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Nossas vigilantes e aliadas amígdalas
Doutor João Responde

Nossas vigilantes e aliadas amígdalas

Tonsilas ou amígdalas são órgãos que auxiliam na fabricação de anticorpos para combater bactérias agindo, assim, como grandes aliadas do sistema imunológico.

Localizadas na encruzilhada entre a boca, o nariz e a garganta, as amígdalas acabam percebendo e processando os germes que invadem o organismo, pelo ar ou pelos alimentos. Sua principal função é produzir anticorpos para que o corpo consiga se defender rapidamente.

Antes de se conhecer a utilidade das amígdalas, era comum retirá-las por meio de cirurgias. O objetivo visava livrar-se das inflamações corriqueiras, causadas pelas próprias bactérias com que as amígdalas entravam em contato para defender o organismo.

Hiperplasias surgem quando as amígdalas crescem muito, dificultando a respiração e a ingestão dos alimentos.

Atualmente, o tratamento com os antibióticos dá conta de grande parte das amigdalites. Por isso, a remoção só deve ocorrer quando há realmente necessidade.

Amígdala rino-faringeana, localizada entre a faringe e o canal que leva ao nariz, amígdalas palatinas, situadas no palato e as amígdalas linguais, que estão na base da língua, caracterizam os três tipos de tonsilas.

Amígdalas palatinas têm como função principal a produção de anticorpos para o combate dos micro-organismos causadores de enfermidades, agindo, dessa forma, como grandes parceiras do sistema imunológico.

Elas são extremamente ricas em linfócitos, células que atuam na defesa do corpo, e estão localizadas em uma posição estratégica, ou seja, entre a boca, o nariz e a garganta.

Essas estruturas possuem grande importância para o organismo, agindo como barreiras contra agressões externas.

Em função da sua localização privilegiada, as amígdalas são ao mesmo tempo vulneráveis, sendo contaminadas com frequência, produzindo inflamações e infecções, principalmente em crianças.

A tonsilite, popularmente chamada de “dor de garganta”, geralmente é aguda, mas pode também ser crônica. Bactérias e vírus são os vilões das amigdalites.

Os principais sinais e sintomas da tonsilite são: aumento do tamanho das tonsilas, dor de garganta, febre, cansaço, falta de apetite, dificuldade de engolir e cefaleia.

Os gânglios linfáticos do pescoço também podem aumentar de tamanho e se tornarem mais sensíveis à palpação.

Nos casos crônicos costumam surgir halitose, formado por bactérias que se alimentam do muco acumulado nas amígdalas. Embora seja raro, o aparecimento de abscesso faz a infecção se espalhar, podendo evoluir para septicemia.

O diagnóstico de amigdalite é feito pela inspeção da garganta, que mostrará as amígdalas inchadas, vermelhas e com manchas brancas.

Externamente, os nódulos linfáticos, localizados na mandíbula e no pescoço, podem se tornar dolorosos e sensíveis à palpação.

Na maioria das vezes, o histórico familiar e o exame clínico conduzem ao diagnóstico.

Mas, nem sempre ele é tão característico. A hipertrofia das amígdalas algumas vezes é questionável ao exame físico e, mesmo quando presente, ela pode ser decorrente de outras causas, como alergias, por exemplo.

Exames laboratoriais complementarão o quadro clínico. O hemograma indicará sinais de infecção aguda e a cultura de material da garganta ajudará a determinar o germe infectante.

Amigdalite viral não requer tratamento específico, porque a cura espontânea ocorre em alguns dias, bastando apenas o tratamento sintomático.

Tonsilite bacteriana deve ser tratada com antibióticos, além de analgésicos e antitérmicos.

Amigdalites recorrentes podem produzir febre reumática e glomerulonefrite.

Embora provoque tanto incômodo, tratar uma amigdalite é mais fácil que desatar um “nó na garganta”.


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