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Medicina a distância para diminuir espera no SUS

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Saúde

Medicina a distância para diminuir espera no SUS


Melhorar a atenção primária à saúde e reduzir as longas filas de espera para ser atendido por um especialista dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa é a proposta do Telessaúde, uma ferramenta do Ministério da Saúde que proporciona ao paciente um atendimento diferenciado sem que ele tenha que se deslocar para outro município.

Chefe da unidade de e-saúde da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a fonoaudióloga Carmen Barreira-Nielsen contou que a ferramenta já pode ser acessada de 149 pontos no Espírito Santo.

“A atenção primária não tem os mesmos recursos que um hospital, então esse serviço ajuda muito. Temos dois objetivos: resolver o problema do paciente e capacitar o profissional que encaminhou o caso à equipe”.

A ferramenta é usada por médicos, enfermeiros, dentistas, nutricionistas e psicólogos, entre outros profissionais. A dúvida é encaminhada e os teleconsultores têm 72 horas para enviar a resposta.

“Geralmente enviamos a resposta em 24 horas e o paciente não precisa nem ser colocado na fila, porque o caso dele é avaliado por um especialista, que recebe fotos, exames e um relato do problema que aquele paciente tem”, disse.

A fonoaudióloga Carmen Barreira-Nielsen chefia o serviço, que conta com 8 mil profissionais cadastrados (Foto: Leone Iglesias/ AT)
A fonoaudióloga Carmen Barreira-Nielsen chefia o serviço, que conta com 8 mil profissionais cadastrados (Foto: Leone Iglesias/ AT)

Carmen acredita que se todos os profissionais usassem a consultoria antes de encaminhar o paciente, as listas de espera teriam uma redução drástica.

“O maior benefício é a possibilidade de o paciente ter o seu caso resolvido na própria cidade. Não vai ter deslocamento, não vai atrasar o diagnóstico, o problema dele é resolvido de forma eficiente e rápida. Só é internado quem realmente precisa”, ressaltou.

A médica da Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Jesus de Nazareth, em Vitória, Tatiani Almeida Louzado Sant’Anna, usa o Telessaúde há dois anos e aprova a ferramenta. “Contribui com o nosso trabalho e promove um bem-estar maior ao paciente. A maioria dos pacientes nem precisa ser encaminhada”, ressaltou a médica.

Presidente do comitê de Telessaúde, Luiz Claudio Oliveira da Silva explicou que o Estado já ocupa a 4ª posição do Brasil em teleducação. “Estamos lutando junto com os parceiros na área da regulação para sanear as filas”, frisou.

Diagnóstico 

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Enfermeira do município de Santa Maria de Jetibá, Leticia Manhani usa o Telessaúde e consegue resolver o problema de muitos pacientes dentro da própria unidade de atenção primária. Ela contou que o feto de uma gestante atendida tinha má-formação na bexiga, então inscreveu o caso no Telessaúde.

“Ela foi encaminhada direto para um hospital com especialista, o bebê passou por cirurgia logo que nasceu e ela está sendo acompanhada. Resolutividade rápida, apesar da complexidade”, salientou.

Saiba mais

O que é?
O Telessaúde Brasil Redes na Atenção Básica é um componente do Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (UBS), feito pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de aumentar a resolutividade da Atenção Básica e promover sua integração com o conjunto da Rede de Atenção à Saúde.

A ideia é melhorar a qualidade do atendimento e ampliar a capacidade clínica das unidades de saúde.

São desenvolvidas ações de apoio à atenção à saúde e de educação permanente para as equipes de atenção básica, que são compostas por médicos, dentistas, enfermeiros, auxiliares, nutricionistas e psicólogos, entre outros.

O programa também ampliou a oferta de Telediagnóstico no país, possibilitando a realização de exames com emissão de laudo a distância, diminuindo custos com deslocamento de pacientes, aumentando a resolubilidade da atenção básica e, ainda, aumentando a oferta em especialidades.

Como funciona
O profissional atende o paciente e, se tiver alguma dúvida sobre como proceder naquele caso, ele envia um relatório à equipe de teleconsultores, por meio de um programa de computador.

Esse relatório pode vir acompanhado dos dados do paciente e de fotos, exames ou vídeos. A mensagem é criptografada, o que garante o sigilo das informações.

As consultas podem ser realizadas de duas formas: em tempo real, geralmente por chat, webconferência, videoconferência ou telefone, e por meio de mensagens offline.

Tempo de espera
Os teleconsultores encaminham o caso aos médicos especialistas e respondem a demanda em até 72 horas. Casos urgentes são respondidos em até 24 horas.

Essas orientações chegam à unidade de saúde e podem ser acompanhadas por pedidos de mais exames e/ou pela prescrição de remédios para resolver o problema, sem que o paciente tenha que se dirigir a outro médico.


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