pacientes.

De acordo com Lizânia Spinassé, geneticista molecular do Tommasi Laboratório, o exame genético tem como foco a medicina personalizada ou de precisão.

“Atualmente trabalhamos com diferentes painéis genéticos na área de nutrição personalizada. A ciência da Nutrigenômica é a aplicação de tecnologias moleculares de alto desempenho na área de nutrição. Já a Nutrigenética analisa o efeito da variação genética individual e sua interação entre dieta e doença”, disse.

Ela explicou ainda que as descobertas científicas estabeleceram uma ligação entre variantes genéticas, também conhecidas como Polimorfismos de Base Única (SNPs), e a resposta à dieta.

“Isso auxilia o potencial da nutrição para lidar com diferentes problemas de saúde. As dietas personalizadas podem melhorar o estado nutricional de uma pessoa, focando especificamente na prevenção de doenças relacionadas à alimentação, como diabetes tipo 2, obesidade e intolerâncias alimentares”, exemplificou.

O nutricionista Ângelo Daher indica e analisa o exame de DNA para seus pacientes. Ele explicou que o exame não mostra quais alimentos o paciente deve ou não deve ingerir.

“Mas traz uma propensão para a alimentação de acordo com a genética. Geralmente, os nutricionistas adotam uma estratégia diante das perguntas e dos exames que foram feitos com o paciente. Já com o teste genético é mais assertivo, já que se tem o mapa do paciente.”

A nutricionista Maria Luiza Rodrigues explica que o exame é usado tanto no processo de emagrecimento quanto para diminuição do aparecimento de algumas doenças.

“Isso porque, por meio da alimentação equilibrada, é possível silenciar alguns genes”, destaca.

A nutricionista e colunista do jornal A Tribuna Gabriela Rebello indica o exame de DNA a seus pacientes, mas acredita que ele ainda não é tão acessível, já que custa de R$ 1.000 a R$ 1.900.

“É um exame muito válido porque a gente consegue ter uma conduta muito específica. Mas é caro e o plano de saúde não cobre. Ainda assim, acredito que será bem mais acessível no futuro próximo”.

Vida nova após exame

A dona de casa Laura Lúcia Coelho, 52, sentia fadiga e desânimo, há cerca de três anos, problema que os médicos não conseguiam encontrar a origem. Ela pesquisou e descobriu que o teste de DNA talvez pudesse ajudá-la.

“Gastei R$ 1.300 fazendo o exame de DNA, mas não me arrependo. Levei ao nutricionista e ele me indicou o que seria bom para o meu organismo e o que deveria evitar. Eliminei a farinha branca e agora como muito mais frutas e verduras. Os bons resultados mostram uma melhora significativa da saúde”.

Tipos de alimentos

In Natura

Alimentos in natura são obtidos diretamente de plantas ou de animais e não sofrem qualquer alteração após deixar a natureza.

Processados

São fabricados pela indústria com a adição de sal, açúcar ou outra substância de uso culinário a alimentos in natura para torná-los duráveis e mais agradáveis ao paladar.

São usualmente consumidos como parte ou acompanhamento de preparações culinárias feitas com base em alimentos minimamente processados.

Ultraprocessados

São receitas industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido e proteínas) e derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado).

Também envolve produtos sintetizados em laboratório com base em matérias orgânicas, como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos).

divulgação

Fabiana Sales afirma que os pais devem encantar os filhos com alimentos que fazem bem à saúde

Boa alimentação tem de começar na infância

Médicos e nutricionistas acreditam que pais devem incentivar e acostumar as crianças com comidas mais naturais desde bebês

O hábito de ter um prato cheio de legumes e verduras na hora do almoço e fugir das lasanhas congeladas no jantar é uma tarefa difícil para muitas pessoas.

Para que não seja um desafio para o adulto, é preciso que a boa alimentação e a relação com alimentos mais saudáveis comecem na infância. É o que defendem nutricionistas e médicos nutrólogos.

“Não há como se tornar um adulto com alimentação saudável sem que isso acabe sendo muito custoso para ele. O ideal é que essa boa relação com a comida comece ainda quando criança”, destacou a nutricionista infantil Fabiana Sales.

Ela explica que ter uma alimentação saudável não é algo difícil para as crianças.

“A criança precisa se acostumar com comida de verdade desde o começo da introdução alimentar, ainda bebês. Quanto mais os pais trabalham esse início de vida da criança, maior a facilidade de se tornar um adulto saudável. É muito difícil se tornar um adulto com saúde quando ele foi uma criança que se alimentou muito mal”.

Ter ofertas variadas de alimentos saudáveis, preparações apetitosas e levar a criança para a feira são algumas das dicas de Fabiana para que os pais comecem a encantar os filhos com os alimentos que fazem bem à saúde.

Não há dúvida de que a frase 'o seu alimento é o seu remédio', dita pelo grego Hipócrates, se faz presente nos dias atuais”

Durval Ribas Filho, presidente da Abran

O nutrólogo Roger Bongestab afirma que é preciso haver mais políticas públicas voltadas para o ensino da alimentação saudável para as crianças.

“Acredito que deveríamos ter políticas públicas que colocassem a nutrição e a educação alimentar nas escolas. Também poderia haver campanhas para evitar a publicidade excessiva dos produtos não saudáveis, como fizeram com os cigarros há alguns anos”.

A nutróloga Amanda Weberling acredita que, para ajudar os adultos a terem uma boa alimentação, é preciso ter organização e tentar planejar um cardápio no dia anterior ou para a semana toda.

“É importante reservar um momento para pensar com carinho sobre a alimentação. Pois, nos dias corridos e sem organização, acabamos optando por alimentos rápidos e muitas vezes as opções naturais não estão disponíveis”, disse.

Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Durval Ribas Filho disse que o brasileiro deixou de lado o tradicional arroz, feijão, carne e salada, o que se tornou algo negativo.

“Isso aumentou muito o consumo de carnes processadas, embutidos, gordura e muito sal. É preciso parar e refletir para tomar atitudes em relação ao que come”.

pixabay

Frutas: custo alto ao consumidor

Alimentos saudáveis vão ser mais caros a partir de 2026

Carnes, frutas e verduras devem se tornar mais caras do que salsichas, doces e outras guloseimas de 2026 em diante. A constatação é de pesquisa conduzida por um grupo de cientistas brasileiros que mediu e comparou a variação nos preços dos 102 tipos de alimentos mais consumidos no País no período entre 1995 e 2017.

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de São Paulo (USP), junto com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) projetaram as oscilações no valor dos itens alimentares até 2030 com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e descobriram que a comida saudável vai ser mais cara do que a comida ultraprocessada.

“Infelizmente, no Brasil, as frutas, verduras e legumes, além das carnes, custam valores significativos e o baixo poder aquisitivo evidentemente dificulta a escolha por itens mais saudáveis. Mas seria muito importante que as pessoas pudessem optar por alimentos melhores e mais baratos”, disse o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran),Durval Ribas Filho.

Publicado em 09 de fevereiro de 2020

Reportagem: Lorrany Martins

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