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Bolsa ganha cinco novos investidores por hora

Bolsa ganha cinco novos investidores por hora

Verônica Aguiar e Ivy Coutinho
Busca por rendimentos

Queda da taxa Selic faz número de pessoas que investem no mercado de valores saltar de 35 mil, em janeiro, para 50 mil, em maio, no Estado

Os investidores do Espírito Santo têm assumido mais risco nos últimos meses. O número de pessoas físicas que usaram o dinheiro poupado investindo na Bolsa de Valores saltou de 35.253, em janeiro, para 50.448, em maio deste ano.

Isso significa 15.195 novos investidores, em quatro meses. São 126 novos investidores por dia, cinco por hora, com base nos dados da B3. O principal motivo para esse aumento é a queda na taxa básica de juros, que já estava em 3% e na ultima quarta caiu ainda mais, passando para 2,25%.

O professor dos MBAs da FGV Mauro Rochlin explicou que “como as aplicações em renda fixa começaram a apresentar um rendimento muito baixo, as pessoas resolveram buscar maior rentabilidade por meio da Bolsa, assumindo maior risco”.

O planejador financeiro e assessor de investimentos da Invicta, Alex Roxa Moreira, explicou que com a queda na taxa de juros, agora em 2,25%, a rentabilidade real (descontada a inflação) pode ficar negativa.

Isso significa que ao colocar dinheiro na poupança, por exemplo, as pessoas vão perder poder de compra. O que deve atrair ainda mais investidores para a Bolsa.

Outro fator que também influenciou no número de investidores foi a queda da Bolsa de Valores.

“Quem estava aguardando para entrar aproveitou o mês de março, quando a Bolsa bateu 61 mil pontos. Naquele mês, ela estava com maior baixa e foi quando houve maior adesão”, apontou André Moura, PhD em Contabilidade e Finanças pela University of Birmingham (UK) e professor da Fucape.

O acesso à informação sobre o assunto também tem sua contribuição, conforme a educadora financeira Hérica Gomes.

“Por causa das várias crises pelas quais passamos, os consumidores começaram a estudar sobre investimentos. E é um assunto que está mais presente, como no noticiário, nos vídeos no YouTube”.

O mercado de capitais, no qual a Bolsa de Valores está inserido, é uma forma encontrada para que as empresas consigam captar recursos e fazer investimentos, em projetos e atividades. E capital para custear desenvolvimento econômico tanto das corporações, quanto do País.

Leone Iglesias/AT

Aplicações de longo prazo

Preocupado com o futuro, o estudante Vitor Furno, 21, começou a fazer investimentos a longo prazo na Bolsa de Valores.

“Estudei cerca de cinco meses para começar. Li livros, acompanhei canais no YouTube e amigos que já investiam me deram uma força. Fui na cara e na coragem. Não procurei ajuda de corretora”, contou.

O primeiro passo foi em 2018, quando cursava Engenharia. Mas ele percebeu que seu perfil se encaixava mais em outra profissão. Deixou o curso e hoje estuda Economia na Fucape.

“Investir nesse mercado é bem arriscado”, diz acionista

A renda variável é um tipo de aplicação na qual o investidor não pode prever o resultado. Quem entra nesse mercado tem que estar disposto a arriscar. A aposta em ações na Bolsa de Valores ou fundos atrelados a elas tem chances de ganhos e são essas chances que atraem os investidores.

“Entrando na Bolsa vai haver uma oscilação patrimonial. A gente sempre espera que seja positiva”, lembrou o planejador financeiro e assessor de investimentos da Invicta, Alex Roxa Moreira.

Para ingressar nesse mercado, o ideal é estudar sobre o assunto e se preparar. Além de diversificar investimentos, e ir aos poucos investindo e aprendendo.

A médica Alessandra de Melo Campos, 43, investe como pessoa física há cinco anos. “Busquei assessoria para ingressar. Aprendi muito ao longo do tempo. Hoje faço algumas operações sozinha, mas é muito arriscado. Ingressar nesse mercado, sem antes se preparar muito bem, pode ser suicídio financeiro”, alertou.

