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No Teatro da Ufes, João Carlos Martins, o maestro que rege a própria dor

Entretenimento

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No Teatro da Ufes, João Carlos Martins, o maestro que rege a própria dor


Maestro encantou o público no Teatro da Ufes (Foto:  Vítor Zorzal)
Maestro encantou o público no Teatro da Ufes (Foto: Vítor Zorzal)

Também na arte, os heróis precisam emergir do sofrimento. Não basta ser um virtuose do piano e alcançar reconhecimento internacional como um dos maiores intérpretes de Bach de todos os tempos. Não basta ter um domínio ímpar de seu instrumento e ser capaz de executar mais de 20 notas por segundo. Para o Brasil, principalmente, isso ainda é pouco. Para ser uma lenda é preciso mergulhar fundo em um calvário particular e voltar de lá para contar a história.

Quem ainda conseguir ingressos para o espetáculo “Concerto para João” (hoje, às 18 horas, no Teatro da Ufes) terá o privilégio de ver em carne, osso e cicatrizes um verdadeiro herói, não de “capa e espada”, mas de partituras e coragem.

Quando entra no palco, depois de um espetáculo competente e bem montado, o velho maestro encanta com sua presença, sua voz, seus causos e uma “gigantesca pitada” de genialidade ao piano, que é, ao mesmo tempo, o instrumento e a paixão que ele teimosamente se recusa a abandonar, não importam as cirurgias, as dores e as frustrações impostas por limitações inacreditáveis que vitimaram suas mãos.

A rápida e marcante presença de João no palco é, na perfeita definição do competente ator e diretor Cassio Scapin, que encarna o músico, a “cereja do bolo”. E é mesmo. A plateia, que na noite deste sábado (18) viajou junto com os atores em um texto envolvente, terminou a noite mimando, festejando e tirando fotos com o paulistano de quase 80 anos que não cansou de se reinventar e virou exemplo na também necessária arte da superação.


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