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Obsessão rubro-negra
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

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Obsessão rubro-negra

Dos quatro clubes brasileiros que se enfrentaram por vaga nas semifinais da Libertadores, o Flamengo é o que tem o pior retrospecto na competição nos últimos 38 anos. Do título conquistado pelos rubro-negros na edição de 1981 até hoje, o mais longe que chegou foram as semifinais de 1982 e de 84, quando seis clubes, divididos em grupos de três, disputavam as vagas na final do torneio.

Por isso, compreende-se o frenesi e a ansiedade dos torcedores rubro-negros pelos 90 minutos finais desta quarta de final em Porto Alegre, duelo que o time do técnico Jorge Jesus vence o Internacional por 2 a 0.

Nunca, nestes 38 anos que o separam do único título do torneio, o Flamengo esteve tão forte e motivado para a conquista: jogadores de nível europeu, experientes, elenco com opções e treinador rodado. Mas este conjunto de fatores positivos tão expressivo acaba por realçar o quanto de prestígio o Flamengo perdeu ao longo de quase décadas.

Do Mundial de Clubes de 81 para cá, o clube se viu superado de tal forma na Libertadores que pouco se deu conta do absurdo. Em 13 participações, foram duas eliminações em triangular semifinal (1982 e 84), três nas quartas de final (1991, 93 e 2010), três nas oitavas de final (2007, 08 e 18) e cinco quedas na fase de grupos (83, 2002, 12, 14 e 17).

Neste período, São Paulo e Grêmio ganharam três edições do torneio e chegaram à final em outras três oportunidades. O Inter ganhou duas, Santos, Palmeiras e Cruzeiro ganharam uma e chegaram à final em outra.

Vasco, Corinthians e Atlético/MG ganharam uma. E Fluminense, Atlético/PR e São Caetano conseguiram chegar à final em uma oportunidade.

Para efeito de comparação em nível internacional, mas ainda dentro do próprio continente, o Boca Juniors, que poderia ser percebido como o Flamengo da Argentina, chegou a oito finais, com quatro conquistas. E o River Plate, em seis, com quatro títulos. Até o Olimpia, do Paraguai, nestes 38 anos, fez mais bonito, chegando às finais em cinco edições.

Ou seja: o Flamengo, apesar ter vencido a Copa Mercosul em 1999, não pode, por sua grandeza e tradição, ficar tanto tempo sem sequer chegar à final do torneio mais importante do continente.

É evidente que nada disso entrará em campo, logo mais, no Beira-Rio. Mas justifica a obsessão dos rubro-negros que, espalhados pelo mundo, estarão emanando energias em prol do fim desse jejum.

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