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O pecado capital
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

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O pecado capital

De todas as discussões sobre o técnico Jorge Jesus e do Flamengo que ele criou para deleite dos amantes do bom futebol, a única que o torcedor não deveria alimentar é a que fala do ódio dos técnicos brasileiros pelo português.

Porque não é verdade que ele seja odiado, e que esteja sendo rejeitado ou discriminado por ser de outra nacionalidade. E o próprio Jesus sabe disso.

Por isso, escolheu o termo “inveja” em seu desabafo, colocando para fora a tensão que o cerca às vésperas de coroar com êxito a passagem de um técnico europeu pelo clube mais popular do continente sul-americano — poderá ser o primeiro da história a conquistar os títulos do Brasileiro e da Libertadores, quiçá o Mundial de Clubes.

Antes de acusar os técnicos brasileiros de xenofobia, é bom explicar que xenófobo é quem tem “aversão ou rejeição a pessoas ou coisas estrangeiras”. E a literatura ensina que o preconceito gerado pela xenofobia costuma se manifestar em ações discriminatórias, com intolerância e aversão aos que vêm de outros países. Só que não houve até hoje nada que caracterize tal fato.

Deselegante

Podemos dizer que Valentim foi deselegante ao reagir às acusações do português de que o Botafogo houvera entrado em campo para caçar os jogadores do Flamengo; e que um ou outro treinador fora infeliz quando questionado sobre o porquê de o time rubro-negro jogar um futebol diferente ao qual nos acostumamos.

Personalidade

No final de junho, a convite da CBF, Jorge Jesus esteve reunido com treinadores brasileiros debatendo os rumos do futebol do País e as impressões colhidas por mim sobre a personalidade dele foram todas elogiosas. E não era mesmo para ser diferente.

Há mais de 20 anos que Jesus vem ao Brasil conhecer os clubes e trocar ideias com profissionais da geração dele (tem 65 anos), e o desejo de um dia treinar uma grande equipe do País já era conhecido antes mesmo de deixar o Sporting e fechar contrato com o Al Hilal, da Arábia Saudita.

Invejado

O problema é que treinador português veio trabalhar no clube brasileiro que hoje é um dos mais poderosos do País, com dinheiro e infraestrutura para acolher suas ideias. E trouxe com ele seu grupo de trabalho, demitindo profissionais que ocupavam cargos importantes.

Recebeu os mais caros reforços, estabeleceu nova ordem no Flamengo e, graças aos bons resultados e ao jogo ofensivo do seu time, foi abraçado de norte a sul do País e por todas as torcidas. Tudo que qualquer técnico sonha em viver. Portanto, é ou não é para ser invejado?

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