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O tempo nem sempre é um aliado
Doutor João Responde

O tempo nem sempre é um aliado

Um indivíduo apaixonado clama pela permanência do tempo. Uma pessoa deprimida suplica pela passagem do tempo. Dentro da medicina, o tempo é usado para curar, como acontece, por exemplo, durante um pós-operatório. Por outro lado, diante de uma emergência, o tempo se torna um inimigo.

Uma apendicite, por exemplo, exige intervenção imediata. Quanto mais tempo passa, pior se torna o quadro. Um afogamento exige respiração artificial rápida. Depois de um tempo privado de oxigênio, os pulmões comprometem o funcionamento cerebral e a vida se extingue.

Quem buscou um cirurgião dentista visando realizar um implante dentário, reclama do tempo exigido pelo organismo para fabricar tecido ósseo, necessário ao procedimento odontológico.

O exemplo mais cristalino que demonstra a necessidade do tempo é a evolução de uma gestação. O embrião precisa de tempo para se desenvolver.

Crianças prematuras necessitam correr atrás do tempo para recuperar seu pleno amadurecimento.
Brinca-se, dizendo que o tempo depende de que lado do banheiro encontra-se o indivíduo que dele necessita.

Pessoas insones sentem o tempo se arrastando, transformando a noite numa longa vigília.

Não somente o médico, mas qualquer indivíduo pode se ver diante de algo, cujo tempo age a favor ou contra a vida.

De repente, alguém se depara com uma situação de emergência e não faz ideia de como ajudar.

A diferença entre emergência e urgência é que a emergência gera uma ameaça imediata para o bem-estar, enquanto a urgência representa uma ameaça futura, que pode vir a se tornar uma emergência, caso não seja solucionada.

Na emergência, o aparecimento é súbito e fortuito, exigindo solução imediata. Na urgência não, embora a solução deva ser acionada em curto prazo.

Em situações de emergência, devem ser tomadas medidas súbitas para evitar que a situação se agrave.

Urgência é um estado em que não há risco imediato à vida, à saúde, à propriedade ou ao ambiente, mas, se não for atendida num determinado período de tempo, a situação pode se transformar em uma emergência.

Na verdade, a maior urgência da vida é lembrar que devemos aproveitá-la.

No âmbito da medicina, emergência é a circunstância que exige imediatamente conduta cirúrgica ou intervenção médica. Hemorragias, parada respiratória e cardíaca são exemplos clássicos de emergências.

As ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento médico e, muitas vezes, de intervenção cirúrgica, mas possuem caráter menos imediatista.

Infecções, fraturas, luxações e dengue, por exemplo, lembram quadros de urgências.

Milhares de vidas são salvas pelo atendimento médico de urgência. Nos últimos anos, os avanços no campo da saúde foram significativos. Quando a urgência quer falar, não há necessidade de preparar discurso.

No século passado, a maioria dos pacientes de emergência que davam entrada nos hospitais, acabava morrendo.

Hoje se observa que, em grande parte, as vítimas conseguem recuperar-se e retornam a uma vida normal.

Doenças graves e traumas produzidos por acidentes podem ocasionar morte, antes mesmo de a vítima chegar ao hospital.

A assistência deve começar no local da emergência e continuar durante o deslocamento para o hospital.

Após o transporte, efetuado pelo serviço de emergência, ocorre a transferência do paciente para o pronto-socorro, assegurando a continuidade da assistência.

Esse atendimento profissional é acompanhado por uma cadeia de recursos humanos. A dinâmica do trabalho em equipe favorece a obtenção do êxito.

O tempo jamais se cansa; enquanto nós, lutando contra ou a favor dele, precisamos parar para respirar. A única coisa que detém o tempo é a saudade.


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