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Massacre em escola foi planejado há mais de um ano


O massacre que deixou 10 mortos e 11 feridos na manhã de ontem, em Suzano, na Grande São Paulo, e que jamais será esquecido por quem sobreviveu ao que foi descrito como uma “cena de guerra”, foi planejado pelos atiradores há cerca de um ano e meio.

Amigos de infância e ex-alunos da Escola Estadual Professor Raul Brasil, Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17, conversaram sobre o ataque por meio de mensagens de texto. O teor dos diálogos não foi revelado. Os dois também treinavam técnicas de massacre russas e estudavam juntos o idioma, segundo a Polícia Civil de Suzano.

O rastro de sangue teve início a cerca de um quilômetro da escola, quando Guilherme chegou à loja do tio, o comerciante Jorge Antônio Moraes, 51, e o matou com três tiros à queima-roupa.

Guilherme entrou sozinho no local, onde também funciona um estacionamento e um lava-rápido e disparou, acertando o celular que Jorge segurava na mão, a clavícula e as costas da vítima. Luiz Henrique esperava pelo amigo em um carro.

Uma das linhas de investigação da Polícia Civil é a de que o comerciante tenha descoberto o plano da dupla e, por isso, os criminosos teriam feito uma “queima de arquivo”.

Depois de matar o comerciante, os dois seguiram por três quarteirões até a escola onde, sem piedade, colocaram em prática a segunda parte do plano. Lá, mataram cinco estudantes – entre 15 e 17 anos –, e duas funcionárias.

A polícia fez uma reconstituição do que aconteceu dentro da escola e confirmou, no final da tarde de ontem, que ao perceberem o cerco policial, Guilherme matou Luiz Henrique e depois tirou a própria vida.

As armas usadas, segundo a polícia, foram compradas por Guilherme com o dinheiro que recebeu de um carrinho de cachorro-quente onde trabalhava. O valor e onde foram compradas é objeto de investigação.

Já o carro usado pela dupla, um Onyx branco, foi alugado por Luiz Henrique em 21 de fevereiro, com devolução marcada para amanhã.

A polícia apura a motivação do crime e se outras pessoas tiveram alguma participação no ataque.

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