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Oscar 2019 e as consequências da escolha de Green Book
Claquete

Oscar 2019 e as consequências da escolha de Green Book

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
No último domingo, diversos telespectadores ligaram suas TVs. Queriam saber qual filme seria considerado o melhor do último ano pela The Academy Awards. No páreo, obras com pegadas políticas, principalmente trazendo bandeiras atuais, discutidas pelos americanos e que, inclusive, refletiam muito do que pautou a última disputa presidencial. Porém, no fim, quem levou o prêmio foi Green Book: O Guia, um daqueles longa-metragens que logo será esquecido e que resultou em uma série de questionamentos ao Oscar.

 (Foto: Spike Lee/Divulgação)
(Foto: Spike Lee/Divulgação)
Mesmo tratando de racismo, o filme foi alvo de críticas pela forma com que o tema é abordado, pela perspectiva de um personagem branco, que protagoniza a história. Isso fez com que o Spike Lee, ícone da representação negra do cinema e um dos indicados da noite por Infiltrados na Klan, virasse as costas durante o discurso dos produtores premiados e considerasse a escolha “um erro”.

A situação é ainda mais contraditória se pararmos para pensar que foi a edição que mais premiou negros e mulheres na história da premiação — dois segmentos que vinham sendo renegados nos últimos anos e que ganharam espaço depois de protestos e ações como Oscar So White. Foram premiadas 15 mulheres e sete negros.

Além disso, entre os indicados estava Pantera Negra, um longa-metragem que quebrou paradigmas mundiais de representatividade e extrapolou expectativa de bilheteria. Porém, só levou prêmios técnicos (Figurino, Designer de Arte e Trilha Sonora). Com isso, a Academia perdeu a oportunidade de entrar em consonância com o público, nem que seja por uma única vez. Prevaleceu o conservadorismo.

 (Foto: Afonso Cuaron/Divulgação)
(Foto: Afonso Cuaron/Divulgação)
Falando em quebra de paradigmas, Roma rendeu o Oscar de Melhor Diretor a Afonso Cuaron, terceiro mexicano nos últimos quatro anos a vencer na categoria (mas isso será tema de outro artigo). Produzido pela Netflix, que apostou pesadamente em marketing, o filme tem belas cenas (ganhou também Melhor Fotografia), mas pesou contra ele a resistência àquelas produções do sistema de streamming. Conseguiu levar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o que acaba por corroborar ainda mais com a afirmação anterior.

Assim como o prêmio para Cuaron, também era esperado que Mahershala Ali, de Green Book, levasse o Oscar de ator coadjuvante, e Rami Malek, de Bohemian Rhapsody, de ator principal.

 (Foto: Rami Malik, Olivia Colman, Regina King e Mahershala Ali/Divulgação)
(Foto: Rami Malik, Olivia Colman, Regina King e Mahershala Ali/Divulgação)
A zebra mesmo ocorreu no prêmio de Melhor Atriz. Olivia Colman (A Favorita) foi eleita para surpresa dela mesma. A mais cotada e que vinha colecionando prêmios e elogios era Glenn Close, por A Esposa. Olivia realmente está muito bem, mas Glenn — já indicada seis vezes e sem vencer nenhuma — consegue transmitir com exatidão sentimentos e aflições em um trabalho primoroso e sutil.

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
O ponto alto da noite, entretanto, foi a apresentação de Lady Gaga e Bradley Cooper, que cantaram Shallow, tema de Nasce uma Estrela. A música fez com que a cantora levasse para a casa o Oscar de Melhor Canção Original e atribuo a este momento o aumento de 14,3% na audiência da premiação em comparação ao último ano. Isso deve ter deixado os organizadores satisfeitos. Ao contrário, todavia, da quantidade de críticas que a Academia recebeu após optar por Green Book.


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