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Motoristas vão responder por depredação de ônibus


Passageiros tentam embarcar em coletivo na avenida Governador Bley, no Centro de Vitória. (Foto: Leone Iglesias/Arquivo AT 04/12/18)
Passageiros tentam embarcar em coletivo na avenida Governador Bley, no Centro de Vitória. (Foto: Leone Iglesias/Arquivo AT 04/12/18)
Os crimes cometidos durante a greve dos rodoviários na Grande Vitória começaram a ser investigados ontem pela Polícia Federal. Os envolvidos vão responder, inclusive, pela depredação de 11 ônibus, conforme apurou a reportagem de A Tribuna.

A pena pode chegar a três anos de prisão, já que a destruição aconteceu a um bem considerado de serviço público, como prevê o artigo 163 do Código Penal.

Na última segunda-feira, ônibus foram depredados nos municípios da Serra e de Cariacica, onde duas pessoas ficaram feridas.

Na Serra, as depredações começaram por volta das 4h30. “Pelo horário, fica claro que a ação não partiu da população”, disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Ramalho.

Os responsáveis podem responder por outros três crimes, divulgados na edição de ontem de A Tribuna: constranger alguém mediante violência; participar de abandono coletivo de trabalho; e participar de suspensão coletiva de trabalho, provocando a interrupção de serviço de interesse coletivo — caso do transporte.

Somadas, as penas podem chegar a quatro anos de prisão e multa. A investigação será conduzida pela Polícia Federal por causa do tipo do crime.

Segundo o Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES), que fez o pedido de investigação, compete à Justiça Federal processar e julgar crimes contra a organização do trabalho. O prazo para conclusão das investigações é de 90 dias.

O presidente do Sindicato dos em Rodoviários (Sindirodoviários), José Carlos Sales, negou que as depredações tenham acontecido a mando dos diretores sindicais. “Apoiamos qualquer tipo de investigação da polícia. É preciso identificar quem fez isso”, afirmou Sales.