Luiz Fernando Brumana

Luiz Fernando Brumana

Mamma Mia 2: um filme alegre

 (Foto: Divulgação)
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Há filmes que deixam a gente feliz. Foram feitos para isso e cumprem esta missão. Assim foi Mamma Mia (2008), baseado no musical da Broadway e embalado pelas músicas do grupo sueco ABBA. E assim, não poderia deixar de ser, a continuação: Mamma Mia 2: Lá Vamos Nós de Novo! (2018), já nos cinemas do Estado.

Aviso aos desavisados: este é um musical. Sei que muitos não gostam deste estilo e entendo os motivos. Mas para aqueles que apreciam, é uma opção.

Nada extraordinário e nem um pouco profundo, o longa-metragem garante ao expectador uma viagem exuberante à Grécia, onde supostamente se passa a história — na verdade, as filmagens da sequência foram feitas na ilha de Vix, na Croácia. No primeiro filme, o cenário foi a ilha grega de Skopelos, no Mar Egeu.

As locações são lindas, mas todo brilho é dado mesmo pela fotografia de Robert Yoman. Ele conseguiu melhorar um fator mediano no primeiro filme. Todas as cenas são encadeadas de forma inteligente e as câmaras são postas em ângulos que fogem ao convencional, principalmente nas sequências de dança. Há belas simetrias e a iluminação transmite a ideia constante de que os personagens vivem em um verão europeu eterno.

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A história é dividida entre presente, no qual a filha Sophie (Amanda Seyfried) está inaugurando um hotel que montou em homenagem à mãe, Donna (Meryl Streep); e o passado, quando a então jovem Donna decide se mudar para a Grécia em busca de um futuro que não sabe qual é. Acaba se envolvendo com três rapazes, os quais no primeiro filme são apontados como supostos pais de Sophie.

Quem vive Donna na juventude é a talentosa Lily James, que vem de trabalhos premiados como a série Downton Abbey (2010-2015) e o filme Em Ritmo de Fuga (2017). Nestas obras, ela já mostrava certa capacidade magnética para trair o olhar do público. Em Mamma Mia 2, esbanja essa característica, deixando Amanda Seyfried em segundo plano.

Não por menos, cabe a Lily a grande responsabilidade de viver a versão mais jovem de Meryl Streep, a qual, com vinte indicadas ao Oscar, domina como poucos a arte de transmitir emoções. Lily dá conta do recado, mesmo com um roteiro que não ajuda.

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A trama é muito simples, quase boba, feita primordialmente para que as músicas se encaixem e possam ser cantadas pelos atores. Não há verdadeiras aflições ou conflitos e, no início, o enredo se arrasta. Em compensação, há lindas canções do ABBA que não estão no primeiro longa, como “Fernando”, cantada por Cher e Andy Garcia.

Mas foi durante a clássica Dancing Queen que vi todos as cabeças balançarem à minha frente no Cinesystem do Boulevard Shopping, em Vila Velha.

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Cher, inclusive, merece menção especial. Ela continua sendo uma estrela, mesmo dividindo os holofotes com Streep.