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Os novos desafios para os professores de filosofia
Gilmar Ferreira
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Os novos desafios para os professores de filosofia

Os professores de filosofia vivem atualmente no Brasil uma situação bastante desafiadora. Após décadas de debate, de manifestações, de congressos acadêmicos e de lutas parlamentares, hoje a legislação define filosofia – bem como a sociologia – como disciplina obrigatória nos currículos do ensino médio.

Não foi fácil chegar a esta situação: após a retirada da disciplina dos currículos com a reforma tecnicista de 1971, os departamentos de filosofia das universidades brasileiras empreenderam um movimento de crítica de sua retirada e defesa de seu retorno. Esse movimento teve êxito parcial quando, em meados dos anos de 1980, foi aprovada a inclusão da disciplina filosofia como opcional, na parte diversificada do Currículo.

Os ecos desse movimento fizeram-se presentes no debates para a construção da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), após a promulgação da Constituição de 1988, e o projeto aprovado na Câmara previa filosofia e sociologia como disciplinas obrigatórias.

O desafio do professor de filosofia no Brasil hoje, assim, consiste em inventar uma prática de modo que o aprendizado de filosofia faça sentido para os jovens estudantes.
Só assim a inclusão da disciplina nos currículos poderá efetivar-se e consolidar-se.

No dia 2 de julho de 2008, o presidente da República em exercício, José Alencar, sancionou a lei que torna obrigatório o ensino de filosofia e sociologia nas escolas públicas e privadas de nível médio.

Trinta anos após ser eliminada desse nível de ensino, a filosofia retorna a ele como disciplina obrigatória em âmbito nacional, com lugar garantido por força de lei.

Sua reinserção no currículo de nível médio já vinha se processando desde 1980, mas em caráter muito precário e instável, na medida em que ficava na dependência de recomendação das secretarias Estaduais de Educação e da opção dos diretores de escola.

A situação com que a filosofia se defronta no atual ensino médio, porém, é inteiramente distinta da anteriormente – em que usufruiu de uma presença plena, na escola secundária anterior à reforma do ensino de 1971. Até meados de 1970, a filosofia era ministrada em uma escola secundária elitizada.

Nessas três décadas em que esteve total ou parcialmente ausente, o ensino médio passou por um processo de massificação crescente, incorporando estratos sociais menos privilegiados, que antes não tinham acesso a ele, uma clientela muito diversa da anterior: em sua maior parte encontra-se em escolas públicas com precária qualidade de ensino, sendo portadora de graves deficiências educativas, tanto do ponto de vista linguístico como em relação a referências culturais de caráter mais amplo.

Trata-se de uma situação inteiramente inusitada, porque, tradicionalmente, o saber filosófico pertence às formas eruditas de cultura, um saber refinado, exigente do ponto de vista teórico, elaborado de forma complexa, e que, portanto, em princípio, não está ao alcance de todos, mas apenas dos sábios especialistas ou iniciados na área.

Confrontados com o desafio de uma divulgação massiva, os profissionais da filosofia se veem às voltas com uma situação tensa e ambígua pela dupla face que apresenta esse desafio.

Luiz Alberto Bruno Souza é professor de Letras Português e Inglês e Metodologia da Língua Inglesa e Portuguesa.

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