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Marta & cia.
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

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Marta & cia.

E, de repente, a discussão sobre o futebol feminino saiu das redes sociais para os botequins e das esquinas para as resenhas do pós-pelada. A reboque dos jogos da seleção de Marta, Cristiane, Formiga & cia. nós, brasileiros, com ou sem machismo, mais ou menos críticos, incluímos o tema em nossas “sociais” e demos um sinal de evolução.

Tenho certeza de que os olhos hoje atentos no confronto com a França, anfitriã do Mundial, pelas oitavas de final, estarão menos impregnados do que estavam há 10 dias.

Mas acho tudo isso normal na escala do amadurecimento da sociedade. Basta lembrar que o próprio futebol masculino era um esporte ainda marginalizado no início do século passado, 40 anos após a bola começar a rolar por aqui. Antes de ser um meio de vida, “era coisa para os ricos” ou para “os filhos dos burgueses”.

Meu falecido pai, nascido em 1920, era repreendido ao tentar dizer à mãe que iria à praia jogar futebol com amigos. A aceitação da prática como profissão só foi possível depois que os clubes reviram o preconceito com os negros e com os pobres.

Os primeiros sinais do futebol feminino no Brasil foram percebidos com a criação do time do Esporte Clube Radar, de Copacabana, em 1981, dois anos depois de revogado o decreto-lei 3.199, de 14 de abril de 1941, que dizia: “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do País”.

O Radar, fundado em 1932, criou o time feminino em 81, e venceu o primeiro Estadual organizado pela Federação, assim como a 1ª Taça Brasil da CBF, ambas em 1983.

Ou seja: traçando um paralelo com a consolidação do próprio futebol masculino, lá nos anos 30 e 40, acho que nossa relação com o futebol feminino começa a atingir a maturidade, faltando só, como já escrevi, que as grandes empresas patrocinadoras entrem de sola no apoio de eventos da categoria aqui no Brasil para que as pessoas se habituem com o espetáculo sem compará-lo com o futebol masculino.

Que a turma de Marta, portanto, entre em campo hoje, em Le Havre, livre de qualquer fantasma.
Agora, sim!

A simples presença de Everton, o Cebolinha, entre os titulares da Seleção fez uma baita diferença.
Protagonista no futebol brasileiro e sul-americano, o atacante do Grêmio trocou de posições com constância, puxou o time com força e velocidade e deu ao time de Tite outro estilo de jogo.

Daí o placar de 5 a 0 na seleção peruana.

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