search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Ministério da Justiça deporta físico condenado por terrorismo na França

Notícias

Internacional

Ministério da Justiça deporta físico condenado por terrorismo na França


Físico Adlène Hicheur. Foto: Reprodução / Internet.
Físico Adlène Hicheur. Foto: Reprodução / Internet.
Físico Adlène Hicheur. Foto: Reprodução / Internet.

O físico Adlène Hicheur, 39 anos, condenado por terrorismo na França, foi deportado do Brasil na sexta-feira, 15. O voo em que o francês deixou o país decolou pouco depois de 22 horas do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro.

A vice-reitoria da UFRJ, Denise Nascimento, teria tentado evitar a medida no aeroporto e pediu mais explicações sobre as acusações, mas, segundo a assessoria de imprensa, não conseguiu evitar que Hicheur fosse deportado.

Hicheur afirmou em carta a colegas que foi preso de forma injusta e que somente visitou sites islâmicos subversivos. Ele foi preso em 2009, acusado de planejar atentados terroristas, sendo condenador a 5 anos de prisão. Cumpriu 2 anos de prisão e obteve liberdade provisória.

O físico chegou em 2013 ao Brasil, onde foi contratado pela universidade como professor visitante.  A UFRJ afirma que sua contratação seguiu os trâmites habituais. Desde que chegou ao país, o físico era monitorado pela Polícia Federal e, em outubro, sua casa passou por buscas de agentes.

Em nota, a UFRJ se manifestou contra a deportação do professor. "A Reitoria da UFRJ foi surpreendida nesta sexta-feira, 15 de julho, com a notícia da sumária deportação do professor visitante Adlene Hicheur, pesquisador do Instituto de Física. Manifestamos extrema preocupação com a ação, anunciada sem apresentação de justificativas claras e atenção a princípios democráticos básicos, como direito à defesa”, diz nota.

“O pedido de renovação de contrato do professor Adlene Hicheur foi analisado pelos vários colegiados da UFRJ e aprovado na universidade. O professor desenvolveu na UFRJ novas linhas de pesquisa, assim como deu continuidade a trabalhos já em andamento quando da sua contratação. Dentre os trabalhos científicos realizados podem ser destacados artigos e descobertas importantes para a Física de Partículas", conclui nota.

O Ministério da Justiça também divulgou uma nota sobre a deportação do físico. "O Ministério da Justiça e Cidadania comunica que, acolhendo recomendação do Departamento de Polícia Federal, fundada no Estatuto do Estrangeiro e respectivo regulamento (2º do art.57 da lei nº86.715, de 1981), tendo em vista o indeferimento do pedido de prorrogação de autorização de trabalho no país, e dada a conveniência ao interesse nacional, autorizou a deportação sumária do cidadão franco-argelino Adlène Hicheur".


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados