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O academicismo como ferramenta de aprendizado
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O academicismo como ferramenta de aprendizado

Aprimeira academia institucional surgiu na França no século XVI. A academia Francesa foi uma associação composta pelas mais proeminentes pessoas instruídas nos assuntos relativos ao idioma Francês. Criada em 1635 por Richelieu, foi fechada em 1793, durante a revolução francesa, e novamente instituída por Napoleão Bonaparte, em 1803.

Foi instaurada invocando-se o “sítio de Akademues” - local da Grécia antiga onde teria sido os jardins dos heróis Akodemus e escolhido por Platão para ministrar suas palestras aos discípulos – recebendo aquele lugar o nome de “Akademia”.

No Brasil o academicismo surgiu no século XVII, conhecendo um pródigo movimento acadêmico, que congregava diversos letrados. Tais movimentos propagaram-se por várias regiões e, em momentos diferentes, ditaram regras ou seguiram de perto cânones artísticos.

No século XIX, agremiações semelhantes, mas com propósitos diversos, passaram a ser confundidos com certa oficialidade intelectual, e nesse sentido a Academia Imperial de Belas Artes (1816) pode ser tomada como uma precursora.

Já no final desse mesmo século, com a criação da Academia Brasileira de Letras (1896), por escritores e intelectuais como Lúcio Mendonça, Machado de Assis, Olavo Bolac, Graça Aranha, Joaquim Nabuco, e Ruy Barbosa. Tendo por objetivo o cultivo da língua portuguesa e da literatura Brasileira.

No Espirito Santo, o academicismo surgiu no início do século XX, quando foi fundado em 1921 a Academia Espiritosantense nos mesmos moldes da Academia Francesa e Brasileira, por incentivo de intelectuais como Alarico de Freitas, Garcia de Rezende e Elpidio Pimentel, com a finalidade de congregar os intelectuais e orientar o movimento literário capixaba.

A grande novidade e motivo de orgulho para todos os capixabas é que o academicismo entre os jovens nasceu no Espirito Santo no início desse século (2001), quando Leonardo Monjardim, reuniu um grupo de jovens escritores e formalizou o que viria a ser a primeira Academia Jovem de Letras do Brasil, servindo de modelo para outros Estados.

Agora, a proposta é institucionalizar a Academia Estudantil de Letras nas escolas do nosso Estado, contemplando alunos entre 10 e 15 anos, com o objetivo de fomentar a formação de novos escritores.

Acredito, que o letramento é o resultado da ação de ensinar ou aprender a ler e escrever, assim como a decorrência do uso dessas habilidades em praticas sociais.

A leitura e a escrita são ferramentas importantes para todo e qualquer indivíduo inserido dentro da sociedade; ambos são considerados tipos específicos do comportamento verbal e estão dentre as tecnologias intelectuais, que proporciona aos indivíduos estilos de pensamentos diferentes sendo eles habilidades necessárias para a formação de todo e qualquer ser humano.

Daí a importância de criarmos estratégias e ferramentas para estimular crianças e jovens a ler e escrever. Por isso acredito no projeto da Academia Estudantil de Letras, como politica pública na educação do nosso País.

E penso que podemos ser pioneiros nesse modal de gestão da educação, institucionalizando as academias estudantis de letras nas escolas dos nossos municípios e estados.

Leonardo Monjardim é membro da Academia Espírito-santense de Letras.

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