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O sentido do olfato
Doutor João Responde

O sentido do olfato

Ao chegar, o cheiro tempera o ar. Quando parte, ele deixa lembranças – boas ou más. Um trivial aspirar pode despertar fome, provocar atração ou repulsa e resgatar cenas do passado. Quase tudo tem odor, e dele depende nossa sobrevivência, embora algumas vezes nós torçamos o nariz para o olfato, esse intrigante sentido.

Enquanto os outros sentidos só irão funcionar perfeitamente depois de algum tempo de vida, o olfato entra em ação assim que o ser humano vem ao mundo.

A partir da primeira semana, o bebê reconhece o odor da mãe. Todas as pessoas têm um cheiro próprio, uma espécie de combinação final de todas as substâncias odoríferas liberadas através da pele. É provável que o cheiro de cada um seja de fato uma marca registrada tão particular como a impressão digital.

Diferentemente da visão, que consegue notar uma série de cores ao mesmo tempo, o olfato é capaz de identificar apenas um odor de cada vez, mesmo que esse seja uma combinação de vários odores.

Se dois aromas coexistirem em um mesmo local, predominará o mais intenso, e no caso de ambos serem acentuados, a percepção do cheiro alternará entre um e outro odor.

A percepção dos odores acontece quando o ar, que possui as moléculas aromáticas, atravessa as fossas nasais e entra em contato com a mucosa olfativa.

Esta estrutura, também denominada mucosa amarela, é rica em terminações nervosas que enviam impulsos ao cérebro para que sejam interpretados. O resultado desse processo é a identificação dos cheiros.

A mucosa amarela é sensível a ponto de ser estimulada a produzir impulsos, mesmo com uma quantidade pequena de moléculas aromáticas.

Entretanto, quanto maior for a quantidade dessas moléculas no ar, maior será a quantidade de estímulos transmitidos ao cérebro e, consequentemente, maior a sensação e percepção do odor.

Esta sensação, mesmo quando intensa, é rapidamente assimilada pelo olfato. Ou seja, ele “acostuma-se” ao odor excessivo e passa a senti-lo de forma mais amena.

Na parte inferior da cavidade nasal está localizada a mucosa vermelha, que recebe esse nome por ser irrigada por grande quantidade de vasos sanguíneos. Além disso, ela também contém glândulas secretoras de muco, responsáveis por manter a região úmida.

Durante um resfriado, por exemplo, essas glândulas produzem muco em excesso, dificultando a percepção do paladar.

Os odores são fundamentais para identificar cheiros diferentes entre sabores iguais.

Quando a capacidade olfativa não está funcionando corretamente, o paladar também acaba envolvido, fazendo com que tenhamos a sensação de que aquilo que ingerimos está “sem gosto”.

O olfato pode estar comprometido pela perda total, perda parcial ou excesso de sensibilidade olfativa.

Anomia representa dano total ou parcial do olfato. Indivíduos acometidos por esse quadro nosológico não conseguem distinguir sabores específicos.

Hiposmia é a baixa sensibilidade olfativa. Hiperosmia é a sensibilidade excessiva aos odores, afetando, principalmente, mulheres grávidas.

Distorção do sentindo do olfato pode surgir como consequência de infecções orais, sinusites, má higiene bucal, lesões dos nervos olfatórios, depressão emocional, Parkinson, Alzheimer, doenças endócrinas, tumores nasais e cerebrais, alergias respiratórias, etc.

Idosos também apresentam diminuição da capacidade olfativa. O envelhecer provoca deterioração dos nervos responsáveis pelo olfato, deixando a lembrança decidir o que fazer com as sensações que as narinas absorveram da vida.

O tempo tem cheiro, os momentos têm cheiro, as coisas têm cheiro. Nós respondemos a cada um deles, de uma determinada maneira. Amamos e odiamos também pelo cheiro.


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