Saiba mais

Bolsa e ações

A bolsa é uma instituição que organiza o mercado de ações e, por meio do qual, é possível comprar e vendê-las. As ações são partes de uma empresa.

Compra e venda

Para comprar ou vender ações, é preciso ter cadastro em uma corretora ou instituição financeira habilitada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para criar a conta em uma corretora, geralmente é necessário um documento de identidade com foto.

Já para acessar a partir dos bancos, é preciso procurar a área de investimentos da instituição, serviço que geralmente está disponível no site. Lá é só buscar a “compra e venda de ações” e criar seu perfil de investidor para acessar o Home Broker (plataforma de negociações).

Novos investidores

O número de investidores apostando na Bolsa de Valores mais que dobrou no Espírito Santo, quando comparado maio do ano passado com maio deste ano. Em maio de 2019, eram 21.144. Em maio deste ano, o número subiu para 50.448.

Dos 21.144, um total de 17.135 eram homens e 4.009 mulheres. Já dos mais de 50 mil investidores contabilizados este ano, 39.356 são homens e 11.092 mulheres.

Divulgação

Do porquinho para a bolsa

Causas

Entre os motivos para o aumento do número de pessoas investindo na Bolsa estão a Selic em 2,25%, o que derruba os rendimentos da renda fixa e faz com que investidores busquem maior rentabilidade, mesmo que assumam mais risco.

A queda da Selic também contribuiu para aqueles que já planejavam ingressar, principalmente em março. Além disso, o acesso a informações sobre investimentos, tanto nos jornais quanto nos canais do YouTube e na internet de forma geral ajudaram.

O que avaliar antes

Para investir é preciso estudar antes sobre esse mercado, entender como funciona a sua dinâmica. Há investidores que ingressam por conta própria e outros que procuram uma assessoria especializada.

Quem escolhe investir por conta própria e quer apostar em um fundo específico deve avaliar qual é a rentabilidade do fundo e a taxa de administração, entre vários outros aspectos.

Já quem vai buscar uma corretora deve ficar atento à taxa de corretagem e à taxa de custódia. Essa última é cobrada por algumas corretoras para manter os papéis, já que tem a custódia das ações para operar em nome do investidor.

Também é importante se informar sobre o histórico de rentabilidade de carteiras que já foram montadas. Embora retornos passados não sejam garantia de retornos futuros, esses dados trazem mais segurança.

É preciso entender o próprio perfil antes de fazer um investimento. Posso assumir um risco maior ou devo ser mais conservador? Essa é uma das questões a serem respondidas pelo investido.

Especialistas alertam sobre a necessidade da diversificação, já que a Bolsa é um investimento de risco.

Não há uma regra que aponte o percentual do patrimônio que pode ser investido por cada investidor. Isso vai depender do perfil de cada um.

Expectativa

Com a queda na taxa básica de juros, pode aumentar ainda mais o número de investidores na Bolsa. Como a oferta de papéis continua a mesma, as ações tendem a se valorizar. Contudo, há outros fatores que podem influenciar.

Riscos

Bolsa de valores é investimento de risco. Ingressar nesse mercado implica variação de patrimônio que pode ser positiva ou negativa. O principal risco é comprar ações e, na hora de vender, elas estarem mais baratas do que quando foram compradas.

Além disso, existe o risco de falência da empresa. Contudo, o acionista não responde por dívidas da empresa com o próprio patrimônio. O que pode acontecer nesse caso é a ação não valer mais nada. Mas é muito raro um caso como esse. Já que se deve tomar diversos cuidados antes de apostar fichas em uma empresa.

Ganhos

Ganhar dinheiro com a Bolsa acontece quando há valorização das ações. Assim, elas são vendidas por um preço maior do que o pago para comprá-las. E também com a participação dos lucros da empresa em que se é acionista.

Fontes: FGV, Fucape, Valor, Invicta, Hérica Gomes, educadora financeira.

Divulgação

André Moura lembra que há influência da retomada da economia, mas confia em uma recuperação da Bolsa

Divergências sobre reação do mercado

Com a pandemia do novo coronavírus, a Bolsa de Valores teve grandes quedas. Mesmo que esteja se recuperando agora, a forma como esse mercado vai se comportar daqui para frente ainda divide especialistas.

