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Médico abandona profissão por vício em cocaína

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Médico abandona profissão por vício em cocaína


Cocaína  levou profissional à dependência, a ponto de ele não conseguir gerenciar a própria vida (Foto: Arquivo/AT)
Cocaína levou profissional à dependência, a ponto de ele não conseguir gerenciar a própria vida (Foto: Arquivo/AT)

Debaixo do jaleco branco e de todo respeito conquistado com sua trajetória de sucesso, um médico de 48 anos escondia o lado sombrio de sua própria vida. Até que o vício em cocaína chegou em um ponto tão alarmante que ele não conseguiu mais atender, sendo forçado a abandonar de vez a profissão exercida por quase 20 anos.

O cirurgião começou a usar a droga para se manter acordado no plantão e produzir mais. Logo a euforia instantânea, causada pela cocaína, passou a ser motivo de uso para os estudos: ler artigos e se especializar na profissão.

Mas não demorou muito para que o estímulo virasse dependência. Foram 10 anos de uso constante, até o momento em que a substância que o tornava produtivo fez o médico não ter mais condições de gerir a própria vida.

“O prejuízo veio ao longo do tempo, quando isso começou a afetar todos os aspectos da vida dele, profissionalmente e com a família, que foi abandonada”, relata a psiquiatra Amanda Gomes Marques, responsável pelo tratamento do cirurgião, que não terá o local de atuação revelado para não expor sua identidade.

Sem alternativas, a família tomou a decisão de interná-lo em uma clínica de reabilitação, mesmo contra a vontade dele – a chamada internação compulsória. “Ele resistiu muito, não queria e não entendia a necessidade mesmo após deixar o emprego”, conta Amanda.

Mas a rotina dentro da clínica fez bem ao médico. “Logo no primeiro mês ele percebeu a importância, pois a lucidez retornou junto com o juízo crítico. Ele se entregou totalmente ao tratamento”, disse a psiquiatra.

Além do processo inicial de desintoxicação, o cirurgião passou a ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, educador físico e terapeuta ocupacional. “O tratamento adequado é multidisciplinar, que olha para o indivíduo como o todo que ele é. É preciso uma abordagem individualizada e personalizada”, ressaltou o presidente da Associação das Clínicas Psiquiátricas do Estado, Luiz Henrique Casagrande.

Foram dois meses de tratamento até a alta médica. Ao sair, ele conseguiu se manter limpo e foi além: voltou a atender como cirurgião.

Leia a matéria completa na edição deste sábado do Jornal A Tribuna.
 


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