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O fair-play financeiro
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira


O fair-play financeiro

Um milhão de dólares. Este é o valor que os alemães do Bayern Munique oferecem de salários a Philippe Coutinho, livres de impostos, para um contrato de 12 meses. Para isso, basta que ele e seus agentes aceitem os termos do pré-acordo de empréstimo dos direitos federativos feito com a direção do Barcelona. O clube catalão receberá 20 milhões de euros pela cessão e ainda conversa sobre o preço para o caso de transferência em definitivo.

O acordo oficial deve ocorrer neste domingo (18), com a presença em Munique do iraniano Kia Joorabchian, representante de jogador, justamente para ajustar detalhes do contrato.

Coutinho, de 27 anos, comprado ao Liverpool no ano passado por 145 milhões de euros, fez 76 jogos e 21 gols em uma temporada e meia com a camisa do Barcelona. Participou das conquistas dos dois últimos títulos da La Liga, de uma edição da Copa do Rei e de uma Supercopa.

É certo que Coutinho não teve o protagonismo pensado pelos catalães quando investiram nele o dinheiro obtido com a venda de Neymar.

Mas o empréstimo do jogador que brilhava na Premier League não tem a ver só com o brilho em campo. É que com a regra do fair play financeiro estabelecido pela Uefa, os clubes europeus não podem ultrapassar os 100 milhões de euros do orçamento auditado na temporada anterior. Sob pena de ficar sem ter como registrar novas transferências.

Assim sendo, o grande desafio para os clubes europeus tem sido equilibrar o planejamento entre necessidade e orçamento.

E no caso do Barcelona, a ideia de emprestar Coutinho abre espaço para a volta de Neymar ao clube catalão. E não é exagero vincular a vinda de alguns astros para o futebol brasileiro a essa necessidade. Como na viagem de balão, é preciso eliminar o peso para estar em boa altura, exercício que exige zelo e eficiência.
Ou seja: os clubes europeus têm sido mais criteriosos com os veteranos que mais pesam no orçamento. Em geral, eles recebem proposta menor para a renovação do contrato após os 30 anos. E quando não aceitam, são liberados.

Os que procuram abrigo em outro clube também encontram dificuldades. Porque, dentro da nova política, todos preferem abrir espaços para os mais jovens. Ou para os mais baratos. Enfim, mais critério nos investimentos.

Apostem

Até o futebol brasileiro se adequar a este processo, vai ter mais gente retornando do paraíso.

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