Para o PHD em Contabilidade e Finanças pela Universidade de Birmingham (Reino Unido) e professor da Fucape, André Moura, com a Selic baixa, principalmente depois da última quarta-feira, quando passou para 2,25%, vai aumentar ainda mais o número de investidores na Bolsa.

“A demanda por papel vai aumentar, mas a oferta é a mesma. Por isso, vai ter um espaço para a Bolsa subir”, destaca.

Moura afirma que um dos motivos para o seu viés otimista é o que aconteceu com a Bolsa americana, na qual o índice S&P 500 se recuperou quase que completamente.

Por outro lado, André Moura lembra que a situação depende da retomada da economia e que há outros fatores que influenciam, como questões políticas e o receio de uma segunda onda do coronavírus. “Mas, para a perspectiva do final do ano, a Bolsa deve subir”.

Já para o economista Eduardo Araújo, fatores institucionais como a instabilidade política acabam influenciando mais que a baixa taxa de juros. “Quem está com recursos para entrar, às vezes não se sente seguro, com medo de mudanças nos bastidores da política”.

Mas, Eduardo destaca também que há pessoas que estão olhando para um cenário futuro de recuperação econômica a médio e longo prazo. Outro ponto é que a recuperação em si atrai investidores.

A respeito deste assunto, há economistas que apostam que a economia brasileira se recupere em forma de “U”. Isso significa que a economia sofre uma depressão, fica embaixo por um tempo e depois começa sua retomada.

O economista e sócio da Valor Investimentos Pedro Lang afirmou que é muito difícil fazer previsão. “As projeções para a queda do PIB no Brasil são variadas e vai depender de diversos fatores, como tempo de isolamento, disponibilidade de crédito, entre outros”.

Ele diz que muitas empresas estão em dificuldade e vão fechar. “A gente vai ter um impacto muito forte na renda. O País vai ver uma depressão muito grande. Juros baixos, inflação baixa. Vai ser um cenário bem desafiador. Vai demorar um pouco para se recuperar”.

Fábio Nunes/AT

“Vendi imóvel para investir”

Dgiane Ribeiro Cabral Araújo Albuquerque, de 39 anos, vendeu um apartamento para começar a investir na Bolsa. Ela investiu todo o dinheiro, em um grupo de sete a dez ações, mas explicou que o apartamento não chegava a 20% do valor do seu patrimônio, na época.

Formada em Economia, ela queria trabalhar na área e, ao mesmo tempo, poder acompanhar de perto o crescimento dos filhos. “Sempre trabalhei com varejo. Via meu marido operando e achava interessante. Ele parou e eu continuei”, revelou. Hoje ela é Day Trade.

Divulgação

Bolsa de valores: índice de referência subiu 0,46%, após uma nova rodada de conversas entre autoridades

Bovespa tem alta e valor do dólar fecha em queda

Uma nova rodada de conversas entre autoridades americanas e chinesas contribuiu para que o dólar fechasse em queda de 0,97% valendo R$ 5,317. No mercado acionário, houve ganhos.

O Ibovespa (índice de referência da Bolsa de São Paulo) subiu 0,46%, aos 96.527 pontos, destoando de Wall Street. Dow Jones e S&P 500 recuam, respectivamente, 0,8% e 0,56%. Nasdaq teve leve ganho de 0,03%.

Os índices passaram a cair, na sexta-feira, após a Apple comunicar o fechamento de 11 lojas nos EUA diante do aumento de casos do novo coronavírus. A empresa fechou com recuo de 0,53%.

Em reuniões no Havaí (EUA), a China indicou o desejo de acelerar a compra de bens agrícolas americanos, um dos termos estipulados pelo acordo firmado entre Pequim e Washington.

De acordo com informações da agência Bloomberg, o governo chinês planeja aumentar as compras de soja, milho e etanol, dando sequência ao processo que foi interrompido por conta da pandemia da Covid-19.

“Além das negociações sino-americanas, o cenário externo também contribui para o recuo do dólar por meio do pacote bilionário da União Europeia (UE) para estimular as economias do bloco”, avalia Fabrizio Velloni, da Frente corretora.

