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O phallós grego e outros falos
Regina Navarro Lins
Regina Navarro Lins

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O phallós grego e outros falos

As estátuas do deus Hermes, com o pênis ereto, ornamentava fachadas de residências gregas. Aliás, a palavra Hermes era um sinônimo de pênis para os gregos. A genitália exposta, e proeminente, de sátiros e homens é encontrada em vasos e taças. A Atenas da idade clássica tinha obsessão pelo pênis, era uma falocracia.
Mutilações de Hermes

No ano de 415 a.C., os pênis das estátuas de Hermes, tão populares em toda Atenas, sofreram atentados, foram quebrados, causando desconforto geral entre os adoradores de Príapo, deus masculino. As mutilações de Hermes se tornaram fato intrigante entre os estudiosos do período. Havia também Dionísio, com seu volumoso membro viril.

Poderes mágicos?

Os obeliscos, criados pelos egípcios, são homenagens ao membro do homem. São esculturas altíssimas, com a ponta em forma de pirâmide. Um deles, chamado de A agulha de Cleópatra, está no Central Park, em Nova Iorque. Nas ruínas de Pompeia foram encontrados falos de bronze e terracota, com asas, rabos e pernas. Eles tinham a fama de possuírem poderes mágicos, usados como amuleto, no pescoço ou em braceletes.

Como guardar (exibir) um falo

Os envoltórios para cobertura de pênis, em sociedades onde os homens andam nus, são chamados falocriptos. Eles consistem de faixas de tecido, geralmente de chita, que é enrolado em torno dos testículos e do próprio pênis. O resultado é um volume que mais chama a atenção do que esconde o membro viril.

Penas e rabos de animais

Nas Novas Hébridas (atual Vanuatu, oceano Pacífico) os homens andam nus, portando falocriptos adornados com penas de pássaros ou rabos de animais, em torno do pênis. Este hábito foi notado no Amazonas, entre os marquesianos e também era de uso dos gregos antigos, que amarravam o pênis, de forma a que não balançasse durante os movimentos. Conchas, cabaças, chifres e canudos de bambu são alguns dos materiais usados como falocriptos.

Sexo por prazer

O mais completo guia de prática sexual do Ocidente é do americano Alex Confort. Publicado pela primeira vez na década de 1970, Os Prazeres do Sexo foi escrito sob a forma de verbetes distribuídos em seções.

Segundo suas palavras na introdução, “o primeiro livro fundamentado na biologia e na etologia do comportamento”. Ele também acentua que “para o gênero humano, sexo é apenas um décimo reprodução; nove décimos são entretenimento”. Essas singularidades se devem ao livro ser reflexo direto da Revolução Sexual recém-iniciada nos anos 1960.

A arte do pompoarismo

As possibilidades da vagina são múltiplas: orgasmos múltiplos vaginais, ponto G, ponto A, ponto U, ejaculação feminina, orgasmo combinado (ponto G e clitóris ao mesmo tempo) e pompoarismo. Uma prática comum na Tailândia. Vários documentários mostram pompoaristas em atividade em diversas partes do mundo. No documentário chinês Os últimos tabus, uma mulher aparece fumando pela vagina, no filme japonês O império dos sentidos, a mulher introduz um ovo cozido, que depois é expelido e comido, e no filme australiano Priscilla – a rainha do deserto, bolas de pingue-pongue são disparadas pela vagina.

No dicionário

O dicionário Michaelis explica o que é pompoar: “contração voluntária dos músculos circunvaginais, a fim de induzir sensações eróticas no pênis, durante o ato sexual.’ Tal prática prolonga e intensifica o prazer sexual.” Quanto a isso, parece não haver dúvida. Pelos relatos de quem viveu essa experiência, uma pompoarista tem vários orgasmos intensos e leva seu parceiro, por meio da massagem que sua vagina faz no pênis, a obter sensações de prazer intensas.

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