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Mentiras de amor que fazem rir

Entretenimento

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Mentiras de amor que fazem rir


O ditado popular garante que mentira tem a perna curta. Mas será que não há “mentira boa”? É melhor mesmo falar toda a verdade, doa a quem doer? E isso inclui contar para uma amiga que o marido estava aos beijos com outra na rua?

Zezé Polessa,  Miguel Falabella, Karin Hils e Frederico Reuter formam o elenco de “A Mentira
Zezé Polessa, Miguel Falabella, Karin Hils e Frederico Reuter formam o elenco de “A Mentira
“A minha personagem na peça diz que as coisas seriam mais simples se nós simplesmente disséssemos a verdade. Concordo com ela”, diz Zezé Polessa, aos risos, na conversa com o AT2 sobre “A Mentira”, espetáculo assinado por Miguel Falabella, que chega a Vitória nos próximos dias 26 a 28.

Na comédia cheia de surpresas, dois casais se encontram em um jantar e expõem suas mentiras e omissões em nome do amor. Vale uma mentirinha para salvar a relação? “Para mim não vale, não. Não acredito que exista mentira boa”, conclui a atriz de 65 anos.

“Não sou boa em contar mentiras” - Zezé Polessa, atriz

AT2: Em “A Mentira” você volta a dividir os palcos com Miguel Falabella e são amigos de longa data. Como tem sido esse reencontro?
Zezé Polessa: Eu e Miguel somos muito amigos e parceiros. Nos conhecemos há muitos anos, começamos praticamente juntos, no grupo Pessoal do Despertar. Montamos o espetáculo “O Despertar da Primavera”, que falava sobre a adolescência e nós éramos adolescentes. Foi um sucesso, as pessoas gostaram muito. E continuamos.

A gente também morou junto, dividimos contas, perrengues, criatividade e alegrias da vida. Todos nós, quando saímos de casa, passamos por uma certa censura, por tentativas de impedimento para que vivêssemos do teatro. Isso comigo foi tão forte que eu me formei, sou médica. Mas quando acabei a faculdade, eu disse “acabou”, e fui fazer o que eu queria. Mas foi tudo muito difícil. Eu e Miguel ficamos um tempo sem trabalhar juntos, mas nunca paramos de nos ver. Então, é um reencontro, embora a gente nunca tenha estado longe um do outro.

Zezé: “A minha vida é mais fluida” (Foto: TV Globo/Estevam Avellar)
Zezé: “A minha vida é mais fluida” (Foto: TV Globo/Estevam Avellar)
AT2: “A Mentira” estreou há pouco tempo. Como foi a recepção do público a essa comédia?
Zezé Polessa: Olha, é muito impressionante. Porque, às vezes, você gosta da peça, acha tudo maravilhoso e nem sempre as pessoas acham a mesma coisa. Mas esse autor, Florian Zeller, esse dramaturgo francês, é muito bom.

AT2: E o que a peça aborda?
Zezé Polessa: Fidelidade, casais, relacionamento. Mas há aqui uma estrutura de um jogo, um truque teatral, que é uma referência feita ao teatro. E a plateia adora. Fizemos duas semanas e é um prazer olhar para o público durante a peça. Dá para sentir que todos estão muito atentos.

AT2: Como você se identifica com sua personagem?
Zezé Polessa: Ela é provavelmente uma arquiteta, é uma mulher casada, está em um relacionamento, mas ela também quer viver a vida dela, quer ter as suas próprias experiências.

Nessa questão do casamento, eu não me identifico muito com Alice, não. Mas esse é um assunto que me interessa. Eu nunca tive casamentos longos, meus casamentos acabam mesmo. Quero dizer, o sentimento não acaba. Mas o momento com aquela pessoa sim.

A minha vida é mais fluida nesse sentido, eu não tenho essa coisa de me manter apegada. Ou, claro, de mentir para manter uma relação.

AT2: Você disse que acha mais simples dizer a verdade. Então, não mente?
Zezé Polessa: Olha, eu não sou boa nisso, não. Não sou boa em contar mentiras. Não é que eu nunca tenha contado uma. É que, depois que eu conto uma mentira, eu me sinto péssima, uma covarde. E agora, mais velha, estou ficando ainda pior nisso.

AT2: Como assim?
Zezé Polessa: Outro dia, falei para o pessoal daqui de casa, “vou falar uma mentira”. Eu esqueci de ir ao dentista e eles me mandaram uma mensagem perguntando se estava tudo bem. Pensei “vou falar que eu estava a caminho, mas passei mal”. Eu disse para a minha secretária, avisei para ela, para as meninas aqui em casa: “Vou contar uma mentira horrível e vocês não falem nada!”.

Então, peguei o telefone e esqueci! Esqueci completamente qual era a mentira, esqueci de mentir e falei: “me desculpe, eu esqueci a consulta”. (Gargalhadas) Achei tão complicado mentir, não consegui. Foi mais fácil falar a verdade. Então, pedi para eles marcarem uma outra consulta. (Risos)


SERVIÇO:

“A Mentira”
O quê: Comédia no 10º Circuito Banestes de Teatro
Texto: Florian Zeller
Versão brasileira e Direção: Miguel Falabella
Elenco: Miguel Falabella, Zezé Polessa, Karin Hils e Frederico Reuter
Gênero: Comédia
Classificação: 10 anos
Duração: 90 minutos
Quando: 26 a 28 de julho
Horários: Dias 26 e 27, às 21h. Dia 28, às 17h
Onde: Teatro Universitário. Av. Fernando Ferrari, 514, Campus Universitário, Goiabeiras
Quanto: Térreo, R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia). Mezanino, R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Clientes Banestes e Banescard pagam meia.
Vendas: Bilheteria do teatro (das 15h às 20h) ou pelo site tudus.com.br
Informações: 3376-0933/ wbproducoes.com


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