Ele destacou o início da reunião dos 27 membros da UE para aprovar o maior pacote de auxílio da História do grupo.

Divulgação

Paulo Henrique diz que quem quer ter ganho maior deve correr riscos

Como não ter prejuízo e fazer o dinheiro render

Especialistas destacam que é importante se proteger das perdas e fazer aplicações observando prazos e o perfil dos investidores

Para não ter prejuízo e conseguir fazer o dinheiro render, mesmo com a taxa Selic a 2,25% ao ano – menor índice da história –, há opções de investimentos no mercado para todos os perfis de investidores e também com prazos diversos para fazer o resgate.

São aplicações de curto, médio e longo prazos. Para o diretor da Valor Investimentos, Paulo Henrique Corrêa, quem quer ter um ganho maior, tem de correr mais riscos.

“É interessante investir em renda variável (ações, fundos imobiliários, câmbio, entre outros). Até mesmo os investidores mais conservadores devem apostar nesse segmento.”

Os fundos de ações estão entre as principais apostas. O economista e consultor do Banestes, José Márcio de Barros, destaca que, mesmo tendo altos e baixos, o mercado de ações cresce continuamente. “Quem investe em ação deve ter paciência porque o retorno vem a longo prazo.”

Flávio Figueiredo, sócio da Valor Investimentos, afirma que é necessário avaliar o perfil do investidor. “É importante entender o perfil do investidor (conservador, moderado e arrojado) e procurar informações especializadas nesse tipo de conteúdo.”

A economista Cecília Perini destaca que também é importante mesclar a carteira de investimentos.

“Se a recomendação for para obter um retorno de longo prazo, vale pensar em uma diversificação. Os fundos multimercado são a minha classe de preferência para o momento, seguido por ações, se a carteira tiver um horizonte de tempo acima de cinco anos.”

Ela considera que o investimento em renda fixa sempre vai ter espaço nas carteiras, independente do perfil do investidor.

“Quem tem maior horizonte de tempo pode buscar uma renda fixa mais sofisticada como as debêntures (títulos emitidos por empresas) e Letra de Crédito Imobiliário ou Letra de Crédito do Agronegócio (dois tipos de investimento em renda fixa isentos de Imposto de Renda e que costumam dar retornos superiores ao da poupança)”, disse.

Segundo o economista Eduardo Araújo, mesmo os mais tradicionais, que optam pela renda fixa, não devem colocar “todos os ovos numa cesta”. “É preciso uma boa alocação dos ativos para ganhar e também se proteger das perdas. Certificados de Depósitos Bancários (CDB), títulos públicos, estão entre algumas modalidades de renda fixa para investir.”

Saiba mais

Entenda o mercado

Curto prazo

Tesouro Selic e fundos de renda fixa com liquidez diária: é preciso cuidado com taxas de administração. Têm baixo risco, possibilidade de ser melhor que poupança (a depender do produto oferecido pela instituição financeira).

Médio prazo

Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letra de Crédito Imobiliário (LCI) com carência: quando aumenta a carência, geralmente há uma rentabilidade melhor.

Fundos multimercados: diversificação em vários mercados, como renda fixa e bolsa em um só investimento.

Longo prazo

Ações e fundos de ações: com a taxa Selic tão baixa, a procura por investimentos mais arriscados está aumentando e, apesar do momento de cautela, há boas ações para investir na bolsa.

Caso não tenha um domínio tão grande no assunto, pode procurar um bom fundo de ações (importante olhar o histórico de performance do fundo e procurar um especialista para auxiliar na escolha).

Fundos imobiliários

Há muitos fundos imobiliários com boa receita de aluguel mensal e são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoa física. A expectativa para o setor também é boa.

Poupança

Apesar de ser isenta de IR para pessoa física, está rendendo muito pouco, próximo de 1,6% ao ano. É indicado procurar investimentos em Tesouro Selic, por exemplo, ou bons fundos de renda fixa.

A poupança deixou de ser um investimento vantajoso. Desde que a regra mudou em 2012, a nova poupança – como é conhecida – remunera 70% da taxa Selic. Ou seja, a rentabilidade da poupança no cenário atual é de 1,58% ao mês.

