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Nuroc prende golpistas que anunciavam carros de luxo na internet


O Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção do Estado do Espírito Santo (Nuroc), em ação conjunta com a Gerência de Combate ao Crime Organizado da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso (GCCO-MT), deflagrou a operação LOX, com o objetivo de cumprir 10 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão.

Os investigados são integrantes de uma organização criminosa especializada em crimes de estelionato pela internet. Oito pessoas foram presas e duas estão foragidas. A ação aconteceu nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Alta Floresta.

As investigações apontaram que os suspeitos simulavam a comercialização de veículos de luxo e, com o uso de comprovantes de depósitos falsificados, enganavam as vítimas, que acreditavam estar negociando veículos que, na verdade, não pertenciam aos suspeitos.

Somente uma das vítimas realizou depósitos que somaram R$ 185 mil em contas bancárias indicadas pelos suspeitos.

"A internet é campo fértil para o cometimento de crimes, tendo em vista que os suspeitos acreditam estar protegidos pelo anonimato. No entanto, é certo que a polícia dispõe de mecanismos para rastrear todas as operações realizadas no mundo virtual, sendo possível a identificação daqueles que insistem em utilizar a internet como forma de cometer crimes", afirmou o delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado, Diogo Santana Souza.

O titular do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção, Raphael Ramos Correa Luiz, orienta que as negociações devem ser feitas pessoalmente. “As vítimas invariavelmente são atraídas pelo preço, muito abaixo do praticado no mercado. Nossa orientação é no sentido de que os sites de compra e venda sejam utilizados apenas como instrumento de pesquisa e apresentação entre os interessados, mas que as negociações sejam sempre concretizadas pessoalmente e observando-se todas as cautelas possíveis”, disse.

A operação LOX foi batizada a partir de um anagrama construído com as letras do site de comércio virtual utilizado pelos suspeitos para o cometimento dos golpes.

“O anunciante dizia que estava viajando a trabalho, mas seu cunhado estava na posse do veículo e eu poderia olhar o automóvel diretamente com ele. Confirmado que o veículo não possuía qualquer restrição e estava em bom estado, bem como a relação de parentesco entre eles, resolvi comprá-lo”, disse uma vítima.

“Ele solicitou a transferência do valor para três contas distintas, o que foi feito on-line, no próprio cartório, quando do reconhecimento de firma. Dias depois, soube que o anunciante se passou por outra pessoa, que também foi vítima e que não recebeu o dinheiro que depositei. Esse vigarista disse que eu era um ex-empregado, com um crédito trabalhista, e que receberia o carro como pagamento de tal dívida”, completou.