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Novas formas de pensar e viver
Regina Navarro Lins
Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins


Novas formas de pensar e viver

Após a Segunda Guerra, com a destruição de Hiroxima e Nagasaki, a ameaça da bomba atômica paira na cabeça dos jovens. Com o sentimento de insatisfação que isso provoca, eles começam a questionar os valores de seus pais. Muitos deles, principalmente nos Estados Unidos, se recusam a dar continuidade a um estilo de vida que consideram medíocre e superficial.

Antigos valores questionados

Ao contrário de se enquadrar nos papéis determinados pela sociedade, estavam dispostos a buscar uma verdadeira liberdade, com emoções diferentes e novas sensações. O advento da pílula anticoncepcional, aliado ao momento crítico, prepara o terreno para a Revolução Sexual. Estamos hoje no meio de uma profunda transformação das mentalidades, em que antigos valores estão sendo questionados.

Fim dos preconceitos

Ao longo dos séculos os escritores escandalizam a sociedade humana. A crueza com que muitas vezes descrevem a vida amorosa de seus personagens agride o senso comum, sempre carregado de construções morais. Mas a arte presta importante serviço à tarefa infinita do conhecimento e fim dos preconceitos.

Punições absurdas

Em 1231, o rei da Sicília, sob ordens do Imperador Frederico II, adotou uma série de leis com a intenção de diminuir a penalidade das mulheres adúlteras: em vez de ferimentos à espada, era decretado o confisco da propriedade do homem que fizesse sexo com uma mulher casada, enquanto a esposa condenada sofria um corte profundo no nariz, punição considerada suficiente.

Todos pertenciam a todos

Durante muito tempo, até cinco mil anos atrás, a ideia de casal foi desconhecida. Cada mulher pertencia igualmente a todos os homens e cada homem a todas as mulheres. O matrimônio era por grupos. Cada criança tinha vários pais e várias mães e só havia a linhagem materna. Com o surgimento do patriarcado, há mais ou menos cinco mil anos, e da propriedade privada, apareceu o casal.

Mulheres decididas

Para a pesquisadora americana Shere Hite, 99% das suas entrevistadas divorciadas afirmaram, no seu estudo de 1987, que a decisão partiu delas, não dos maridos. Para Hite isso é bastante surpreendente, já que contradiz tão completamente a opinião popular de que geralmente é a mulher que é “abandonada”, que as mulheres “visam mais segurança” que os homens, etc.

Tentativas frustradas

Quase todas as mulheres dizem que lutaram durante vários anos pela melhoria de seus relacionamentos antes de decidirem rompê-los. E a maioria, ao contrário das expectativas, pede e obtém divórcios, não porque o homem está sendo “infiel” (apesar de ele poder ser – e ela também) e devido à “insatisfação sexual” (a maioria acha que isso pode ser solucionado ou contornado, arranjando-se um amante), mas por causa da sua solidão e isolamento emocional no casamento.

Ser “homem” não é fácil

Várias sociedades utilizam ritos de iniciação para que o menino se afaste do mundo das mulheres e renasça homem. Esses rituais comportam três etapas bastante dolorosas: a separação da mãe e do mundo feminino; a transferência para um mundo desconhecido; a passagem por provas dramáticas e públicas. Quando tudo é concluído, o menino é considerado um homem. Em diferentes culturas e épocas observa-se a preocupação de que os filhos sejam contaminados pelas mães.

Amor entre mulheres

A fechadíssima sociedade de Boston, EUA, berço da aristocracia americana, curiosamente foi pioneira na consolidação de relacionamentos homossexuais femininos no final do século 19. Algumas herdeiras ricas mantiveram longos casamentos entre si. O costume se tornou tão influente que as relações lésbicas estáveis passaram a se chamar “Casamento de Boston”.
 

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