Assim, a aplicação em títulos de renda fixa que remunerem 100% da taxa de juros, mesmo pagando o imposto de renda, que será no máximo de 22% (existe uma tabela regressiva, que chega a 15% depois de dois anos), a rentabilidade será melhor.

Arquivo/at

Investidor conservador terá que abrir mão de prazos por taxas melhores

Melhores opções para investir agora

Antes de citar as oportunidades de investimentos, é muito importante entender seu “apetite” ao risco e em seguida ter definido qual seu horizonte de prazo (quando vai querer resgatar o investimento).

Para a sua reserva de emergência, mesmo com a taxa Selic em 2,25% ao ano, a indicação continua sendo Fundos DI, Tesouro Selic e Letras que acompanhem a taxa de juros, dada a segurança e liquidez atrelados a esses investimentos.

Os fundos DI possuem, pelo menos, 95% de investimentos em títulos atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ou à Selic, podendo ser títulos públicos ou privados de baixo risco.

Se a recomendação for para uma carteira de longo prazo, pensando em rentabilizar melhor, vale pensar em uma diversificação, com os fundos multimercado, seguindo por ações, se a carteira tiver um horizonte de tempo acima de 5 anos.

Quando devo investir em ações?

Para investir em ações o ponto de partida é ter um conhecimento básico do assunto, em seguida ter definido o tempo que pretende ter o retorno no investimento. O investidor deve comprar ações com sentimento que está investindo na empresa, e para investir em um negócio você precisa conhecê-lo.

Grande parte das pessoas começam a investir na bolsa para ter lucros na compra e venda de curto prazo, ou seja, querem ter o retorno do investimento neste movimento de compra de venda do ativo.

O perigo está nas oscilações e os investidores podem se decepcionar com perdas de curto prazo e depois tendem a não querer mais fazer este tipo de investimento.

E quem não quer arriscar com ações, como deve fazer?

O cenário para o investidor conservador é mesmo desafiador. Ele vai ter que abrir mão de prazo para buscar oportunidades que pagam taxas melhores. Os títulos de crédito privado de longo prazo pagam melhores remunerações, mas é preciso abrir mão de prazo.

Se não quiser correr nenhum tipo de risco, vai precisar se contentar com a taxa de 2,25% ao ano. Diversificar a carteira irá reduzir o risco em busca de melhores retornos.

É melhor investir nos bancos ou em corretoras financeiras?

Desbancarizar os investimentos é uma opção para quem foge das taxas. As corretoras têm taxas mais competitivas e ganhos semelhantes aos bancos tradicionais.

Preciso realmente de uma assessoria financeira para investir?

O mundo dos investimentos é muito vasto e há muitas informações importantes. A recomendação é que, ao menos, procure uma orientação, mesmo que seja de forma digital. Hoje, há diversos canais e conteúdo na internet que podem auxiliar quem está começando.

É preciso estudar os investimentos disponíveis nos bancos e corretoras. É necessário ter cuidado para não se deixar levar somente por indicações da internet, pois parece ser simples e nem sempre é.

Cobranças de IR e de taxas administrativas diminuem ainda mais os rendimentos? Como lidar com isso?

As taxas administrativas devem ser levadas em consideração principalmente nos Fundos DI. Para esse tipo de investimento, a taxa máxima aceita deve ser de 0,3% ao ano.

As demais classes e ativos normalmente têm taxas administrativas maiores.

O IR deve ser considerado também. Mas há opções de investimentos que isentam a cobrança do imposto. As LCIs, LCAs, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)/Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRA), venda de ações na bolsa até R$ 20 mil (não sendo Day Trade) e rendimentos dos fundos imobiliários são exemplos.

Arquivo/at

Análise do tipo de aplicação é necessária de acordo com a expectativa de resgate do valor investido e com as oscilações do mercado financeiro

Fontes: Paulo Henrique Corrêa, José Márcio de Barros, Cecília Perini, Flávio Figueiredo e Eduardo Araújo.

Publicado em 21 de junho de 2020

Reportagem: Verônica Aguiar e Ivy Coutinho

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