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Médicos vão poder realizar consultas e dar diagnóstico pela internet

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Saúde

Médicos vão poder realizar consultas e dar diagnóstico pela internet


Para o presidente da Ames, Leonardo Lessa, a tecnologia é importante, mas é preciso ter consulta pessoalmente antes do contato online. (Foto: Rodrigo Gavini/Arquivo AT 19/10/18)
Para o presidente da Ames, Leonardo Lessa, a tecnologia é importante, mas é preciso ter consulta pessoalmente antes do contato online. (Foto: Rodrigo Gavini/Arquivo AT 19/10/18)
A partir de maio, médicos vão poder realizar consultas, diagnósticos e outros atendimentos a distância, por meio da internet, no País. Uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre telemedicina deve ser publicada nesta semana.

Até então, o único atendimento via telemedicina aceito era quando médicos faziam contato – em videoconferência, por exemplo – com colegas especialistas em outros locais durante procedimentos, em uma espécie de segunda opinião.

Agora, resolução do CFM prevê que esse tipo de atendimento on-line possa ser realizado também entre médicos e pacientes que já tiveram ao menos uma consulta prévia anterior.

Para o Conselho, a medida representa um novo marco no exercício da medicina. “O paciente podia tirar alguma dúvida por WhatsApp, mas não existia a possibilidade de consulta”, explica o relator da norma, Aldemir Soares.

“Mas quando o paciente vai só para mostrar exames, ou se já tem histórico de atendimento, ele poderá fazer isso a distância”.

A exceção são comunidades remotas, como próximas a florestas, em que o primeiro atendimento também pode ser virtual. Mas o paciente deve estar acompanhado de outro profissional de saúde.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), Celso Murad, a resolução vai melhorar o atendimento, principalmente, na região Norte do País, onde há comunidades mais isoladas dos centros urbanos e poucos médicos.

“A telemedicina vai permitir que esse médico, por não ser especialista em tudo, entre em contato com outros para que tenha orientação nos casos e preste uma assistência de qualidade”, disse.

Já o presidente do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes), Otto Baptista, diz que a resolução promete mais rapidez e agilidade no processo de atendimentos dos pacientes.

Para o presidente da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), Leonardo Lessa, a tecnologia é importante, mas é preciso ter o contato presencial entre médico e paciente antes da consulta se tornar on-line. “É necessário estabelecer relação entre o médico e o paciente. Não se pode simplesmente abrir um aplicativo e iniciar a consulta”.

Saiba mais

Como é hoje

A Telemedicina era realizada apenas entre médicos, como uma segunda opinião. Alguns hospitais universitários já usavam a modalidade, mas em caráter experimental.

Como vai ficar

  • A Nova resolução do Conselho Federal de Medicina define a prática de teleconsulta e estabelece regras, como necessidade de que o primeiro atendimento seja presencial.
  • Estabelece ainda intervalo de no máximo quatro meses para consultas presenciais – no caso de pacientes crônicos, por exemplo.
  • Também prevê que atendimento seja gravado e armazenado seguindo critérios, com proteção garantida para sigilo.
  • Caso o paciente não concorde com a gravação, a consulta não pode ser realizada.
  • Caso o médico prescreva exames e medicamentos, o documento deve conter dados de identificação, registro de data e hora e assinatura digital do médico.
  • Na telecirurgia, os procedimentos devem ocorrer em espaços com infraestrutura, com médico que opere equipamento robótico e outro que acompanhe o paciente no local.

Diagnóstico e triagem

  • O texto aprovado pelo CFM permite também o diagnóstico a distância. O relator conta que a tecnologia já permite que alguns exames, como o de ouvido e garganta, possam ser feitos pela internet. O telediagnóstico é útil também para que profissionais possam pedir a opinião para colegas sobre determinados casos.

Teletriagem

  • A resolução prevê ainda a teletriagem, quando um médico avalia o paciente e determina qual o tipo de atendimento que ele deve receber. Isso evita que o paciente, por exemplo, seja encaminhado para uma especialidade que não é tão apropriada para o seu caso.

Planos particulares

  • Todas as regras estabelecidas na norma se aplicam para a assistência em geral, seja de médicos particulares, que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), ou para planos.
  • Neste primeiro momento, serviços particulares ou ligados a planos de saúde têm mais condições de colocar em prática os serviços remotos, uma vez que nem todas as cidades têm unidades de saúde informatizadas. Mas a perspectiva é de que o cenário mude em pouco tempo, com a chegada ao País da quinta geração de rede celular (5G).
  • A expectativa é de que a velocidade de transmissão de dados seja mais rápida e eficiente. Há todo um movimento para que pontos de assistência do SUS sejam informatizados. O importante, segundo o relator da norma, Aldemir Soares, é que as regras estejam disponíveis quando as condições estiverem disponíveis.

Cirurgias a distância

  • A resolução do Conselho Federal de Medicina permite também cirurgias a distância. Já existe no País cerca de 40 centros habilitados para esse tipo de procedimento em que um médico opera, por meio de um robô, um paciente que pode estar a muitos quilômetros de distância.
  • A norma do Conselho, que deverá ser publicada nesta semana, prevê que o procedimento somente poderá ser feito em locais com infraestrutura adequada.
  • além do cirurgião remoto, é preciso estar presente no local onde está um paciente, um cirurgião da mesma especialidade para poder auxiliar na operação, com manipulação de alguns instrumentos e, caso haja qualquer problema, pode assumir a operação.
Fonte: Conselho Federal de Medicina (CFM) e pesquisa AT.

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